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Juiz prorroga por 90 dias investigação da PF sobre suposto esquema de compra de votos com lideranças religiosas em Manaus

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A Justiça Federal prorrogou por mais 90 dias o prazo para que a Polícia Federal (PF) conclua as investigações sobre um suposto esquema de corrupção eleitoral envolvendo lideranças religiosas durante as eleições municipais de 2024, em Manaus.

O prazo foi ampliado a pedido da PF, que ainda analisa provas, como dados de celulares apreendidos na operação feita na véspera do segundo turno.

Um dos principais elementos da investigação é um laudo pericial que aponta que Gabriel Alexandre da Silva Lima, genro do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), teria atuado como intermediador em uma suposta negociação de compra de votos com pastores.

O documento reúne mensagens, áudios e arquivos encontrados em quatro celulares apreendidos com líderes ligados à Igreja Pentecostal Unida do Brasil (IPUB).

Conversas indicam negociação de valores

 

No total, foram periciados quatro celulares. Em um dos aparelhos, atribuído ao pastor e líder da IPUB, Flaviano Negreiros, a análise identificou conversas entre líderes religiosos e um contato salvo como “Gabriel Davi Almeida”, em um grupo de WhatsApp. De acordo com a PF, trata-se do genro do prefeito.

Os investigadores afirmam que há registros de mensagens diretas e áudios enviados a Gabriel, nos quais pastores tratam de valores e da mobilização de apoio político.

Um dos trechos citados na perícia mostra um pedido direto a Gabriel para o envio de R$ 80 mil. Em um áudio enviado por um pastor, o religioso afirma que o valor deveria ser repassado para que pudesse ser dividido entre as lideranças religiosas. Segundo a transcrição do laudo, o pastor diz:

“Se o senhor pudesse enviar todo aquele valor, os oitenta mil, para nós já dividir com todo mundo, para todo mundo se animar.”

 

Para os investigadores, a mensagem sugere que o dinheiro seria distribuído entre pastores e obreiros com objetivo de estimular apoio político.

De acordo com a perícia, o valor de R$ 80 mil teria relação com apoio político no segundo turno das eleições municipais de 2024. As mensagens também indicam que um pagamento teria ocorrido no primeiro turno, mas o valor não foi especificado.

A PF afirma que há conversas em que líderes religiosos cobram o pagamento restante que teria sido prometido por Gabriel.

Em um dos áudios analisados, um pastor afirma que seria necessário entrar em contato com Gabriel para resolver o pagamento prometido. Na transcrição feita pela PF, ele diz:

“Tem que ligar para o Gabriel para ver essa situação. Quem prometeu foi o Gabriel dar o restante do valor.”

 

Outra mensagem enviada por um pastor questiona as lideranças se “já chegou o faz me rir”. Em resposta, Flaviano avisa que o dinheiro está “encravado”. A perícia identificou que o próprio Flaviano cobrou os valores atrasados a Gabriel por mensagem. Veja os prints abaixo:

Prints mostram líder religioso cobrando valores prometidos por genro do prefeito de Manaus para apoio durante eleição de 2024 — Foto: Divulgação/PF

Prints mostram líder religioso cobrando valores prometidos por genro do prefeito de Manaus para apoio durante eleição de 2024 — Foto: Divulgação/PF

Segundo a investigação, isso reforça a hipótese de negociação financeira em troca de apoio eleitoral.

Pedido de apoio à campanha

 

Outro áudio recuperado nos celulares mostra que Gabriel também teria solicitado apoio na divulgação da campanha. Na mensagem enviada em um grupo de pastores, um dos investigados afirma:

“O Gabriel, genro do David Almeida, pediu para todos nós colocar o setenta no nosso WhatsApp, Facebook e Instagram.”

 

O número citado seria o número eleitoral do candidato apoiado nas eleições.

Segundo a PF, a mensagem sugere tentativa de mobilizar lideranças religiosas para ampliar a propaganda política entre os fiéis.

