Ibovespa engata 4ª alta seguida e fecha aos 134 mil pontos pela primeira vez; dólar sobe

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O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, engatou o quarto pregão consecutivo de alta nesta quarta-feira (26) e fechou aos 134 mil pontos, renovando — mais uma vez — seu recorde histórico.

Nesta semana — a última do ano e com menor volume de negócios —, o mercado ainda aguarda algumas divulgações importantes, com destaque para dados de inflação e emprego no Brasil e da atividade econômica nos Estados Unidos.

Já o dólar encerrou esta quarta-feira com valorização ante o real.

Dólar

Ao final da sessão, o dólar fechou em alta de 0,22%, cotado a R$ 4,8328.

Na véspera, a moeda norte-americana fechou em baixa de 0,79%, cotado a R$ 4,8220, menor patamar desde 2 de agosto. Com o resultado, passou a acumular quedas de:

  • 0,57% na semana;
  • 1,68% no mês;
  • 8,44% no ano.

Já o Ibovespa encerrou com um avanço de 0,49%, aos 134.194 pontos, nas máximas do dia.

Na véspera, o índice fechou com alta de 0,59%, aos 133.533 pontos, maior patamar de fechamento da história. Com o resultado, passou a acumular ganhos de:

  • 4,87% no mês;
  • 21,69% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

Com agenda esvaziada, a principal notícia do dia na economia ficou com o novo reajuste do salário mínimo nacional, que passará a R$ 1.412 a partir de 1º de janeiro de 2024 – R$ 92 a mais que os R$ 1.320 em vigor atualmente.

O cálculo tinha sido antecipado pelo g1 e inserido como previsão no Orçamento de 2024. Segundo o Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou o decreto assinado antes de viajar para o recesso de fim de ano.

Não há data marcada para a publicação do documento, que pode acontecer até o próximo domingo (31). Quem recebe o salário mínimo (ou múltiplos dele) ou benefícios vinculados a esse valor, como o seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), já recebe o total reajustado no início de fevereiro.

Além disso, o mercado segue na expectativa por um pronunciamento do ministro Fernando Haddad, que prometeu anunciar medidas para a economia em 2024 nos próximos dias. A equipe econômica do governo busca formas de aumentar a arrecadação e, assim, conseguir zerar o déficit fiscal em 2024, como está previsto no Orçamento.

Questionado por jornalistas na última terça-feira sobre quais serão, o ministro não quis adiantar. Mas disse que as propostas vão passar pela Casa Civil, pela análise do presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e devem ser apresentadas à população ainda este ano.

O ministro da Fazenda também comemorou alguns resultados da economia no primeiro ano do governo e disse que ainda há “um caminho pela frente”.

“Nós vamos terminando o ano com bons indicadores em todas as partes. Emprego, inflação, câmbio, juro, tudo convergindo para o patamar que nós desejamos. Isso é fruto de um trabalho, tem que ter continuidade. Como é que se dá continuidade ao trabalho? Com transparência, capacidade de diálogo, capacidade de articulação”, afirmou Haddad.

Na agenda de indicadores, investidores aguardam novos dados, que podem mexer com os ânimos do mercado. A principal expectativa é pelo IPCA-15 e o desemprego de novembro por aqui. No exterior, o foco fica com os pedidos de seguro-desemprego e vendas de moradias nos Estados Unidos.

Nos EUA, inclusive, os principais índices de Wall Street também subiam nesta quarta-feira, em meio às perspectivas de cortes nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

“Tradicionalmente, entre o Natal e o Ano Novo não há muita atividade, mas noto que uma emoção dominante de otimismo parece estar presente nesta semana”, disse Peter Andersen, fundador da Andersen Capital Management, à agência Reuters.

“Acredito que o Fed não aumentará os juros em 2024 e que a economia continuará a mostrar um pouso suave bem-sucedido. Isso deve fornecer uma base sólida para uma recuperação contínua em 2024.”

As apostas dos operadores de que o Fed fará um corte na taxa de juros em março estão atualmente em 84%, contra cerca de 21% no final de novembro, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group.

*g1

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