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Master: defesa de Vorcaro quer acelerar delação de olho em liberdade

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Os advogados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, têm pressa em fechar o acordo de delação premiada para tentar um habeas corpus o quanto antes para o banqueiro.

No entanto, segundo apurou o Metrópoles, eles o avisaram sobre as chances serem praticamente nulas de conseguir um perdão total na Justiça mesmo após a colaboração e a confissão de culpa.

A negociação para a delação é dura diante da quantidade de elementos probatórios que cercam o dono do Master e o material que ele terá de apresentar, além da pressão da sociedade diante do caso.

A defesa alertou o empresário de que vai precisar de uma grande colaboração dele para entregar os nomes de todos os envolvidos.

Eles também devem esbarrar na resistência do próprio Supremo Tribunal Federal (STF), pois os ministros tendem a manter a prisão preventiva e determinar que Vorcaro aguarde a sentença na cadeia.

Daniel Vorcaro e Banco Master

  • O banqueiro Daniel Vorcaro é o fundador e principal controlador do Banco Master, que cresceu rapidamente no mercado financeiro na última década.
  • O banco atraiu milhares de investidores oferecendo CDBs com juros acima do mercado, chegando a captar cerca de R$ 50 bilhões. Parte relevante desses recursos era aplicada em ativos de baixa liquidez, como precatórios e empresas em dificuldade, o que aumentava o risco da operação.
  • A PF identificou indícios de um esquema que incluía emissão de títulos sem lastro, operações simuladas e ocultação de recursos por meio de empresas intermediárias. As suspeitas apontam para uma estrutura organizada de fraude dentro do banco.
  • Diante da deterioração financeira e de infrações às regras do sistema, o Banco Central do Brasil (BC) decretou, em novembro de 2025, a liquidação da instituição, encerrando suas atividades e marcando o início da fase mais grave do caso.
  • No mesmo mês, Vorcaro foi preso pela PF no Aeroporto de Guarulhos ao tentar embarcar em um jato particular com destino a Dubai.
  • Posteriormente, foi solto sob a condição de usar tornozeleira eletrônica, mas acabou sendo preso novamente em março deste ano durante uma nova fase da investigação.
  • As investigações passaram a apontar corrupção de autoridades, lavagem de dinheiro, invasão de sistemas e até planos de intimidação contra jornalistas.
  • Também surgiram indícios de que Vorcaro mantinha conexões com autoridades do BC, Congresso e Judiciário, o que ampliou o caso para além do âmbito financeiro e o transformou em uma crise de dimensão política e institucional.

A movimentação começou logo após a Segunda Turma da Corte formar maioria para manter a prisão de Vorcaro.

O dono do Master demitiu o então advogado Pierpaolo Bottini, que era contra a delação, e contratou o criminalista José Luís Oliveira Lima, o Juca, especialista em colaboração premiada.

Em 19 de março, o empresário foi transferido de helicóptero para uma cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

A transferência da Penitenciária Federal de Brasília para a carceragem da PF era uma das condições de Vorcaro para avançar no processo de delação.

A defesa procurou a PF e a PGR para garantir que Daniel Vorcaro estaria disposto a fechar o acordo “sem poupar ninguém”. Em meio a forte pressão do Centrão – que tentava articular uma delação seletiva – os investigadores deixaram claro que não haveria espaço para “salvar algumas figuras”.

O grande volume de provas a serem apresentadas pelo possível delator e a dimensão da investigação – que pode derrubar autoridades dos Três Poderes e de diferentes espectros políticos – são os principais motivos apontados para que as instituições conduzam, juntas, a colaboração.

A expectativa pela delação aumentou depois do vazamento de mensagens que expõem o relacionamento próximo de Vorcaro com autoridades.

A PF faz a extração dos dados dos oito celulares do banqueiro para ter noção da dimensão dos crimes e de quem estaria envolvido.

Na prisão

Daniel Vorcaro tem pressionado a defesa a atuar a fim de que ele deixe logo a cadeia e espere por seu julgamento em prisão domiciliar.

O dono do Master está preso preventivamente desde 4 de março. A prisão ocorreu no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga a venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).