Reuniões e proximidade com líderes religiosos

 

A perícia também identificou contato frequente entre Gabriel e líderes da Igreja Pentecostal Unida do Brasil. Entre eles está o pastor Flaviano Paes Negreiros, um dos investigados.

De acordo com o relatório:

  • As conversas entre os dois começaram em 25 de agosto de 2024, antes do primeiro turno das eleições;
  • Há registros de mensagens, áudios e até fotografias em que aparecem juntos.

 

Uma das conversas analisadas revela que Flaviano convocou líderes religiosos para uma reunião com a presença de Gabriel em uma cafeteria na Zona Oeste da capital. Segundo a PF, nessa reunião teria sido discutido apoio eleitoral da igreja, quantidade de membros e possível valor a ser pago pela influência nos votos.

Para os investigadores, esses elementos indicam proximidade e interlocução entre representantes da campanha e lideranças religiosas.

g1 questionou a Secretaria Municipal de Comunicação sobre as informações contidas no inquérito e a relação do prefeito de Manaus e familiares nas investigações, mas até a atualização mais recente desta reportagem não obteve resposta. A reportagem tenta localizar as defesas de Gabriel e Flaviano.

Origem da investigação

 

Uma denúncia de compra de votos envolvendo o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante-AM), é alvo de investigação da Polícia Federal desde 2024. Segundo apuração da Rede Amazônica, os celulares, foram apreendidos há quase um ano e meio.

A operação policial ocorreu em 26 de outubro de 2024, véspera do segundo turno das eleições municipais. Na denúncia enviada à PF, uma mensagem da direção da Igreja Pentecostal Unidos do Brasil convocou pastores que votam em Manaus a comparecerem ao minicentro de convenções do templo religioso, localizado no bairro Monte das Oliveiras, Zona Sul da capital, em horário específico. O local é reduto político de Almeida.

De acordo com o inquérito, em uma sala foram encontrados envelopes com dinheiro, cada um contendo R$ 200, totalizando R$ 21.650 em espécie.

Segundo os pastores, o dinheiro encontrado fazia parte de R$ 38 mil recebidos na noite anterior de uma pessoa ligada à campanha de David Almeida. No processo, o responsável aparece identificado apenas como “Eliezer”. Dois dirigentes da igreja foram presos em flagrante e liberados após pagamento de fiança de R$ 15 mil cada. Eles respondem ao processo em liberdade.

*g1/Am/Foto: Divulgação

Moraes nega ‘livre acesso’ a filhos de Bolsonaro e reforça regras no regime domiciliar

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes negou o pedido para que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro tenham “livre acesso” à casa do pai, que cumpre pena em regime domiciliar. Na decisão, o magistrado reforça as regras para o controle de visitas de advogados, limitando a duração e os horários dos encontros, além de exigir o cadastramento de funcionários e profissionais de saúde.

Na última terça-feira (24), Moraes autorizou que Bolsonaro voltasse à prisão domiciliar humanitária temporária, por motivo de saúde. A decisão, no entanto, incluiu uma série de medidas cautelares rigorosas, como uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e restrições amplas para comunicação e visitas.

Moraes justifica que o cumprimento da pena em regime domiciliar é uma “medida excepcionalíssima, fundamentada exclusivamente em razões de saúde” e que Bolsonaro permanece sujeito às restrições do regime fechado, apesar de estar em casa.

“O descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer uma das medidas cautelares implicará na sua revogação e ao retorno imediato ao regime fechado ou, se necessário for, ao hospital penitenciário”, disse o ministro.

Até o momento, está permitida a entrada de um advogado por dia, a equipe médica tem acesso autorizado mediante cadastramento e familiares não residentes estão sujeitos a horários restritos de visitação.

Conforme as regras, as visitas dos advogados devem ser agendadas com antecedência com o Complexo Penitenciário do 19º Batalhão da Polícia Militar. Elas ocorrem apenas em dias úteis (segunda a sexta-feira), excluindo feriados e fins de semana, entre 8h20 e 18h.

