A Lagoa do Cauípe, no Ceará, não está apta, no momento, para a prática de esportes aquáticos, especialmente o kitesurf, segundo o professor de educação física, bombeiro civil e professor da modalidade, Ícaro Cavalcante. Na última quinta-feira (16), uma turista francesa morreu no local após sofrer um acidente enquanto praticava o esporte.
A turista francesa Marybel Le Pape, de 30 anos, morreu, na quinta-feira (16), após sofrer um acidente enquanto manuseava o equipamento e ficou com ferimentos na cabeça e fratura exposta na perna. Testemunhas afirmaram que ela perdeu o controle do equipamento e bateu em uma barraca antes de atingir o solo.
O local fica a cerca de 49 km de Fortaleza, e é um dos principais pontos do litoral de Caucaia. A lagoa reúne diversos praticantes de esportes aquáticos, especialmente os kitesurfistas, devido às condições de vento próprias à prática.
Segundo Ícaro Cavalcante, os praticantes assíduos de kitesurf da região não estão utilizando a lagoa atualmente por conta do pouco volume de água no local. O Cauípe tinha um sangradouro, mas devido às chuvas, esse sangradouro se abriu e a água vazou para o mar.
“Não estamos usando a lagoa, pois ela está com pouca água e se torna perigoso à prática de aulas para iniciantes. Infelizmente foi uma fatalidade que poderia ter sido evitada, caso ela estivesse acompanhada por um profissional. Com certeza esse profissional não a deixaria utilizar o equipamento no local”, afirmou.
Ícaro Cavalcante apurou com amigos que trabalham na Lagoa do Cauipe que ela praticava o esporte perto de barracas e estacas, o que também é perigoso.
“Faltou para a turista um gerenciamento de risco do local. Uma lagoa com pouca água, barracas e estacas não seria um lugar apropriado”, completa.
Equipamentos inapropriados
Ícaro Cavalcante apurou ainda que a turista não utilizava um kitesurf ideal para o seu tamanho e acredita que a francesa não recebeu nenhuma aula antes de utilizar o aparelho.
“Também tenho a informação de que ela usava um kite muito maior do que seria para o peso dela, e isso pode ser perigoso quando há muito vento. Com isso, podemos entender que a moça era inexperiente no esporte e estava se aventurando sozinha”, afirmou o profissional.
*g1/Foto: Arquivo pessoal