Depois de passar pela Penitenciária Federal de Brasília, ele foi transferido para a Superintendência da PF, onde está alojado sozinho em uma cela comum.

Para firmar a delação, a lei exige que o delator entregue provas substanciais das declarações, como documentos, vídeos, fotos, gravações e outros materiais que possam corroborar as declarações dele. A consistência desse material é avaliada pelas instituições.

Com a delação, o dono do Banco Master poderá ter redução de pena em até dois terços — ou mesmo receber o perdão das autoridades.

Metrópoles entrou em contato com a defesa do banqueiro para questionar sobre o acordo de delação, mas não obteve resposta. O espaço permanece aberto.

Delação

Segundo o advogado criminalista Alexandre Lourenço, caso Vorcaro não apresente provas suficientes, se omita ou minta na delação, pode ocorrer a rescisão do acordo ou a revisão dos benefícios concedidos ao colaborador.

“Em regra, isso não significa aumento automático da pena como punição adicional, visto que não existe essa previsão legal. O que tende a ocorrer é a perda total ou parcial dos benefícios prometidos no acordo, justamente porque a colaboração deixa de ser considerada integralmente eficaz”

A liberdade ou a manutenção da prisão dependem da situação cautelar concreta e de decisão judicial.

“É perfeitamente possível que o colaborador responda em liberdade e até conclua toda a colaboração fora da prisão, mas isso não decorre de um efeito automático da delação. Depende da avaliação do juiz sobre a necessidade, ou não, da prisão preventiva e das demais medidas cautelares”, diz Lourenço.

*Metrópoles/Foto:  Reprodução

Caso Benício: pais cobram laudo do IML quatro meses após a morte de menino em hospital de Manaus

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Os pais de Benício Xavier Freitas, de 6 anos, cobraram, nesta quinta-feira (2), rapidez na conclusão do laudo do Instituto Médico Legal (IML). O documento deve apontar a causa da morte do menino, que ocorreu em um hospital de Manaus. A família afirma que a demora aumenta o sofrimento e atrasa as investigações.

Benício morreu em 23 de novembro, após receber adrenalina na veia durante atendimento hospitalar. De acordo com a investigação, a via e a dosagem prescritas não eram indicadas para o quadro clínico da criança. Após a aplicação, o menino sofreu múltiplas paradas cardíacas e não resistiu.

O pai, Bruno Mello de Freitas, afirma que o laudo de necropsia, considerado essencial para o inquérito, ainda não foi concluído, quatro meses após a morte. A Polícia Civil do Amazonas pediu mais 45 dias para finalizar as investigações, prazo que também depende da análise do documento.

A defesa da família diz que a demora prejudica outras etapas do processo, como perícias independentes e pareceres técnicos.

“Nós não somos médicos, não somos juristas. Somos apenas humanos, buscando respostas para a morte do nosso filho. O que pedimos é que a justiça seja feita e que os responsáveis sejam incluídos no processo. Já se passaram quatro meses e ainda não temos um resultado concreto. Isso aumenta nossa dor todos os dias”, disse o pai da criança.

 

Médica é investigada por adulteração de vídeo

 

No dia 23 de março, a Polícia Civil do Amazonas informou que a médica Juliana Brasil Santos é investigada por encomendar e pagar pela adulteração de um vídeo para tentar justificar a prescrição de adrenalina no atendimento de Benício.

Segundo a investigação, o material foi apresentado pela defesa da médica e indicava que o erro teria sido causado por uma falha no sistema do Hospital Santa Júlia. No entanto, perícias apontaram que o vídeo foi manipulado.

Mensagens encontradas no celular da médica mostram que ela pediu ajuda a colegas e ofereceu dinheiro para a produção do conteúdo. Em áudios, segundo a polícia, Juliana afirma que precisava de alguém para editar o vídeo e diz que “amanhã vai chegar o vídeo pra mim, já alterado”.

Para os investigadores, a tentativa de fraude pode indicar dolo eventual, quando há risco assumido de causar o resultado. O caso segue em apuração no 24º Distrito Policial.

As investigações também apontam que a médica negociava cosméticos por aplicativo de mensagem enquanto atendia o menino que estava em estado crítico após receber a medicação.

