Ministério reage a declarações de assessor de Trump sobre brasileiras

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O Ministério das Mulheres repudiou, nessa sexta-feira (24/4), a fala do enviado especial para assuntos globais de Donald Trump, Paolo Zampolli, que afirmou que “mulheres brasileiras são programadas para causar problemas” ao citar a ex-mulher, a modelo brasileira Amanda Ungaro.

A declaração foi feita durante uma entrevista à emissora italiana Rai 3. Em outro momento, acreditando não estar sendo gravado, Zampolli fez novas ofensas às mulheres brasileiras. “É uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais. Aquela vaca, eu estava com ela, transava com ela. Depois ela também ficou louca”, disse.

Em nota, o Ministério das Mulheres afirmou que as declarações reforçam um discurso de ódio e desvalorizam as mulheres brasileiras, configurando uma afronta à dignidade e ao respeito.

“A misoginia não constitui opinião. Trata-se de manifestação de ódio, aversão e incitação à violência, configurando prática criminosa. Nesse sentido, o Ministério ressalta que o ódio contra meninas e mulheres não pode ser relativizado sob o argumento da liberdade de expressão”, diz o comunicado.

O governo também reafirmou seu compromisso com a promoção dos direitos das mulheres e com o enfrentamento de todas as formas de violência de gênero e raça, incluindo a misoginia, reconhecida como fator de risco para a escalada de agressões que podem culminar em feminicídio.

Acusação

Amanda acusa Zampolli de violência doméstica, o que ele nega. “As mesmas fotos que ela te mandou, ela mandou para o mundo todo. Onde estavam os hematomas? Nas pernas. Ela era kickboxer. Ela tinha hematomas nas pernas e nos braços. Eu nunca toquei em uma mulher. Depois de vinte anos, será que estávamos nos estuprando? Talvez psicologicamente”, disse.

Após a exibição da reportagem, o advogado Maurizio Miculan, que representa Zampolli, emitiu uma nota em que diz que as acusações de Amanda são “declarações infundadas e oportunistas feitas por ela após quase duas décadas de convivência pacífica, devido a uma disputa pela guarda de seu filho menor”.

*Metrópoles/ Foto: Reprodução

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