A Justiça da Itália avalia nesta quarta-feira (11/2) o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. A ação será julgada pela Corte de Apelação de Roma. A bolsonarista está detida na penitenciária feminina de Rebibbia, na capital italiana, desde julho de 2025.
Na terça-feira (10/2), a mesma Corte negou o pedido da defesa de Zambelli para trocar os juízes que analisam o pedido de extradição. A defesa da ex-deputada alega “evidências de parcialidade” dos magistrados.
O julgamento de Zambelli já foi adiado pela Corte de Apelação de Roma quatro vezes. O Metrópoles apurou com advogados da ré que há pouca esperança de que o pedido de extradição seja negado. A defesa afirmou ainda que deve recorrer caso a decisão determine o retorno da ex-parlamentar ao Brasil.
Zambelli está detida em Roma após ser condenada em dois processos no Brasil, ambos com trânsito em julgado — ou seja, quando não cabe mais apresentação de recurso. São as seguintes penas e tipificações:
- 10 anos e 8 meses de prisão, como autora intelectual da invasão hacker do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ);
- 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, pelo caso em que perseguiu um homem na rua e apontou uma arma para ele, pouco antes das eleições de 2022.
Pedido de extradição de Carla Zambelli
- A Corte de Apelação de Roma avalia o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli nesta quarta-feira (11/2). A análise atende a um pedido do governo brasileiro depois que ex-parlamentar foi condenada por hackear o sistema do CNJ. O julgamento ocorre depois de ser adiado quatro vezes.
- Zambelli é condenada por dois crimes no Brasil, como autora intelectual da invasão do sistema do CNJ e por porte ilegal de arma.
- Desde julho de 2025, Zambelli cumpre detenção na Itália, também por pedido do governo brasileiro.
Zambelli na Itália
Depois da condenação relativa à invasão do sistema do CNJ, Zambelli se mudou para a Itália. Após a fuga do país, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a prisão preventiva da ex-parlamentar.
O pedido foi acolhido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que também determinou a inclusão do nome de Zambelli na lista vermelha da Interpol, usada para localizar e prender foragidos internacionais.
Em 29 de julho, Zambelli foi presa em um apartamento, em Roma. A prisão foi determinada pela Corte de Apelação de Roma, que apontou “grave risco de fuga” caso a parlamentar permanecesse em liberdade.
O governo brasileiro apresentou ainda pedido de extradição da brasileira à Justiça italiana, que analisa a solicitação.
Em dezembro de 2025, o STF anulou a votação da Câmara dos Deputados que rejeitou o pedido de cassação e manteve o mandato parlamentar de Zambelli. Em uma maneira de burlar a cassação, a ex-deputada renunciou ao mandato na Câmara.
Fonte: Metrópoles/Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto


