Início Site Página 2981

Mãe e filha cursam Design de interiores e focam em negócio próprio ao fim do curso

0

Concluir o curso de Design de Interiores no Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) e abrir um negócio com a mãe, no estilo “Reforma em Família, com Karen e Mina”, reality de construção do canal Discovery Home & Health, protagonizado por mãe e filha. Esse é o desejo de Sarah Meireles Souza da Costa, 17, e da mãe dela, Carla Andréa Neves de Souza.

FOTOS: Cleudilon Passarinho/Cetam

“Está sendo uma experiência maravilhosa compartilhar e viver tudo isso com minha mãe. Eu me espelho nela como pessoa. Ela sempre gostou muito dessas coisas de decoração. Eu acredito que herdei esse hobby e essa paixão pela decoração dela”, explica Sarah.

A mãe de Sarah tem uma história com a Arquitetura, curso que começou a fazer quando tinha 22 anos. “Mas devido a questões financeiras não pude dar continuidade”, lembra. “Trabalhei em outra área, mas não era algo que me completava. Resolvi sair só para cuidar das minhas filhas. E, agora, muitos anos depois, com elas crescidas, resolvi voltar a estudar”, ressaltou.

Carla Andréa avalia que essa nova oportunidade de voltar a estudar é maravilhosa e gratificante. “Voltar a estudar na área que eu amo e, ainda mais, com minha filha ao meu lado, me dando forças, é sensacional”, completou.

A filha Sarah conta que escolheu o curso porque se identifica com a área e, embora curse a faculdade de Biologia, pretende ingressar na Arquitetura após concluir a primeira graduação. “O curso está me surpreendendo muito. Nunca pensei que iria aprender tanta coisa assim. Cada dia que passa me identifico e me apaixono ainda mais por essa área”, destacou.

Mãe e filha compartilham não apenas uma vida em comum, mas a identificação com a área da Arquitetura e Decoração. Essa paixão fomentou a ideia de montar um negócio juntas. “Assim que eu terminar o curso pretendo abrir um negócio com a minha mãe, estilo aquele programa Irmãos à Obra. Mas no caso é mãe e filha à obra”, afirmou Sarah, entre risos.

Carla Andréa compartilha o mesmo pensamento e ressalta que se encontrou novamente na área ao ingressar no curso do Cetam. “Estamos cheias de planos. Assim que terminarmos o curso queremos dar continuidade ao nosso trabalho. E não pretendemos parar. Pensamos em focar em algo para nos capacitarmos mais a cada dia”, destacou.

*Com informações assessoria

Centro Estadual de Saúde do Trabalhador oferece capacitação sobre notificação de agravos relacionados ao trabalho

0

O Centro Estadual de Referência Estadual de Saúde do Trabalhador da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (Cerest/FVS-RCP), realizou nesta quinta-feira (29/07), uma capacitação virtual para técnicos da saúde com intuito de aprimorar a identificação de possíveis agravos relacionados ao ambiente de trabalho.

De janeiro a julho de 2021, o Amazonas registrou 725 casos e de acidentes e doenças associadas ao trabalho, no mesmo período do ano anterior 609 casos foram notificados, o que representa um aumento de 19%.

As principais pautas abordadas durante a apresentação foram: conceitos de saúde do trabalhador; principais doenças e acidentes relacionados ao trabalho e como identificá-las. Ao total, 290 técnicos em saúde participaram da capacitação de forma remota.

Para o diretor-presidente da FVS-RCP, Cristiano Fernandes, é essencial intensificar as notificações oportunas de agravos relacionados à saúde dos habitantes, para deste modo, entender o real cenário epidemiológico e assim avaliar a dimensão do problema no estado. “Com a classificação exata, saberemos também como agir, para evitar futuros casos”, explica Cristiano.

A coordenadora do Cerest/FVS-RCP, Cinthia Santos, conta que o curso foi desenvolvido para que os profissionais, que atuam com atendimento de saúde, saibam reconhecer ao se deparar com um agravo causado no local de trabalho. “Além de saber identificar se um acidente ou doença tem relação com o trabalho, é esperado que o técnico aprenda, também, como realizar uma notificação ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan)”, destaca Cinthia.

Registros 

Os tipos de agravos de saúde com relação ao ambiente profissional mais notificados entre janeiro a julho de 2021, foram: Acidentes de trânsito com exposição a material biológico (442), acidentes graves e fatais com crianças e adolescentes (256); Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), com 15 registros; e intoxicação exógena (12).