Jair Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou, na manhã desta sexta-feira (27), o hospital onde ficou internado por duas semanas. Acompanhado por um comboio policial, ele voltou para casa, no Jardim Botânico (DF), após decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que atendeu a pedido da defesa do preso.

Bolsonaro ficará ao menos 90 dias em situação de prisão humanitária domiciliar. Entretanto, a expectativa é de que o ex-presidente volte ao hospital no fim de abril, para passar por uma cirurgia no ombro direito.

 

 

*r7/Foto: Reuters/Adriano Machado- 27.03.2026

Família da PM Gisele cria abaixo-assinado para coronel perder patente

A família da soldado Gisele Alves Santana, morta em São Paulo no dia 18 de fevereiro, criou um abaixo-assinado para que o tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Geraldo Leite Rosa Neto perca a patente. O oficial, ex-companheiro de Gisele, é acusado da morte da soldado. Ele está preso por feminicídio e fraude processual — quando há adulteração da cena do crime.

“Quanto mais assinaturas nós conseguirmos, melhor”, afirmaram os pais da soldado em vídeo publicado nas redes sociais. Conforme publicado pelo Metrópoleso comando da PM avalia a expulsão ou demissão de Geraldo Leite Rosa Neto.

Tenente-coronel evitou família de Gisele

O tenente-coronel evitou encontrar a família de Gisele Alves Santana após a morte da esposa. O tema foi explorado pelo delegado responsável pelo caso, que questionou se Neto quis ver o corpo de Gisele após a confirmação da morte.

“Não [quis ver], porque até a orientação das psicólogas e do meu comandante era de que os familiares da Gisele estavam vindo para o Hospital das Clínicas. E temíamos a atitude do pai e da mãe dela em relação a mim se nos encontrássemos pessoalmente. Que, na cabeças deles, eu que teria matado a filha deles“, respondeu.

Prisão do coronel

A prisão de Neto foi solicitada pela Polícia Civil no dia 17 de março, após o resultado dos laudos descartar a hipótese de suicídio sustentada por ele. O coronel foi preso na manhã do último dia 18, em um condomínio residencial de São José dos Campos, interior de São Paulo, exatamente um mês após a morte da esposa.

Ao chegar às dependências do Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, na tarde de quarta-feira (18/3), o tenente-coronel foi recebido com abraços por colegas de farda.

Os diálogos desmentem a versão sustentada por Geraldo Leite Rosa Neto de que a esposa não aceitava o fim do casamento e que teria sido esse o motivo do suposto suicídio. Isso, segundo relatório do 8º Distrito Policial (Brás), “demonstra, mais uma vez, que o indiciado manuseou o celular da vítima, apagando as conversas para sustentar a versão de que seria o responsável pelos pedidos de separação, e não a vítima”.

Horas antes de ser baleada, Gisele escreveu que concordava com o divórcio. “Tem todo o direito de pedir o divórcio […] Pode entrar com o pedido essa semana”, afirma, não deixando margem para dúvida sobre a decisão.

 

 

 

*r7/Foto: Arquivo pessoal

Fachin nega pedido de CPI e mantém suspensão da quebra de sigilo de empresa de Toffoli

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O presidente e ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, negou o pedido da CPI do Crime Organizado e manteve a decisão que suspendeu a quebra de sigilo de uma empresa do também ministro Dias Toffoli. O parecer inicial tinha sido tomado pelo ministro Gilmar Mendes, que entendeu que a comissão ultrapassou os limites do que justificou a sua criação.

No início do mês, a comissão recorreu da decisão de Gilmar Mendes. Na época, o presidente da CPI, o senador Fabiano Contarato (PT-ES), argumentou que as medidas buscam “assegurar o funcionamento da comissão e preservar as prerrogativas constitucionais de investigação do Poder Legislativo”.

