Mercado reduz projeção para o crescimento da economia brasileira, aponta Focus

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O mercado financeiro reduziu a projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) — a soma de todos os bens e serviços produzidos no país — neste ano, passando de 2,09% para 2,05%. A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira (20), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC (Banco Central) com a projeção para os principais indicadores econômicos. Além das estimativas para o crescimento da economia, as projeções apontaram um crescimento para inflação e Selic, que tiveram taxas elevadas para 3,8% e 10%, respectivamente.

Para 2025, o documento trouxe manutenção na estimativa de crescimento do PIB em 2,00%, como já está há 23 semanas. A estimativa do Ministério da Fazenda para o crescimento do PIB de 2024 é de 2,5% e o Banco Central aponta um avanço de 1,9% na projeção atual neste ano, conforme o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de março.

Em relação à inflação, as estimativas do relatório continuam acima do centro da meta para a inflação, de 3,00%. O IPCA de 2023 ficou em 4,62%, abaixo do teto da meta (4,75%, para um centro de 3,25% no ano passado), evitando o estouro do objetivo a ser perseguido pelo BC pelo terceiro ano consecutivo, depois de 2021 e 2022.

O Copom (Comitê de Política Monetária) divulgou em maio projeção de 3,8% para o IPCA de 2024, depois de o indicador ter ficado em 3,5% nas reuniões anteriores, de dezembro, janeiro e março. Para 2025, a projeção também subiu, para 3,3%.

Os economistas seguiram a projeção para a Selic no fim de 2025 em 9,00%, ante 8,50% há um mês. Considerando apenas as 86 respostas dos últimos cinco dias úteis, a mediana para o fim de 2025 seguiu em 9,00% ao ano.

Há um mês, o patamar era de 9,5%. Considerando apenas as 86 respostas dos últimos cinco dias úteis, a mediana para o fim de 2024 passou de 9,75% ao ano para 10,00%. O Copom abandonou o forward guidance da reunião de março e cortou a Selic em 0,25 pontos percentuais, para 10,50% ao ano em maio.

A decisão dividida do colegiado deixou os indicados pela gestão Lula do lado que seguiria a sinalização de redução de 0,50 pontos percentuais, enquanto os diretores que já estavam no BC antes deste governo optaram por diminuir o ritmo de cortes neste momento. Na ata, divulgada na semana passada, houve um grande movimento para explicar que a divergência se deu pela avaliação do custo reputacional de abandonar a sinalização.

*R7/Foot: (MARCELLO CASAL JR/ AGÊNCIA BRASIL)

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