O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou “bloqueio total” em toda a Cisjordânia ocupada após um ataque a tiros que matou um colono israelense. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (23/10). O ataque deixou ao menos cinco feridos perto da cidade de Hebron, localizada no sul desse território ocupado pelos israelenses.
“Dei instruções às Forças de Defesa de Israel (FDI) e às forças de segurança para que cerquem imediatamente a cidade de Hebron e se preparem para um fechamento total de toda a região da Judeia e Samaria [denominação israelense para a Cisjordânia], com efeito a partir de hoje”, afirmou Netanyahu em comunicado divulgado em seus canais oficiais.
O Exército israelense informou que o suspeito foi posteriormente detido. Antes da prisão, Netanyahu havia classificado o episódio como um atentado mortal e afirmado que as forças de segurança estavam mobilizadas para localizar o autor.
Em outro incidente registrado na região de Jenin, soldados israelenses mataram um homem que, segundo o Exército, tentou atropelá-los com um veículo. Os episódios ampliaram a tensão na Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel desde 1967.
Os bloqueios e as restrições de circulação, que não tem tempo especificado de duração, podem dificultar o deslocamento de moradores palestinos entre cidades e vilarejos, em uma região marcada por operações militares frequentes, violência de colonos israelenses e disputas territoriais.
A Cisjordânia é um dos territórios reivindicados pelos palestinos para a criação de um Estado independente, ao lado da Faixa de Gaza e de Jerusalém Oriental. A expansão dos assentamentos israelenses e as restrições impostas à população palestina seguem entre os principais pontos de tensão do conflito.
A medida ordenada por Netanyahu ocorre em meio à escalada de episódios violentos na região e ao aumento das preocupações internacionais com a situação dos palestinos que vivem sob ocupação israelense.
Fonte: Metrópoles/Foto: Divulgação/Benjamin Netanyahu