A decisão do ministro foi baseada na regra de inadmissibilidade, que não admite, como regra, pedido de suspensão contra decisão proferida por outro ministro da Corte. Além de destacar que as normas apontam a independência dos ministros e a inexistência de uma relação hierárquica.

“Nesse contexto, o papel da Presidência do STF não é o de revisar ou hierarquicamente controlar decisões individuais, mas sim o de exercer uma função institucional específica: zelar pela intangibilidade, pela coerência e pela autoridade das decisões majoritárias do Tribunal, conforme previsto no art. 13, inciso III, do Regimento Interno do STF”, pontuou.

Apesar da decisão, em um documento paralelo, Fachin pede explicações a Gilmar Mendes.

Em fevereiro, Toffoli admitiu ser sócio da empresa Maridt Participações S.A., que vendeu a participação no Resort Tayayá, no Paraná, a um fundo do cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.

CPI do Crime Organizado

O plano de trabalho do colegiado previa análises das operações de instituições financeiras, fintechs e escritórios de advocacia, bem como a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da Maridt, aprovada pelos parlamentares do grupo.

A Constituição Federal prevê que esse tipo de comissão tem poder de investigação próprio das autoridades judiciais e, por isso, pode determinar a execução de diligências, a requisição de documentos e pedidos de quebras de sigilos — desde que por decisão fundamentada do colegiado.

Ainda na época da decisão de Gilmar Mendes, o presidente da comissão, o senador Fabiano Contarato, disse que o parecer não é “razoável” e, para que um mandado de segurança seja concedido a pessoa jurídica, é necessário um instrumento judicial voltado à proteção da liberdade de pessoas físicas.

 

 

*r7/Foto: Luiz Silveira/STF

Trabalhador em Manaus precisa de 85 horas de trabalho para comprar alimentos básicos

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Um trabalhador de Manaus precisou trabalhar, em média, 85 horas e 21 minutos em fevereiro para pagar a cesta básica. O dado é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O levantamento mostra, mês a mês, quanto custa a cesta básica nas capitais e quanto tempo o trabalhador precisa para comprá-la.

São Paulo é a capital onde as pessoas precisam trabalhar mais horas por mês para comprar alimentos da cesta básica: 115 horas e 45 minutos. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (112h14) e Florianópolis (108h14).

Peso da alimentação no salário mínimo

 

Na capital amazonense, a cesta básica comprometeu 41,94% do salário mínimo líquido do trabalhador. O cálculo considera o valor já com desconto de 7,5% da contribuição para a Previdência Social.

No país, a média foi maior. Em fevereiro, trabalhadores das 27 capitais precisaram destinar 46,13% do salário mínimo para a compra de alimentos básicos. Entre as capitais, São Paulo teve o maior comprometimento, com 56,88% da renda.

O levantamento também estima o valor do salário mínimo necessário para cobrir despesas básicas de uma família. Em fevereiro, esse valor foi calculado em R$ 7.164,94, cerca de quatro vezes o salário mínimo atual, de R$ 1.621.

O cálculo leva em conta o custo da cesta básica mais cara do país, que, no período, foi registrada em São Paulo.

*g1/Am/Foto:  Agência Brasil

Xamã abre o jogo e releva se pretende parar de cantar para atuar

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Xamã tem fortalecido, cada vez mais, sua carreira tanto na música quanto na atuação. Após participações em produções da Globo, como Travessia (2022) e Renascer (2024), ele está o elenco de Três Graças, no papel do traficante Bagdá.

Agora, o artista estreia no cinema com o longa Cinco Tipos de Medo, dirigido por Bruno Bini, que chega aos cinemas em 9 de abril. Pelo trabalho, foi premiado como Melhor Ator Coadjuvante no Festival de Gramado de 2025.

E, em entrevista a este colunista do Metrópoles, Xamã relembrou o interesse antigo pelo cinema e associou o início de sua trajetória audiovisual à produção de videoclipes, quando ainda buscava referências e experimentava formatos visuais.