Referência 

A FVS-RCP é responsável pela Vigilância em Saúde do Amazonas, que inclui a prevenção a doenças como as desencadeadas e/ou agravadas no ambiente de trabalho, por meio do Centro de Referência Estadual de Saúde do Trabalhador (Cerest/FVS-RCP).

A FVS-RCP funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na avenida Torquato Tapajós, 4.010, Colônia Santo Antônio, Manaus. Os números para contato são (92) 3182-8550 e 3182-8551.

*Com informações assessoria

Para analistas, sigla da ultradireita alemã evita elo com Bolsonaro

0

O encontro do presidente Jair Bolsonaro com a deputada do partido alemão de ultradireita AfD, Beatrix von Storch, não deve ser explorado pela legenda e significou uma decisão independente da parlamentar, avaliam pesquisadoras alemãs. A fama mundial de Bolsonaro como permissivo com o desmatamento na Amazônia deve restringir a divulgação da reunião a publicações nas redes sociais de Beatrix.

As recentes enchentes que atingiram diversas regiões da Alemanha e deixaram pelo menos 180 mortos no país colocaram as mudanças climáticas no centro do debate político, acirrado pela aproximação das eleições nacionais em setembro deste ano – um ponto desfavorável para a AfD, que é o único partido no país a negar a interferência humana no aquecimento global.

Para a diretora do programa Futuro da Democracia no think tank alemão Das Progressive Zentrum, Paulina Fröhlich, a questão climática faz com que o encontro com Bolsonaro não seja atraente para ser usado neste momento pela AfD. “Apesar de ser possivelmente reconhecido como positivo pelo núcleo duro de apoiadores do partido, eu diria que não ajuda a AfD com os indecisos, que não irão apreciar uma reunião com alguém responsável pelo enorme desmatamento de uma floresta”.

Já a jornalista e autora do livro Angst für Deutschland: Die Wahrheit über die AfD: wo sie herkommt, wer sie führt, wohin sie steuert (Medo pela Alemanha; a verdade sobre a AfD: de onde vem, quem a lidera e para onde está sendo liderada, em tradução literal), Melanie Amann, pontua que Beatrix é considerada uma parlamentar independente em seu partido, e toma decisões sobre sua agenda não necessariamente alinhadas às da legenda, o que a tornou não muito popular na sigla.

“(Beatrix) Sempre levantou as bandeiras antiaborto e pelos valores familiares. Teve plataformas que eram um pouco paralelas às do partido”, relata a jornalista. “Ela (Beatrix) vem como uma política da AfD, mas ela não faz para o partido, como estratégia de se conectar ao Bolsonaro. É em seu próprio proveito”, afirmou “A política internacional da AfD é caótica. Eles não têm uma estratégia de como querem se colocar internacionalmente. Sempre há representantes do partido viajando ao redor do mundo.”

Neonazismo. A fragmentação citada por Melanie parte do conflito interno que a AfD tenta superar para melhorar sua votação na próxima eleição nacional. A ala moderada do partido, de inspirações neoliberais, têm como principal figura o deputado Jörg Meuthen.

Beatrix defende valores conservadores, mas não faz parte da ala radical, o antigo braço da sigla chamado Der Flügel (A Asa, em tradução literal), de inspiração neonazista. Beatrix perdeu a eleição interna para a liderança executiva no estado de Berlim, em março deste ano, para Kristin Brinker, que teve o apoio de membros desse grupo ainda mais radical.

A identificação do Der Flügel – que tem como um de seus principais líderes Björn Höcke, da Turíngia – com ideias neonazistas fez o Escritório Federal de Proteção à Constituição (BFV na sigla em alemão) colocar o braço do partido sobre vigilância, e, posteriormente toda a sigla.

Decisão provisória subsequente da Justiça alemã proibiu a Bfv de tornar público o monitoramento, sob o argumento de que poderia interferir nas eleições. A vigilância ocasionada pelo extremismo do grupo fez o Der Flügel ser oficialmente dissolvido pela AfD em abril do ano passado.

Pesquisas

Na mais recente pesquisa de intenção de votos para a eleição federal, divulgada segunda-feira passada, a AfD aparece com 11% das intenções de votos, perto dos 13% alcançados na última eleição, em 2017. O negacionismo e a falta de resposta para problemas reais impedem o crescimento da legenda, segundo Melanie Amann. “Durante a pandemia a AfD não teve conceito, solução. Eles só têm uma solução fácil, populista. Não têm realmente uma ideia de como governar o país de forma profissional”.