*g1/Am/Foto: Reprodução 

Banda Carrapicho é reconhecida como patrimônio cultural do Amazonas

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A banda Carrapicho foi reconhecida como patrimônio cultural do Amazonas pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). A lei foi publicada no Diário Oficial Eletrônico na quarta-feira (1º) e já está em vigor.

A medida considera a importância do grupo para a cultura popular amazonense e sua projeção no Brasil e no exterior.

Segundo o texto, o reconhecimento inclui tanto o patrimônio material quanto o imaterial da banda. Entre os itens materiais estão discos, prêmios, figurinos e registros históricos. Já o aspecto imaterial abrange a produção musical do grupo, marcada pela mistura de ritmos e pela popularização da toada de boi-bumbá.

A banda Carrapicho ganhou destaque nacional e internacional nos anos 1990, com o sucesso “Tic Tic Tac”, que levou a sonoridade amazônica a diversos países. O grupo se consolidou como um dos principais responsáveis por difundir o ritmo do boi-bumbá fora da região Norte, tornando-se referência da música popular brasileira com raízes amazônicas.

A lei foi promulgada pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e passou a valer na data da publicação.

Messi, Cristiano Ronaldo, Mbappé e Vini Jr. ‘disputam’ troféu da Copa em comercial

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A bola ainda não rolou, mas já é possível sentir o clima de Copa do Mundo no ar! Isso porque a cerca de 70 dias para o início do torneio, Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Kylian Mbappé e Vini Júnior “travaram uma disputa” em um comercial promovido pela Lego valendo o topo do mundo em uma peça do brinquedo. Trata-se da coleção temática da empresa ligada ao Mundial 2026.

O comercial, divulgado nesta quinta-feira (2) nas redes sociais, funciona como ponto de partida para nova linha da empresa, que reúne os astros em diferentes produtos. A coleção inclui tanto a representação da taça quanto o conjunto “Destaques do Futebol”, com um item específico para cada atleta.

Cada peça carrega elementos diretos das seleções nacionais — Argentina, Portugal, França e Brasil —, além dos números respectivos das camisas dos jogadores. Há, ainda, minifiguras que reproduzem os jogadores.

Linhas organizam os produtos

A marca distribui os kits em dois formatos principais. A linha “Football Highlights” aposta em construções temáticas, enquanto a “Football Legend” apresenta versões mais robustas. Esta última é voltada especialmente a Cristiano Ronaldo e Lionel Messi.

Essa divisão orienta não só o formato, mas também a forma como a linha retrata cada atleta. Os conjuntos destacam momentos, características e traços visuais ligados à trajetória dos jogadores, além de incluir referências escondidas que ampliam o engajamento.

Além disso, os produtos partem de bases em formato de letras associadas aos nomes dos atletas, com placas colecionáveis junto às cores de suas respectivas seleções. As minifiguras, por sua vez, ajudam a construir a narrativa visual da proposta da linha.

Cristiano Ronaldo e Mbappé

O astro português, por exemplo, aparece em um modelo baseado na letra “R”, com referências à seleção de Portugal e à própria carreira. “Não é todo dia que você tem a chance de ser transformado em um conjunto Lego!”, disse o camisa 7 do Al-Nassr.

No caso do francês, o conjunto parte da letra “M” e destaca velocidade e criatividade. Bem como na versão do português, a peça se destaca pelas cores da França e mantém o número 10 em evidência.

“O futebol me ensinou a sonhar grande e a superar constantemente meus limites. Este conjunto conta parte da minha história, mas, acima de tudo, captura a energia e a criatividade. Coisas que tornam este esporte tão especial.”, comentou Kylian Mbappé.

Messi e Vini Jr.

Lionel também utiliza a base em “M”, com referências à Argentina e ao número 10. Já Vinícius Júnior aparece em um modelo estruturado na letra “V”, com identidade visual vibrante, elementos ligados ao Brasil e uma minifigura em comemoração de gol.

*r7/Esportes/Foto: Reprodução

Delator revela que rede de venda de sentenças tinha vingança e punição

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Um delator na investigação que apura esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) revelou à Polícia Federal (PF) ter sido punido, por vingança, após suspender pagamentos relacionados à compra de sentenças.

