MP-AM diz que ex-secretária liberou dinheiro por serviço não executado

Publicado em

O MP-AM (Ministério Público do Amazonas) apresentou, na quarta-feira (10), nova ação civil pública por improbidade administrativa contra a ex-secretária de Infraestrutura do Governo do Amazonas Waldívia Alencar.

O promotor de Justiça Edinaldo Aquino Medeiros, que assina a ação, pede que Waldívia e a empresa MCW Construções devolvam R$ 222.861,91 aos cofres públicos em razão de irregularidades em um contrato de R$ 20,6 milhões firmado em 2013 para asfaltamento de ruas do município de Lábrea (a 701 quilômetros de Manaus).

De acordo com o promotor, Waldívia liberou dinheiro para a empresa por serviços que ainda não tinham sido executados.

“Tem-se como dano ao erário decorrente dos pagamentos realizados de forma ilícita, o valor de R$ 222.861,91 (…), os quais devem ser devidamente corrigidos monetariamente e sofrerem a incidência de juros de mora”, diz trecho da ação.

O processo é baseado em relatório do TCE-AM (Tribunal de Contas do Amazonas) que identificou diversas irregularidades na contratação dos serviços.

Conforme a ação, a ex-secretária liberou o pagamento de R$ 33,7 mil para a construtora referente a retirada de equipamentos do local no momento em que as obras ainda estavam na metade da execução. “Ou seja, muito antes daquilo contratualmente previsto”, diz o promotor de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, 50% do valor destinado ao item deveria ser pago no início da execução da obra e os demais 50% quando da finalização dos serviços.

Ainda segundo o promotor, o pagamento dos 50% referentes à desmobilização “ocorreu bem antes do término dos serviços, quando a obra estava com aproximadamente 55% dos serviços concluídos”.

O Ministério Público afirma, ainda, que a secretária pagou R$ 189,1 mil referente a evolução de 90% da obra no momento em que os serviços ainda estavam em 55,37% da execução.

“No caso dos autos, fora pago a título de administração da obra o corresponde a 90% de evolução medida, quando, em verdade, tal evolução representava apenas 55,37%, devendo o valor pago a maior ser objeto de restituição”, diz o Ministério Público.

De acordo com o promotor, as irregularidades causaram “dano ao patrimônio público, enriquecimento ilícito e violação de princípios administrativos”.

A reportagem não conseguiu contato com a ex-secretária e nem com a empresa.

Foto: Alfredo Fernandes/Secom

*Amazonas Atual

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe

Assine Grátis!

Popular

Relacionandos
Artigos

Mãe de Oliver Tree confirma que família não receberá fortuna do cantor

Em postagem nas redes sociais, Christine Begin Nickell, a...

Justiça dos EUA aceita entrada da AGU e barra revelia contra Moraes

A Justiça dos Estados Unidos autorizou a entrada formal...

Assembleia aprova LDO de 2027 com aumento de repasse ao Ministério Público no Amazonas

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aprovou, nesta segunda-feira (22),...