Julho de 2023 deve ser o mês mais quente já registrado, apontam OMM e observatório europeu

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Temperatura diária global do ar na superfície (°C) de 1º de janeiro de 1940 a 23 de julho de 2023 — Foto: Arte/g1

Temperatura diária global do ar na superfície (°C) de 1º de janeiro de 1940 a 23 de julho de 2023 — Foto: Arte/g1

Um comunicado divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) nesta quinta-feira (27) aponta que o atual mês de julho está a caminho de se tornar o mês mais quente de toda a série histórica de medições.

A afirmação tem como base os dados do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), um observatório financiado pela União Europeia.

O Copernicus já verificou que as três primeiras semanas deste mês registraram uma temperatura média global acima de qualquer outro período equivalente já monitorado desde 1940.

No começo deste mês, o Copernicus declarou junho como o mês mais quente a nível global, um pouco mais de 0.5°C acima da média de 1991-2020, o que superou por ampla margem o recorde anterior de 2019.

As análises corroboram projeção da Nasa para o atual mês. A agência espacial americana prevê temperaturas ainda mais elevadas em 2024, quando o atual fenômeno El Niño deve atingir seu pico.

“As emissões antropogênicas (causadas pelo homem) são, em última análise, o principal impulsionador desse aumento de temperatura. O recorde de julho provavelmente não será um caso isolado este ano”, afirma Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S).

21 dos dias mais quentes

Segundo dados do Copernicus (veja gráfico abaixo), o mês de julho atual responde por 21 dos 30 dias com a maior média global de temperatura do ar. Os valores recordes oscilam entre 16.8°C e se aproximam de 17.1°C.

Em 6 de julho, a temperatura média global do ar foi de 17.08°C, ultrapassando a maior marca registrada anteriormente, em agosto de 2016, de 16.8°C.

Série com os 30 dias mais quentes do histórico de medições do Copernicus — Foto: Arte/g1

Série com os 30 dias mais quentes do histórico de medições do Copernicus — Foto: Arte/g1

Ameaça ao futuro

O secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Petteri Taalas, afirmou em nota que o impacto das condições climáticas extremas sobre milhões de pessoas, como foi visto em julho, é “infelizmente a dura realidade das mudanças climáticas e uma amostra do futuro”.

“A necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa é mais urgente do que nunca. A ação climática não é um luxo, mas uma necessidade.” – Petteri Taalas, secretário-geral da OMM

Média comparada dos primeiros 23 dias de julho ao longo dos anos desde 1940 — Foto: Arte/g1

Média comparada dos primeiros 23 dias de julho ao longo dos anos desde 1940 — Foto: Arte/g1

Recorde: probabilidade de 98%

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê que existe 98% de probabilidade de que pelo menos um dos próximos seja o mais quente já registrado e 66% de chance de exceder temporariamente 1,5°C acima da média de 1850-1900.

“Isso não significa que excederemos permanentemente o nível de 1,5°C especificado no Acordo de Paris, que se refere ao aquecimento de longo prazo ao longo de muitos anos”, afirma a OMM.

Temperatura do mar

Desde abril, a temperatura média global da superfície do mar tem sido significativamente acima dos valores observados anteriormente para esta época do ano, contribuindo para o julho excepcionalmente quente.

Em 19 de julho, o valor diário atingiu 20,94°C, apenas 0,01°C abaixo do valor mais alto registrado em 29 de março de 2016 (20,95°C).

*g1 / Foto: Reprodução

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