Segundo a versão dele, as medidas teriam sido rapidamente adotadas pelo desembargador Antônio Pacheco Guerreiro Júnior (foto em destaque), após o delator suspender pagamentos.

De acordo com as informações apresentadas, o magistrado teria passado a atuar diretamente contra o delator após o rompimento financeiro entre as partes.

Em um dos episódios citados, em um processo de reintegração de posse, Guerreiro Júnior proferiu decisão liminar favorável a um empresário apenas duas horas após o caso ser redistribuído para sua relatoria.

Ainda conforme o delator, há indícios de que essa decisão específica teria sido “comprada” mediante a transferência de cerca de 2.000 hectares de terra ao magistrado.

O relato aponta também que, após a suposta aquisição de decisões judiciais, o delator suspendeu o pagamento das parcelas anuais referentes à compra da propriedade rural.

A partir desse momento, segundo ele, passou a sofrer uma sequência de decisões judiciais desfavoráveis, proferidas com rapidez incomum e em desacordo com as normas legais.

Operação, pilhas de dinheiro e bolsas de luxo

Uma operação foi deflagrada nessa quarta-feira (1º/4). Ao todo, foram apreendidos 26 smartphones e 38 mídias digitais, entre HDs e pen drives. A operação também resultou no sequestro de 20 veículos, avaliados em R$ 13.524.183,00. Além disso, foram confiscados R$ 573.955,00 em espécie e US$ 8.360,00. Entre os itens de destaque, as autoridades apreenderam um helicóptero, bolsas de luxo, joias e acessórios. Os três últimos itens estão avaliados em cerca de R$ 500 mil.

Dois desembargadores, Guerreiro Júnior e Luiz de França Belchior Júnior, foram afastados.

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em diferentes estados. As ordens foram expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo a investigação, o grupo atuava para direcionar decisões judiciais em processos, com prioridade seletiva e distribuição estratégica.

A apuração aponta a participação de magistrados, assessores e outros envolvidos, que teriam atuado em conjunto para favorecer partes em disputas milionárias, especialmente ligadas a conflitos agrários.

A coluna apurou que os alvos da operação foram:

  •  Antônio Pacheco Guerreiro Júnior – desembargador (afastado)
  • Luiz de França Belchior Silva – desembargador (afastado)
  • Douglas Lima da Guia – juiz de direito
  • Tonny Carvalho Araújo Luz – juiz de direito
  • Lúcio Fernando Penha Ferreira – ex-assessor
  • Sumaya Heluy Sancho Rios – ex-assessora
  • Maria José Carvalho de Sousa Milhomem – assessora
  • Eduardo Moura Sekeff Budaruiche – assessor
  • Francisco Adalberto Moraes da Silva – ex-servidor do TJMA
  • Karine Pereira Mouchrek Castro – ex-assessora
  • Ulisses César Martins de Sousa – advogado
  • Eduardo Aires Castro – advogado
  • Antônio Edinaldo de Luz Lucena – empresário
  • Lucena Infraestrutura Ltda – empresa investigada
  • Manoel Nunes Ribeiro Filho – investigado
  • Aline Feitosa Teixeira – investigada
  • Jorge Ivan Falcão Costa – investigado

Além das buscas, a Justiça determinou prisão preventiva do principal operador do esquema, afastamento de cinco servidores, monitoramento eletrônico de seis investigados, proibição de acesso ao TJMA e bloqueio de bens de até R$ 50 milhões.

As medidas atingem gabinetes, escritórios de advocacia e empresas. As ações ocorrem em cidades do Maranhão, além de endereços no Ceará, em São Paulo e na Paraíba. Segundo a PF, as penas somadas podem chegar a 42 anos de prisão.

 

 

*Metrópoles/foto: Divulgação/ TJMA

 

Influenciador Hytalo Santos pede anulação de condenação com base na “Lei Felca”

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A defesa do influenciador Hytalo Santos entrou na Justiça com um pedido para anular a condenação dele e de seu marido, Israel Vicente, pelo crime de produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes na internet. A solicitação foi protocolada na Vara da Infância e Registro Público da Comarca Integrada de Bayeux e Santa Rita, na região metropolitana de João Pessoa.