“As pessoas não sabem o quanto eu sonhei em trabalhar com cinema. Quando comecei a fazer os meus clipes, me inspirava nos grandes diretores de cinema. Não ficava grandes coisas, porque o equipamento não era tão bom assim. Mas sempre com um flerte com o cinema”, afirmou.

O artista também destacou a estrutura da produção e a parceria com o elenco, que tem ainda Bella Campos e João Vitor Silva.

“A minha primeira oportunidade foi com Cinco Tipos de Medo, em 2023. Tive a oportunidade de fazer parte de um filme com um roteiro absurdo, com grandes nomes. Cheguei já jogando no Real Madrid, ficou mais fácil”, disse.

Vida dupla

Ainda na entrevista, Xamã falou sobre a rotina dividida entre as gravações de novelas e a agenda de shows, e afirmou que pretende manter “vida dupla” artística. Sem escolher um lado.

“É um tabuleiro de xadrez. A coisa mais difícil no início, quando comecei fazendo Renascer, foi conciliar tanta coisa. Agora, a gente já organizou e está tudo certo. Durante a semana faço as gravações da novela e no fim de semana faço meus shows. Mas tudo é importante para mim”, dirá.

Com rotina intensa nas gravações da novela, a cantor destacou ainda que sua logística funciona como um fator que facilita a conciliação entre os compromissos profissionais.

“Como a novela é gravada no Rio, consigo sempre voltar para casa, descansar e trabalhar no outro dia. Assim é menos cansativo”, garantiu.

Sobre a carreira musical, Xamã revelou os próximos lançamentos e os planos para novos projetos, incluindo um álbum com referências de afrobeat e música latina, além de um registro ao vivo.

“Tem um primeiro que vou lançar agora, que é um álbum mais compacto. De afrobeat e música latina. No segundo semestre estou planejando fazer um álbum ao vivo, percorrendo a minha carreira inteira. E também tenho a minha turnê, que vai passar por várias cidades do Brasil ainda”, contou.

Por fim, Xamã garantiu que o alcance de sua presença na televisão (e também no cinema) fizeram ampliar o seu alcance: “Tem um público novo, muita gente me conhecendo, por causa da novela, do cinema.”

 

 

*Metrópoles/Foto: Reprodução/Instagram

 

Coronel apagou mensagens no celular de Gisele enquanto ela agonizava

Registros telefônicos analisados pela Polícia Técnico-Científica de São Paulo indicam que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, preso como suspeito de ter assassinado a esposa, a PM Gisele Alves Santana, de 32, teria apagado as mensagens do celular da vítima minutos antes de fazer realizar a primeira ligação para o 190, enquanto ela agonizava após ser baleada na cabeça.

Segundo informações contidas no inquérito policial, o WhatsApp de Gisele foi aberto pela última vez às 8h do dia 18 de fevereiro, o dia de sua morte. O tiro, segundo o relato de vizinhos que ouviram o estampido, aconteceu às 7h28 — em depoimento, uma vizinha contou ter acordado com os latidos dos cachorros, que se assustaram com o barulho.

Veja a cronologia das ligações:

Análise dos celulares do coronel Geraldo Neto e da PM Gisele mostram a cronologia das ligações após ela ser baleada - Metrópoles

Análise dos celulares do coronel Geraldo Neto e da PM Gisele mostram a cronologia das ligações após ela ser baleada

 

Registros telefônicos ajudaram a montar uma linha temporal antes e depois da PM Gisele ser baleada na cabeça - Metrópoles

Registros telefônicos ajudaram a montar uma linha temporal antes e depois da PM Gisele ser baleada na cabeça

O tenente-coronel tentou acionar a Polícia Militar (PM) entre 7h54 (as primeiras ligações foram rejeitadas ou não atendidas) e 8h05. Também às 8h05, ele liga para o Corpo de Bombeiros. Além de pedir socorro, ele afirmou que a esposa havia cometido suicídio. “Na data de 18 de fevereiro , por volta das 07h57, foi irradiada via Copom ocorrência de apoio a policial militar, dando conta de que a Soldado PM Gisele Alves Santana, havia sofrido ferimento por arma de fogo na região da cabeça, no interior do apartamento”, como consta no documento.

