FVS registrou 3 casos de rabdomiólise em Itacoatiara associada ao consumo de pacu

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A FVS-AM (Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas) registrou três casos de Doença de Haff em 2025, todos no município de Itacoatiara (a 176 quilômetros de Manaus). No período, foram notificados nove casos de rabdomiólise em três municípios do estado, dos quais três foram classificados como compatíveis com a Doença de Haff. Dois casos ocorreram em junho e um em dezembro, sendo que dois pacientes eram da mesma família.

Os pacientes apresentaram fraqueza muscular, dores intensas e urina escura, com exames laboratoriais mostrando níveis médios de CPK de 6.400 µ/L. Os sintomas surgiram cerca de nove horas após o consumo de pacu, preparado frito ou assado em casa.

Um resultado de CPK (Creatinofosfoquinase) de 6.400 U/L é considerado muito alto. A CPK é uma enzima presente no interior das células musculares (esqueleto, coração e cérebro). Quando ocorre uma lesão ou estresse severo no músculo, essa enzima é liberada na corrente sanguínea.

A Doença de Haff é uma condição rara que causa rabdomiólise, ou seja, destruição rápida dos músculos, geralmente após o consumo de peixes de água doce, especialmente pacu, tambaqui e peixe-gato. A doença está associada ao pescado porque alguns peixes podem acumular toxinas naturais ou substâncias desconhecidas presentes no ambiente aquático, que não são destruídas pelo cozimento ou fritura.

Os principais sintomas incluem fraqueza muscular, dores intensas e urina escura, podendo ocorrer também náuseas e mal-estar. Em casos graves, pode levar à insuficiência renal aguda e representar risco à vida se não houver atendimento médico rápido. Os sintomas normalmente surgem 9 a 24 horas após a ingestão do peixe. Não há contágio de pessoa para pessoa. A prevenção envolve evitar peixes suspeitos ou mal preparados e procurar atendimento imediato se surgirem sinais da doença.

A diretora-presidente da FVS, Tatyana Amorim, ressaltou a importância da vigilância contínua, mesmo com o baixo número de casos, devido à associação da doença ao consumo de pescado.

A coordenadora do Cievs-AM (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Amazonas), Roberta Danielli, afirmou que todas as notificações passaram por investigação criteriosa junto às vigilâncias municipais.

Fonte: Amazonas Atual/Foto: WhatsApp/Reprodução

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