Jordan e “Brasa”: uniforme do Brasil acumula polêmicas antes da Copa

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O uniforme da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 está envolto em polêmicas desde sua concepção, acumulando críticas que vão da simbologia das cores à influência estrangeira no design. Os comentários mais recentes falam sobre a tentativa da Nike e da CBF de emplacar a frase “Vai, Brasa”, estampada nos itens recém-anunciados.

O rejeitado uniforme vermelho

A clássica camiseta amarela foi relacionada, durante um longo período, ao bolsonarismo e à direita política, graças à adoção em massa do item em manifestações. Essa associação impactou o uso da roupa durante a Copa do Mundo de 2026, quando diversas pessoas preferiram versões azuis, verdes ou brancas do uniforme.

Anos depois, a camiseta amarela já voltou a ter seu significado original, sem grandes associações a partidos políticos. A cor vermelha, contudo, ainda não perdeu seu significado ligado à esquerda no imaginário popular. Em 2025, começou a circular a informação de que um dos uniformes oficiais da Seleção para a Copa de 2026 seria na cor da brasa, que dá origem ao nome Brasil.

O uniforme vermelho teria acontecido graças à parceria — até então não anunciada — com a Jordan, linha de streetwear e basquete da Nike. As reações foram imediatas, com inúmeros internautas criticando a mudança e teorizando sobre uma intervenção do governo federal na escolha da cor, já que a competição acontece quatro meses antes das eleições presidenciais.

Após a onda de críticas, a CBF anunciou que o uniforme para o campeonato não seria vermelho, mas manteria as cores originais (uniforme principal amarelo, e o secundário, azul).

Basquete e a estampa de Michael Jordan

Mesmo com a cor vermelha saindo dos planos, a Nike seguiu tendo a marca Jordan como assinatura para o kit reserva da Seleção Brasileira. Isso significou influências do streetstyle norte-americano e principalmente do basquete nos produtos lançados na época da Copa, em parceria com a CBF.

A ligação direta a outro esporte não agradou parte do público. Afinal, até mesmo a logomarca nas peças é a silhueta de Michael Jordan, ídolo do basquete. Para muitos, ter uma personalidade norte-americana nos uniformes é um desrespeito ao Brasil, ao futebol e a Pelé, considerado o maior jogador de futebol da história, já que outro ídolo dos esportes está estampado.

A Jordan assina não apenas os uniformes secundários, mas algumas peças especiais lançadas pela Nike e pela CBF para o Mundial de 2026. Outros itens incluem as jaquetas oversized, com elementos claros do basquete e da cultura de rua dos Estados Unidos.

“Vai, Brasa”

Outra crítica diz respeito a uma palavra estampada nas peças que serão usadas pelos atletas brasileiros nos jogos da Copa: “Brasa”. Muitos acusaram a marca de inserir um elemento com pouco significado para a maior parte da população, que não usa a palavra para se referir ao Brasil.

O termo é mais comumente referenciado por gerações mais jovens, como um apelido ao país. Nas redes sociais, grandes perfis especializados em esportes já usaram “Brasa” no passado, mas o público que de fato entenderia a referência seria limitado, de acordo com críticos.

Fonte: Metrópoles/Foto: Metrópoles

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