Como o Metrópoles revelou, a notificação de “visto por último” no celular de Gisele foi observada por uma amiga íntima da vítima — o aviso registrava 08:00 (veja abaixo). Foi para essa amiga que Gisele enviou áudios nos quais afirmava acreditar “que não iria viver por muito tempo”.

Coronel apagou mensagens no celular de Gisele enquanto ela agonizava - destaque galeria

A análise cronológica dos fatos, portanto, indica que o coronel teria apagado as mensagens no celular da esposa enquanto ela ainda agonizava após o tiro na cabeça. No inquérito, consta que a morte da PM só ocorreu às 12h04, após ela ter sido socorrida e levada ao Hospital das Clínicas.

Prisão do coronel

A prisão do oficial Geraldo Leite Rosa Neto foi solicitada pela Polícia Civil no dia 17 de março, após o resultado dos laudos descartar a hipótese de suicídio sustentada por ele. O coronel foi preso na manhã do dia 18 em um condomínio residencial de São José dos Campos, interior de São Paulo, exatamente um mês após a morte da esposa.

As provas periciais indicam a inviabilidade da possibilidade de suicídio alegado pelo marido da vítima, além de apontarem indícios de alteração na cena do crime. O oficial é investigado pelos crimes de feminicídio e fraude processual.

Perícia recupera mensagens apagadas

O tenente-coronel teria apagado as últimas mensagens trocadas com a soldado Gisele Alves Santana um dia antes de sua morte. A perícia feita no celular da vítima, segundo relatório concluído nessa quarta-feira (25/3) e obtido pelo Metrópoles, conseguiu recuperar as conversas entre o casal.

Os diálogos desmentem a versão sustentada por Geraldo Leite Rosa Neto de que a esposa não aceitava o fim do casamento e que teria sido esse o motivo de seu suposto suicídio. Isso, segundo relatório do 8º DP (Brás), “demonstra, mais uma vez, que o indiciado manuseou o celular da vítima, apagando as conversas para sustentar sua versão de que seria o responsável pelos pedidos de separação e não a vítima“.

Horas antes de ser baleada, Gisele escreveu que concordava com o divórcio. “Tem todo o direito de pedir o divórcio […] Pode entrar com o pedido essa semana”, afirma, não deixando margem para dúvida sobre sua decisão.

Cerca de oito horas e meia após essas mensagens, como indica investigação da Polícia Civil, Gisele foi baleada na cabeça, com a arma do tenente-coronel, na sala do apartamento em que moravam, no centro da capital paulista.

 

 

*Metrópoles/Foto: Reprodução/Polícia Civil

 

 

Vacinação contra gripe começa sábado em meio à alta de casos respiratórios; veja quem deve se imunizar

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campanha nacional de vacinação contra a gripe começa neste sábado (28) em meio ao aumento de casos de doenças respiratórias no país. Dados preliminares do Ministério da Saúde apontam mais de 14 mil registros de síndrome respiratória aguda grave neste ano, com a influenza entre os principais vírus associados aos quadros mais críticos.

Com mais de 15 milhões de doses de vacina já distribuídas, a estratégia prioriza públicos mais vulneráveis, como idosos, crianças e gestantes, e busca reduzir casos graves, internações e mortes associadas à influenza.

A seguir, entenda o que é influenza, como ela se manifesta e por que a vacinação anual é recomendada.

O que é a influenza?

A influenza é uma infecção respiratória causada por vírus da família Orthomyxoviridae, principalmente os tipos A e B, responsáveis pelos quadros em humanos.

Na prática, é o que se convencionou chamar de gripe —diferente do resfriado comum, provocado por outros vírus respiratórios, como rinovírus e adenovírus.