*Estadão Conteúdos

Dólar cai 0,60% com apetite externo ao risco e espera por Selic maior

0

O dólar emendou nesta quinta-feira (29) o segundo pregão consecutivo de queda firme, acompanhando o movimento global de enfraquecimento da moeda americana, em dia marcado por apetite ao risco. Analistas afirmam que a aposta em alta mais pronunciada da taxa Selic e a perspectiva de manutenção de liquidez global farta nos próximos meses – propiciada pelo tom ameno do Federal Reserve ontem e reforçada, hoje, pelo resultado aquém do esperado do PIB dos EUA no segundo trimestre – abrem uma janela para apreciação do real no curto prazo.

A taxa Selic mais gorda aumenta a atratividade da renda fixa brasileira e pode estimular os exportadores a internalizar mais recursos. Também conta a favor do real nas próximas semanas a possibilidade de elevação do fluxo externo de recursos para ofertas de ações na B3, que, até o momento, tem sido em sua maior parte absorvida por investidores locais. Com esse pano de fundo, já há quem veja a possibilidade de o dólar furar o piso de R$ 5, caso não haja solavancos do lado político.

Hoje, o dólar rompeu R$ 5,10 já na abertura e, no início da tarde, chegou a furar o piso de R$ 5,05, ao descer até a mínima de R$ 5,0422. No fim da sessão, a moeda americana era negociada a R$ 5,0792, em queda de 0,60%, levando a desvalorização na semana a 2,52%. É o menor valor de fechamento desde 2 de julho. Apesar do tombo recente, o dólar ainda acumula alta de 2,13% em julho. Amanhã, é dia de formação da última Ptax do mês, o que pode exacerbar a volatilidade da moeda.

A economista-chefe da Armor Capital, Andrea Damico, vê uma janela favorável para o real no curto prazo, na esteira de entrada de dinheiro para aproveitar o diferencial de juros – com eventual alta de 1 ponto porcentual da Selic em agosto e sinalização de outra elevação de 1 ponto na sequência – e manutenção de um ritmo forte de exportações. “No quesito crescimento, apesar de cerca moderação na margem, o Brasil está em vantagem em relação a outros países, o que também favorece a moeda”, afirma.

Outro ponto que deve ser observado é a dinâmica do câmbio contratado. A economista destaca que no segundo trimestre os exportadores deixaram cerca de US$ 7 bilhões no exterior, mesmo com a Selic já mais elevada. “Não é possível saber se o exportador vai alterar sensivelmente sua forma de atuar. Mas faz sentido trazer um pouco mais de recursos se a Selic subir 100 pontos-base (1 ponto porcentual)”, pondera.

Para o economista-chefe Instituto Internacional de Finanças (IFF), Robin Brooks, os mercados sabem que a redução de estímulos nos Estados Unidos não virá em breve, o que dá impulso às moedas emergentes, “especialmente onde os bancos centrais estão subindo os juros, caso do Brasil”. Brooks ainda vê o real 15% abaixo de seu valor justo, de R$ 4,50. “Os estrangeiros estão entusiasmados. O que é necessário para que os brasileiros fiquem um pouco menos negativos com seu próprio País…”, escreve Brooks no Twitter.

Damico, da Armor, vê espaço para que o dólar fure o piso de R$ 5 no curto prazo, mas não acredita em taxa de câmbio na casa de R$ 4,60 ou R$ 4,50. No médio prazo, observa a economista, a tendência é de a moeda americana subir e encerrar o ano em R$ 5,30. Ela argumenta que ao aumento de remessas de lucros e dividendos, evento típico de fim de ano, vão se somar uma balança comercial menos exuberante e a liquidação da segunda parte do overhedge dos bancos. E isso vai acontecer justamente no momento em que o debate sobre o ‘tapering’ estará a pleno valor, o que pode dar fôlego à divisa dos EUA.

“As pessoas também vão começar a olhar mais para os riscos eleitorais. Isso tudo torna o fim de ano um pouco mais difícil para a moeda”, afirma a economista da Armor, lembrando também que ainda existem dúvidas também em torno do impacto da reforma tributária sobre as remessas de lucros e dividendos.

*Estadão Conteúdo

Bolsonaro atende partidos e indica ‘fundão’ de R$ 4 bi

0

Depois de anunciar que vetaria o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões, o presidente Jair Bolsonaro admitiu na segunda-feira, 29, que vai manter cerca de R$ 4 bilhões de verba para a campanha eleitoral do ano que vem. Com isso, Bolsonaro sinalizou que concorda com o mínimo estipulado pelas legendas representadas no Congresso, lideradas pelo Centrão, para o financiamento da eleição em 2022.

Para justificar os R$ 4 bilhões, em uma conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, o presidente citou uma projeção errada para a inflação e distorceu informações sobre o que diz a lei em relação ao financiamento de campanhas. Ele disse ser obrigado a limitar o montante ao valor da última eleição, mais a correção inflacionária, e afirmou que isso daria R$ 4 bilhões.