O principal argumento apresentado pelos advogados é a entrada em vigor do chamado Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, conhecido popularmente como “ECA Digital”, regulamentado por decreto federal em março deste ano, conhecida como “Lei Felca”. Segundo a defesa, a nova legislação trouxe critérios mais objetivos para definir o que pode ser considerado conteúdo pornográfico, restringindo interpretações mais amplas utilizadas anteriormente pela Justiça.

Na petição, os advogados contestam a sentença que condenou o casal, alegando que ela se baseou em uma interpretação “aberta” do conceito de pornografia. Eles defendem que, com as novas regras, a caracterização do crime passou a depender de elementos como a finalidade do conteúdo, a funcionalidade da plataforma e a existência de nudez ou ato sexual explícito com conotação sexual.

Além disso, a defesa sustenta que os conteúdos produzidos por Hytalo Santos estariam inseridos em um contexto cultural ligado a movimentos periféricos, como o brega funk, e que a legislação atual também prevê proteção à liberdade de expressão artística e cultural.

Outro ponto levantado é o princípio jurídico da “abolitio criminis”, segundo o qual uma nova lei que deixa de considerar determinada conduta como crime pode retroagir para beneficiar réus já condenados. Com base nisso, os advogados pedem a revisão da condenação e a possível anulação da pena.

O caso ainda aguarda análise judicial, sem prazo definido para decisão.

A nova legislação, apelidada de “Lei Felca”, foi sancionada em setembro de 2025 e passou a vigorar em março de 2026, estabelecendo diretrizes mais específicas para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. O nome popular surgiu após grande repercussão de denúncias feitas pelo influenciador Felca, embora ele não tenha participação direta na criação da lei.

Hytalo Santos e Israel Vicente permanecem presos enquanto o processo segue em tramitação.

 

 

*Fonte: POP+/Foto: Reprodução

Artemis 2: entenda o segredo por trás do traje laranja usado pelos astronautas da Nasa

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missão Artemis 2, que vai levar astronautas de volta à órbita da Lua após mais de 50 anos, tem um detalhe que chamou atenção antes mesmo da decolagem: os trajes laranja usados pela equipe da Nasa. A escolha do “laranja internacional” vai muito além da estética. Se os trajes da SpaceX remetem a um visual futurista digno de filmes de espionagem, e os da Blue Origin evocam um estilo de “cowboy espacial”, os da Artemis 2 parecem mirar direto no universo dos super-heróis.

O tom vibrante usado nos trajes de voo da missão espacial deve se tornar símbolo de uma nova era da exploração espacial e carregam uma intenção clara: serem vistos. A missão marca o retorno de astronautas à Lua pela primeira vez desde 1972.

Mais do que estética, no entanto, há tecnologia. Os trajes funcionam como sistemas portáteis de sobrevivência, capazes de manter os astronautas vivos por até 144 horas em situações extremas. Feitos sob medida, eles trazem detalhes em azul que não são apenas decorativos: indicam pontos de resgate e abrigam equipamentos de emergência, como coletes salva-vidas e cilindros extras de oxigênio.

Conhecido oficialmente como AMS Standard 595 #FS 12197, o “laranja internacional” é um tom avermelhado intenso, projetado justamente para se destacar contra o azul do céu e do oceano.

Não por acaso, a cor já tem longa tradição em contextos de segurança. Ganhou notoriedade nos anos 1930, quando foi escolhida para a ponte Golden Gate, na Califórnia, para melhorar sua visibilidade. Décadas depois, passou a ser adotada pela Marinha dos EUA e pela Força Aérea em aeronaves e trajes de alta altitude, facilitando operações de resgate.

Na Nasa, o uso do laranja ganhou força após o desastre do ônibus espacial Challenger, em 1986, quando a agência passou a priorizar soluções que aumentassem as chances de sobrevivência em emergências.

Os primeiros trajes dessa cor surgiram no fim dos anos 1980 e rapidamente ganharam o apelido de “abóbora”, por seu formato volumoso e pouco ajustado, característica que os tornou até fantasias populares de Halloween.