Qual a diferença entre gripe e resfriado?

Embora possam começar de forma parecida, gripe e resfriado não têm o mesmo impacto no organismo. A influenza costuma provocar febre mais alta, dor no corpo, cansaço intenso e uma queda mais evidente do estado geral.

Segundo a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) Flávia Bravo, esse comprometimento sistêmico mais marcado é o que diferencia a gripe das infecções respiratórias leves, geralmente associadas a outros vírus.

Nos quadros iniciais, a distinção nem sempre é clara, mas a evolução dos sintomas, sobretudo a piora progressiva, é o principal sinal de alerta.

Quando a gripe deixa de ser leve e exige atenção?

O alerta está na progressão dos sintomas.

Falta de ar, febre persistente ou muito alta, cansaço intenso e piora do quadro respiratório indicam necessidade de avaliação médica.

Casos mais graves podem evoluir para comprometimento do trato respiratório inferior, como pneumonia —seja pelo próprio vírus ou por infecções bacterianas associadas.

Quem deve se vacinar na campanha?

A vacinação pelo SUS é direcionada prioritariamente a grupos com maior risco de complicações. Entre eles:

  • crianças de seis meses a menores de seis anos,
  • idosos com 60 anos ou mais,
  • gestantes,
  • pessoas com comorbidades,
  • profissionais de saúde e educação, entre outros grupos definidos pelo Ministério da Saúde.

 

A priorização leva em conta o maior risco de hospitalização e morte nesses públicos.

Por que a vacina precisa ser tomada todos os anos?

Dois fatores explicam a recomendação anual segundo a infectologista Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

  1. O primeiro é a capacidade de mutação do vírus influenza, que muda de um ano para outro —o que exige atualização da fórmula da vacina com base nos vírus mais circulantes no mundo.
  2. O segundo é a duração da proteção, que diminui ao longo dos meses, especialmente em idosos e pessoas com doenças crônicas.

 

A vacina pode causar gripe?

Não. As vacinas disponíveis são feitas com fragmentos do vírus, incapazes de se multiplicar no organismo. O objetivo é estimular a produção de anticorpos sem provocar a doença.

Mesmo vacinado, posso pegar gripe?

Sim, nenhuma vacina tem eficácia de 100% para impedir infecção.

Ainda assim, a principal função da vacina é evitar formas graves da doença, reduzindo internações e mortes, especialmente entre os mais vulneráveis.

Quem não está nos grupos prioritários pode se vacinar?

Pessoas fora do público-alvo do SUS podem receber a vacina na rede privada.

Eventualmente, doses remanescentes podem ser liberadas ao restante da população ao fim da campanha, mas isso depende de estoque e não deve ser aguardado como estratégia.

Posso me vacinar gripado?

Depende da intensidade dos sintomas. Quadros leves, como coriza e mal-estar discreto, não impedem a vacinação. Já em casos com febre ou sintomas mais intensos, a recomendação é adiar até a recuperação.

Quem teve Covid ou gripe recentemente pode tomar a vacina?

Sim, desde que já tenha se recuperado da fase aguda e esteja sem sintomas importantes.

Por que é importante se vacinar agora?

Segundo as especialistas, a campanha ocorre antes do pico de circulação do vírus, justamente para garantir que a população esteja protegida no momento de maior risco.

“Adiar a vacinação aumenta a chance de infecção em um período em que a influenza tende a se espalhar com mais intensidade”, afirma Ballalai.

*g1/Foto: : Leo Munhoz/Secom/Divulgação

Além da Espanha, veja países que permitem a eutanásia em casos de depressão grave e crônica

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Nesta quinta-feira (26), a espanhola Noelia Castillo virou assunto nas redes sociais após se submeter à eutanásia em um hospital de Barcelona. A jovem solicitou o procedimento em 2024, alegando depressão e sofrimento físico. Desde então, ela aguardava a decisão da Justiça da Espanha.

A morte assistida é autorizada no país desde 2021 para adultos com doenças graves e incuráveis que causam sofrimento insuportável.

