Máfia do ICMS: MPSP denuncia sete por esquema de corrupção bilionário

Publicado em

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou, nesta quarta-feira (24/9), mais sete pessoas acusadas de fraudes na chamada Máfia do ICMS, esquema bilionário de corrupção na Secretaria da Fazenda de São Paulo. Entre os novos denunciados, estão dois auditores fiscais e um empresário.

O fiscal Artur Gomes da Silva Neto (foto de destaque) foi alvo novamente de denúncia. Ele está preso preventivamente por corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Além dele, foram denunciados os agentes fiscais Marcelo de Almeida Gouveia e Alberto Toshio Murakami, e o empresário Celso Eder Gonzaga de Araújo, também preso preventivamente.

Segundo a promotoria, o mesmo modelo de fraude em créditos tributários que beneficiou empresas como Ultrafarma e Fast Shop foi aplicado em postos de combustíveis da Rede 28, administrada pelo empresário Paulo Cesar Gaieski — que não está entre os denunciados em razão do acordo de não persecução penal em que admite o pagamento de propina.

De acordo com a denúncia, a empresa Smart Tax — que está registrada no nome da mãe de Artur, também denunciada — foi contratada pela redes de postos para formalizar o pagamento de propina ao fiscal.

Metrópoles procurou a defesa de Artur da Silva Neto e Celso de Araújo e aguarda um posicionamento. A reportagem busca a defesa dos demais denunciados. O espaço segue aberto para manifestações.

Em agosto, a Máfia do ICMS foi alvo de uma operação da Operação Ícaro, do MPSP, que resultou nas prisões do dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e do executivo da Fast Shop, Mario Otávio Gomes — ambos foram soltos cinco dias depois. Na última sexta-feira (19/9), o órgão apresentou uma segunda denúncia contra o grupo, que seria liderado pelo auditor fiscal Artur Gomes Silva Neto.

Entenda o esquema

  • Auditores fiscais da Secretaria da Fazenda são acusados de terem recebido até R$ 1 bilhão de propina para prestar “assessoria contábil criminosa” a varejistas.
  • As empresas recebiam vantagens no ressarcimento do ICMS – medida prevista em lei para devolver valores pagos a mais em produtos que acabaram sendo vendidos por menor valor.
  • principal operador do esquema foi diretor do setor de “Rede e Comércio Varejista” na Diretoria de Fiscalização da Secretaria da Fazenda de São Paulo, Artur Gomes da Silva Neto.
  • Com auxílio de “comparsas”, o fiscal adiantava os créditos de ICMS e auferia um valor inflado para empresas em troca de propina, segundo denúncia do MPSP.
  • Com o ressarcimento facilitado, as empresas revendiam os créditos de ICMS para outras companhias, de forma legal, como prevê a legislação.
  • Em 12 de agosto, o MPSP deflagrou a Operação Ícaro, que prendeu dois auditores da Receita Federal e empresários.
  • Preso, Artur Neto pediu demissão da Receita Federal e foi exonerado. Outros sete servidores foram afastados, incluindo Marcelo de Almeida Gouveia, que está detido em Tremembé.
  • Os empresários Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, diretor da Fast Shop, chegaram a ser presos na mesma operação, mas foram soltos depois. O dirigente da Fast Shop fechou acordo de colaboração com o MPSP.

Fonte: Metrópoles/Foto: Reprodução/Redes sociais

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe

Assine Grátis!

Popular

Relacionandos
Artigos

CEO do Itaú posa de xerife do caso Master e vira piada na Faria Lima

Recém-eleito presidente do conselho de administração da Febraban, o...

Inmetro estuda novas regras para bateria e recarga de veículos elétricos

O avanço da comercialização de equipamentos como bicicletas elétricas,...

Árvores ajudam a resfriar cidades e conter calor, mostra estudo

As árvores estão neutralizando quase metade do aquecimento urbano causado...

IBGE: parcela da população com rendimento de trabalho atinge recorde

A parcela da população residente no Brasil que recebe rendimento decorrente...