A Mocidade Alegre consagrou-se campeã do Grupo Especial do Carnaval paulistano de 2026, após apuração realizada na tarde desta terça-feira (17/2) no Sambódromo do Anhembi, na zona norte de São Paulo.
A escola liderou a apuração de ponta a ponta e venceu com 269,8 pontos, perdendo 0,1 apenas em dois quesitos: Enredo e Harmonia.
A Mocidade Alegre chegou ao 13º título de sua história ao levar para o Anhembi o samba-enredo “Malunga Léa, Rapsódia de uma Deusa Negra”, inspirado na atriz Léa Garcia. A última vez que terminou na primeira colocação foi em 2024.
A homenageada pela chamada Morada do Samba rompeu as barreiras do racismo e conquistou reconhecimento internacional ainda nos anos 1950, por sua participação no premiado filme Orfeu Negro, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 1960. Além de se destacar no cinema e no teatro, fez também uma longa carreira na televisão, participando de novelas de sucesso, como A Escrava Isaura.
Terceira escola a entrar na avenida na segunda noite de desfiles, a Mocidade levantou a arquibancada com refrão forte e bateria afiada.
A bateria comandada por Mestre Sombra criou longas paradinhas e outras bossas que permitiram que as vozes dos integrantes da escola se sobressaíssem em meio à apresentação musical. Em conversa com a reportagem do Metrópoles na quinta-feira (12/2), ele já havia dado a dica de que botaria o povo para cantar na avenida.
O coral da Mocidade ganhou força principalmente no “lerê, lerê“, em alusão à novela A Escrava Isaura, e também “ô, malunga ê“. Malunga é um termo bantu que significa companheira, amiga.
No momento que os músicos entraram no recuo, a rainha de bateria Aline Oliveira agitou um bandeirão em meio aos ritmistas e levantou a arquibancada. Ela é um dos símbolos da escola, tendo começado a frequentar a quadra da Mocidade ainda na infância.
Conhecida por saber como poucas desfilar com o regulamento debaixo do braço, perdendo poucos pontos, a Mocidade emocionou o Anhembi e fez uma apresentação para muito além da técnica. Agora, está mais próxima ainda da Vai-Vai, que segue como a maior campeã do Carnaval paulistano, com 15 títulos.
A apuração
Em sorteio realizado na tarde de segunda (16/2), o quesito Fantasia foi definido como critério de desempate, depois do número total de pontos e da inclusão das notas descartadas.
Apenas a Rosas de Ouro e a Camisa Verde e Branco começaram a apuração com punições e perda de décimos. A campeã de 2025, Rosas de Ouro, perdeu cinco décimos por não entregar as pastas aos jurados dentro do prazo estipulado. Já a segunda agremiação foi a única a estourar o tempo máximo de desfile (1h05min59) e, por isso, perdeu 2 décimos.
Na primeira noite desfilaram Mocidade Unida da Mooca, Colorado do Brás, Barroca Zona Sul, Dragões da Real, Acadêmicos do Tatuapé, Rosas de Ouro, Vai-Vai e Barroca Zona Sul.
Confira abaixo a classificação geral:
- Mocidade Alegre – 269,8
- Gaviões da Fiel – 269,7
- Dragões da Real – 269,6
- Acadêmicos do Tatuapé– 269,5
- Barroca Zona Sul – 269,4
- Tom Maior – 269,4
- Estrela do Terceiro Milênio – 269,1
- Mocidade Unida da Mooca – 269
- Império da Casa Verde – 268,9
- Camisa Verde e Branco– 268,8
- Colorado do Brás – 268,7
- Vai-Vai– 268,6
- Rosas de Ouro – 268,4
- Águia de Ouro – 268,2