Hoje, o design evoluiu. Os trajes são mais ajustados, modernos e visualmente marcantes. Talvez não concedam superpoderes, mas têm algo próximo disso: a capacidade de capturar a atenção do mundo inteiro. E, ao que tudo indica, vão conseguir.

PM aposenta coronel preso por matar a esposa. Veja qual será o salário

A Polícia Militar (PM) aposentou o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, preso acusado de matar a esposa policial militar Gisele Santana com um tiro na cabeça. A aposentadoria foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (2/4) — o texto esclarece que a corporação vai pagar o salário integral do oficial como forma de pensão.

De acordo com o Portal da Transparência do governo do estado e como já divulgado pelo Metrópoles, o coronel ganhou, em fevereiro de 2026, um salário bruto de R$ 28.946,81, acrescido de abono de R$ 2.995,43. O valor corresponde a quatro vezes mais do que recebia a esposa morta, que ganhava R$ 7.222,33 mensais.

Geraldo Neto foi preso no dia 18 de março, acusado de matar a esposa com um tiro na cabeça, no apartamento do casal, no bairro do Brás, no centro de São Paulo. Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas contradições fizeram a polícia investigar o ocorrido como feminicídio. O tenente-coronel sustenta a versão de que a esposa tirou a própria vida até o momento.

A decisão de aposentar o tenente-coronel acontece na mesma semana em que o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, informou que havia mandado instaurar um conselho deliberativo para analisar a demissão de Geraldo Neto do oficialato.

Prisão do coronel

A prisão do oficial Geraldo Leite Rosa Neto foi solicitada pela Polícia Civil no dia 17 de março, após o resultado dos laudos descartar a hipótese de suicídio sustentada por ele. O coronel foi preso na manhã do dia 18, em um condomínio residencial de São José dos Campos, interior de São Paulo, exatamente um mês após a morte da esposa.

Ao chegar às dependências ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, na tarde de quarta-feira (18/3), o tenente-coronel foi recebido com abraços por colegas de farda.

 

*Metrópoles/Foto: Reprodução/TJM

Mutirão do Novo Olhar leva cirurgias e devolve qualidade de vida a pacientes em Tefé

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O mutirão aconteceu com investimento de R$ 200 mil de emenda parlamentar enviada pelo deputado estadual Delegado Péricles

O município de Tefé (distante 575 quilômetros de Manaus) recebeu sua 1ª edição do mutirão do projeto Novo Olhar, iniciativa do deputado estadual Delegado Péricles (PL), que tem transformado a vida de pacientes com problemas de visão em diversas regiões do Amazonas.

A ação realizou 100 procedimentos oftalmológicos, beneficiando diretamente pessoas que aguardavam por cirurgias como catarata e pterígio.

Viabilizado por meio de emenda parlamentar de Delegado Péricles, no valor de R$ 200 mil, o mutirão foi realizado em parceria com o Instituto Cândido Mariano e contou com o apoio da Prefeitura de Tefé, por meio do prefeito Nicson Marreira. A iniciativa teve como objetivo reduzir filas reprimidas e garantir acesso mais rápido a cirurgias que impactam diretamente na qualidade de vida da população.

Durante a ação, pacientes passaram por triagem, consultas e já saíram com o procedimento realizado ou encaminhamento adequado, em um modelo que concentra atendimento e resolução em poucos dias. Para muitos beneficiados, a cirurgia representa a retomada da autonomia e das atividades do dia a dia.

O deputado Delegado Péricles destacou que o projeto Novo Olhar é uma das principais frentes do mandato na área da saúde, levando dignidade a quem mais precisa, especialmente no interior do estado. “Nosso compromisso é fazer com que a saúde chegue a todos os cantos do Amazonas. Esse mutirão não é só sobre cirurgia, é sobre devolver qualidade de vida, independência e esperança para essas pessoas”, afirmou.

O projeto Novo Olhar já percorreu diversos municípios do Amazonas, como Manaus, Iranduba, Manacapuru, Rio Preto da Eva, Tabatinga, Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro, São Sebastião do Uatumã, Urucará, Juruá, Envira, Eirunepé, Parintins e Manicoré, levando atendimento especializado a regiões onde o acesso é mais limitado. Ao longo das ações, o projeto já realizou mais de 2 mil cirurgias oftalmológicas, consolidando-se como uma iniciativa de grande impacto social no Estado.