Poucos países além da Espanha permitem a eutanásia, geralmente para pacientes em tratamento paliativo. Quando se trata de doenças mentais, como a depressão, a lista de nações que permitem a prática é ainda menor.

Também há uma diferença entre lugares que autorizam a eutanásia e o suicídio assistido, já que se tratam de práticas diferentes. No primeiro caso, um médico administra o medicamento que causa a morte. No segundo, a própria pessoa realiza o procedimento.

Veja países que autorizam a eutanásia para doenças mentais:

Espanha

A eutanásia e o suicídio assistido foram legalizados na Espanha em 2021, somente para cidadãos e residentes espanhóis. No caso de Castillo, a solicitação foi parar nos tribunais após a oposição de seu pai. O homem afirmava que a filha deveria passar por tratamento psiquiátrico em vez de recorrer à morte assistida.

Bélgica

Segundo a organização Dignity in Dying, a Lei Belga sobre Eutanásia permite que adultos em “condição médica fútil de sofrimento físico ou mental constante e insuportável que não pode ser aliviado” peçam o fim de suas vidas desde 2002.

Países Baixos

Nos Países Baixos, a lei se aplica a qualquer pessoa com mais de 16 anos. No entanto, menores de 18 anos devem apresentar o consentimento dos pais.

Luxemburgo

A Lei sobre o Direito de Morrer com Dignidade, aprovada em 2008, permite que uma pessoa que sofra “insuportavelmente” de uma doença, e que esteja mentalmente competente, solicite a eutanásia.

Colômbia

Na Colômbia, a eutanásia foi descriminalizada em 2022, permitindo que pacientes com doenças terminais ou doenças graves e incuráveis, que provoquem sofrimento físico e mental, peçam assistência médica.

Canadá

Embora tenha passado por diversas alterações, a princípio, a lei canadense permite que pessoas com doenças incuráveis, estado avançado de declínio de capacidades e que sofrem de forma física ou psicológica persistente e intolerável recorram à morte assistida.

Bélgica

Segundo a organização Dignity in Dying, a Lei Belga sobre Eutanásia permite que adultos em “condição médica fútil de sofrimento físico ou mental constante e insuportável que não pode ser aliviado” peçam o fim de suas vidas desde 2002.

Países Baixos

Nos Países Baixos, a lei se aplica a qualquer pessoa com mais de 16 anos. No entanto, menores de 18 anos devem apresentar o consentimento dos pais.

Luxemburgo

A Lei sobre o Direito de Morrer com Dignidade, aprovada em 2008, permite que uma pessoa que sofra “insuportavelmente” de uma doença, e que esteja mentalmente competente, solicite a eutanásia.

Colômbia

Na Colômbia, a eutanásia foi descriminalizada em 2022, permitindo que pacientes com doenças terminais ou doenças graves e incuráveis, que provoquem sofrimento físico e mental, peçam assistência médica.

Canadá

Embora tenha passado por diversas alterações, a princípio, a lei canadense permite que pessoas com doenças incuráveis, estado avançado de declínio de capacidades e que sofrem de forma física ou psicológica persistente e intolerável recorram à morte assistida.

*r7/Foto: Pexels

Relatório da CPMI propõe indiciamento de Vorcaro por sete crimes

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O relatório proposto para a CPMI do INSS, apresentado pelo relator, Alfredo Gaspar (PL-AL), nesta sexta-feira (27), propõe o indiciamento de mais de 200 pessoas, com destaque ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

A peça aponta o banqueiro como responsável por sete crimes: organização criminosa, falsidade ideológica, participação na iserção de dados falsos em sistema de informática mediante fraude, estelionato eletrônico e previdênciário, gestão fraudulenta e emerária, crime contra a economia popular e lavagem de dinheiro.

A peça ainda alcança representantes de sete instituições financeiras e omes políticos.

 

*r7/Foto: Divulgação/Master – Arquivo