IBGE prevê para abril divulgação dos resultados definitivos do Censo 2022

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Contrariando a previsão de término em janeiro, o levantamento do Censo 2022 será mantido ao longo de fevereiro e o Brasil só deve começar a conhecer seus resultados finais em abril. Foi o que informou, nesta quarta-feira (25), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um dia após divulgar nota ratificando que realiza “de forma transparente” uma das maiores operações censitárias do planeta.

A última previsão do IBGE era concluir a operação censitária em janeiro. Questionado pelo g1, porém, o órgão disse que “a cobertura completa dos setores censitários tem previsão de conclusão em janeiro de 2023”, mas que os trabalhos de apuração serão mantidos ao longo do mês seguinte.

“Em fevereiro, permanecerá em andamento o processo de revisão, controle de qualidade e apuração do Censo, com tentativas de reversão de recusas, revisitas a domicílios com morador ausente para realização de entrevistas, além de verificação de domicílios vagos, de uso ocasional, possíveis duplicidades e omissões e preparação para divulgação”, informou o IBGE.

A previsão inicial era concluir o recenseamento da população em outubro de 2022. O prazo, no entanto, foi adiado para meados de dezembro do mesmo ano. Todavia, ao divulgar, já em dezembro, o quarto balanço do levantamento porém, o IBGE estimou que só seria possível concluir o Censo 2022 em janeiro de 2023.

Segundo o IBGE, até essa terça-feira (24) haviam sido “visitados cerca de 89 milhões de domicílios e recenseadas 184 milhões de pessoas”.

“A previsão é de que o IBGE divulgue os resultados definitivos do Censo referentes à população dos municípios em abril de 2023”, enfatizou o Instituto.

Censo ‘transparente’ x ‘tragédia completa’

Na véspera, o Conselho Diretor do IBGE divulgou uma nota ratificando que o Censo é realizado “de forma transparente, com vários mecanismos de controle, seguindo rigorosamente todas as etapas necessárias e imprimindo qualidade em todas as fases da operação”. O comunicado foi uma resposta às declarações dadas por Roberto Olinto, ex-presidente do instituto, ao jornal Folha de S.Paulo, que classificou o Censo 2022 como uma “tragédia absoluta”.

*g1

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