*Com infonmações da Assessoria/Foto: Assesosria

Toffoli usou avião de empresa de Vorcaro para ir ao Tayayá, diz jornal

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli teria voado no avião de uma empresa que tinha como sócio Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O voo pela Prime Aviation teria ocorrido em 4 de julho de 2025, de acordo com documentos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle de Espaço Aéreo (Decea), da Aeronáutica.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, Toffoli teria acessado o terminal executivo do aeroporto de Brasília às 10h daquela data. A aeronave prefixo PR-SAD decolou às 10h10 para Marília (SP), cidade natal do ministro, de acordo com o Decea.

Naquele mesmo dia, seguranças do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo haviam sido deslocados para Ribeirão Claro (PR), cidade onde fica o resort Tayayá, frequentado por Toffoli e a 150 quilômetros de Marília. Esse deslocamento ocorreu, de acordo com o STF, para atender a uma autoridade.

O Tayayá foi erguido pela família de Toffoli, mas acabou comprado por um advogado que trabalha para os irmãos Joesley e Wesley Batista. Em dois meses, Paulo Humberto Barbosa adquiriu de dois irmãos e um primo do ministro do STF todas as cotas do empreendimento. Dessa forma, em abril de 2025, ele se tornou o único dono do Tayayá, em Ribeirão Claro.

Além de Toffoli, até o ano passado, Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Daniel Vorcaro, aparecia como sócio no Tayayá.

Metrópoles procurou Toffoli nesta quinta-feira (2/4), mas não obteve resposta. A defesa de Daniel Vorcaro não quis se pronunciar.

À Folha, a Prime informou que, “por questões de confidencialidade dos contratos, e em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados, não divulga dados sobre os usuários das aeronaves do seu portfólio, sejam eles cotistas e seus convidados ou clientes de fretamento do serviço de táxi aéreo”.

Moraes

O ministro do STF Alexandre de Moraes e a esposa, advogada Viviane Barci de Moraes, também voaram pelo menos sete vezes em jatos executivos pertencentes a uma empresa de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Um outro voo ocorreu em aeronave que tinha Zettel como um dos donos.

Cruzando bases de dados da Anac e do Decea, é possível saber que Viviane e Alexandre de Moraes acessaram o terminal executivo do Aeroporto de Brasília ao mesmo tempo que os jatos pertencentes à Prime You decolaram do terminal.

Conforme divulgado pela Folha de S.Paulo, os voos foram realizados entre maio e outubro de 2025. Vorcaro foi sócio da empresa até setembro de 2025, segundo a empresa afirmou à coluna em nota.

Além das sete viagens em voos da Prime You, Alexandre de Moraes voou pelo menos uma vez em aeronave que tinha como um dos donos o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Em nota, o gabinete de Alexandre de Moraes no STF negou que as viagens tenham ocorrido. Segundo o ministro, a reportagem se baseia em “ilações”.

“As ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas. O ministro Alexandre de Moraes jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”, diz o texto.

Mais viagens

Segundo reportagem do jornal O Globo, Daniel Vorcaro, três parlamentares e dois ex-ministros viajaram juntos em um jatinho de Brasília para São Paulo.

A viagem, de acordo com registros de entrada e dados de rastreamento, teria ocorrido em 28 agosto do ano passado. Vorcaro; o senador Ciro Nogueira (PP-PI); os deputados Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e Rodrigo Gambale (Podemos-SP); e os ex-ministros Fábio Faria e Bruno Bianco, ex-advogado-geral da União e ex-advogado de Vorcaro, teriam iniciado o percurso às 15h.

O dia 28 de agosto caiu em uma quinta-feira, quando parlamentares costumam deixar a capital federal após as sessões de votação que ocorrem às terças e quartas.

Ao O Globo, passageiros da viagem confirmaram reservadamente o embarque e a presença dos parlamentares.

A assessoria do Ciro não se manifestou sobre o caso.

 

 

*Metrópoles/Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto