Moraes autoriza Jair Bolsonaro a receber visitas de Tarcísio e outros políticos aliados

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou nesta quinta-feira (7) que aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) façam visitas a ele, detido em prisão domiciliar desde o início da semana.

Com isso, estão autorizados a visitar o ex-presidente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP-DF), além de deputados como o líder da oposição na Câmara dos Deputados, Luciano Zucco (PL-RS).

  • O ministro relator do caso estabeleceu as datas em que as visitas ocorrerão, entre esta quinta-feira (7) e a próxima quinta (14), conforme os pedidos.
  • Cada encontro será em um dia específico, sem a possibilidade de coincidirem.

 

Moraes autorizou as visitas, com data pré-estabelecida, entre as 10h e 18h, e lembrou que as determinações legais e judiciais impostas devem ser respeitadas (relembre mais abaixo).

Veja a lista de quem teve a visita autorizada:

  • governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP);
  • vice-governadora do Distrito Federal Celina Leão (PP-DF);
  • deputado federal Geraldo Junio (PL-MG);
  • deputado federal Marcelo Pires Moraes (PL-RS);
  • empresário e presidente do PL em Angra dos Reis, Renato De Araújo Corrêa;
  • deputado federal Luciano Lorenzini Zucco (PL-RS), líder da oposição na Câmara.

 

Os aliados do ex-presidente entraram com pedidos formais para visitar o ex-presidente. É o caso do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (veja aqui).

Prisão domiciliar

 

A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes nesta segunda-feira (4). Ela ocorreu no âmbito de uma investigação sobre a ação do político do PL e de seus filhos para estimular sanções estrangeiras conta a economia brasileira.

Em julho, Bolsonaro já tinha sido alvo de medidas de restrição de direitos. No entanto, o ministro considerou que ele descumpriu as obrigações impostas. Por isso, além da prisão domiciliar, proibiu visitas sem autorização do STF e apreendeu celulares.

Na decisão, Moraes afirma que Bolsonaro utilizou redes sociais de aliados – incluindo seus três filhos parlamentares – para divulgar mensagens com “claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”.

A defesa de Bolsonaro, no entanto, entrou com um recurso nesta quarta (6) contra a decisão.

Os advogados pedem que Moraes reconsidere a prisão e, caso isso não ocorra, solicitam que o caso seja submetido com urgência à apreciação do plenário físico do STF.

*g1/Foto: Ganriel Silva/E.Fotografia/Estadão Conteúdo

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