Nem uma informação nem outra, no entanto, estão corretas. “(Quero) Deixar claro uma coisa, vai ser vetado o excesso do que a lei garante. A lei (prevê) quase R$4 bilhões. O extra de R$ 2 bilhões vai ser vetado. Se eu vetar o que está na lei, eu estou em curso de crime de responsabilidade”, disse Bolsonaro a apoiadores no Alvorada.

O presidente ainda não recebeu o texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Assim que receber, terá 15 dias úteis para sancioná-lo ou vetá-lo, conforme técnicos ouvidos pelo Estadão/Broadcast Político.

Ainda ontem, em entrevista à rádio Arapuan, da Paraíba, Bolsonaro disse que “nenhum partido” irá influenciar em sua decisão de vetar ou não o aumento do chamado fundão. O presidente tenta minimizar críticas de que atende aos interesses do Centrão, grupo de legendas que o apoia no Congresso.

Ao votar a LDO, o Congresso aprovou um dispositivo que muda o cálculo do fundo eleitoral em 2022, aumentando o patamar para R$ 5,7 bilhões. Bolsonaro deve vetar esse artigo, o que, na prática, deixa o valor em aberto. O montante será definido em outro projeto, o da Lei Orçamentária Anual (LOA), que o governo costuma enviar em agosto. O projeto deve ser votado no Congresso até o fim do ano.

Nessa segunda proposta, após a definição do valor, o presidente terá a opção de sancionar ou vetar integralmente a verba. Como o fundo eleitoral é uma despesa obrigatória, criada por lei, os recursos ficam “blindados” no Orçamento.

A legislação não estipula valor específico para o fundo eleitoral e nem limita o reajuste à inflação. Pela lei, o fundo deve ser abastecido com o recolhimento de impostos gerado pelo fim da propaganda partidária, um montante de R$ 803 milhões em 2022, mais um porcentual não definido das emendas de bancada, calculadas em R$ 8 bilhões no ano que vem. Daí sairá a despesa para as campanhas.

Bolsonaro citou a inflação para justificar os R$ 4 bilhões. O valor de 2020 mais a correção inflacionária, porém, elevaria o financiamento para R$ 2,197 bilhões. É a soma da despesa de 2020 (R$ 2,034 bilhões) mais os índices do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de 2021 e 2022 projetados na LDO.

Procurada, a Secretaria de Comunicação não respondeu sobre o cálculo do presidente.

*Estadão Conteúdos

Com sobrenome de peso, Thiago Moura estreia em Tóquio sob olhar do pai

0

“Paiêê, como vai ser o treino hoje?” A voz grave se esparrama pelo vestiário ao lado da pista de atletismo do estádio da Ponte Grande, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Quem grita é o atleta Thiago Moura, de 26 anos, que vai fazer sua estreia nos Jogos de Olímpicos de Tóquio nesta quinta-feira no salto em altura. Sua primeira aventura olímpica começa às 21h15. Quem ouve o berro é Neilton Moura, ex-atleta, treinador respeitado no atletismo do País e que vai para sua quarta Olimpíada. Essa experiência, no entanto, será única para os dois: é a primeira vez que o pai treinador e o filho atleta estarão juntos na disputa por uma medalha olímpica no atletismo.

O Estadão acompanhou o diálogo dos dois no último treino antes da viagem para Tóquio. Só dá para perceber que são pai e filho nessa hora, do “paiêê”. Não há abraço em público nem chamego. Neilton diz com segurança que ninguém percebe que são pai e filho. No começo da parceria, dez anos atrás, Thiago estranhou a cobrança e a braveza. Hoje, já se acostumou.

Thiago até que merecia um cafuné. A conquista da vaga olímpica encerrou um período penoso de preparação. Dois anos sem férias. Thiago colocou na cabeça que ia para Tóquio. E está lá. Ele começou a temporada saltando 2,19m, passou a 2,22m e acabou com 2,27 m, marca que valeu a conquista do Troféu Brasil. O principal resultado da carreira veio justamente na temporada de 2021, com a medalha de prata no Campeonato Sul-Americano, disputado no Equador. Nesse ano, já saltou 2,28 metros. Ele conseguiu essa evolução treinando na laje da casa onde mora na região central da cidade. A pandemia fechou os clubes.

Olhando na régua, os cinco centímetros da evolução não são muita coisa, mas vai saltar por cima de um sarrafo, de costas, para ver o drama. É a medida de um sonho. “Como pai, eu me sinto aliviado, e, como treinador, orgulhoso”, afirma Neilton em um dos poucos sorrisos ao longo de mais de uma hora de entrevista ao Estadão.

Para brigar por uma medalha, Thiago ainda tem de evoluir. A marca para chegar à final varia de 2,26 metros a 2,30 metros. Os atletas que vão brigar pelo pódio estão saltando entre 2,37 metros e 2,38 metros com regularidade. “Se ele fizer o melhor, tem chances de ir à final, mas é preciso repetir o melhor resultado em condições que nunca enfrentou”, diz o técnico. “Tenho consciência de que eles (os rivais) estão um pouco acima. Tenho total possibilidade de alcançar a final. E, dentro da final, tudo será possível”, diz Thiago.

Neilton se define como um pai “normal”, não é aquele que pega no pé, mas que sabe que a vida de um atleta profissional não permite grandes estripulias. A pressão maior vem da história familiar. A mãe foi heptatleta e os irmãos trabalham com atletismo. O sobrenome Moura é um dos mais respeitados do atletismo brasileiro. O tio de Thiago, Nélio Moura, foi o técnico da Maurren Maggi, campeã olímpica no salto em distância em 2008, e do panamenho Irving Saladino, também vitorioso na mesma prova no naipe masculino nos Jogos de Pequim-2008.

“Quando eles voltaram dos Jogos, teve toda aquela badalação aqui no Brasil. Alguém no Panamá fez uma música para homenagear o Irving e tem o nome do meu tio nela. Fui entender isso a passos curtos. Não foi fácil”, fala o saltador.

Thiago cresceu dentro de uma pista de atletismo. Antes de ser treinado pelo pai, ele deu os primeiros saltos com Anísio Souza Silva, triplista que esteve nos Jogos de Barcelona-1992 e Atlanta-1996. “É uma tradição que está sendo levada adiante”, diz Anísio.

Mesmo que a relação seja “profissional” nas pistas, existe uma sintonia fina entre os dois. Quando Thiago começa a arrumar o colchão para o salto, Neilton faz um gesto com a mão pedindo para ele não forçar muito. Thiago faz “sim” com a cabeça. O jeito de olhar é diferente, difícil de explicar. Só vendo mesmo. Thiago define o pai como um “cabeça dura de coração mole”. Mas fala isso baixinho, de canto, para ele não ouvir. O pai conta que o filho venceu uma depressão brava anos atrás e se diz realizado. Mas já emenda que ele não vai lá, para o Japão, só para passear.

Os dois juram que dá para separar os papéis de pai e treinador, filho e atleta, mas a gente sabe que é difícil. Isso ficou claro na classificação de Thiago. O pai acompanhou a tabela de pontos dos candidatos por vários meses em casa. Toda semana, ele acrescentava os resultados e via a situação de cada atleta. Por conta da pandemia, as federações nacionais criaram torneios classificatórios fora do calendário oficial da Federação Internacional de Atletismo. Angústia. Expectativa.

Thiago entrou na lista para disputar o salto em altura pelo ranking olímpico não pelo índice. Com 2,28 metros, ele estava entre os 32 primeiros no ranking mundial em 29 de junho, dia do fechamento do prazo para classificação. “Foi demais. Ver, no rosto dele, a emoção e a felicidade é uma coisa espetacular. Deu para dar uma amolecida no coração do velho”, afirmou o atleta. “Paiêêê, a gente vai para a Olimpíada”, disse o filho atleta. Aí teve um longo abraço.

*Estadão Conteúdos

Mayra Aguiar conquista o bronze no judô e faz história com 3 medalhas olímpicas

0

A judoca Mayra Aguiar fez história nesta quinta-feira ao conquistar em Tóquio a terceira medalha em três edições seguidas dos Jogos Olímpicos. Bronze em Londres-2012 e Rio-2016, a gaúcha, de 29 anos, repetiu o feito agora no Japão na categoria até 78 kg e se tornou a primeira atleta do País a faturar três medalhas em esportes individuais na Olimpíada.

Na luta que lhe garantiu o seu lugar no pódio, Mayra Aguiar bateu a sul-coreana Hyunji Yoon com um ippon. Assim, confirmou o porquê é uma das judocas mais fortes e experientes do Time Brasil. “Estou bem emocionada Acho que é a conquista mais importante pra mim”, resumiu ela, aos prantos, após o combate.

O bronze de Mayra tem a marca da superação. Não à toa, ela chorou muito em cima do tatame. Na reta final de preparação para a Olimpíada de Tóquio, a judoca teve uma séria lesão ligamentar no joelho esquerdo e precisou ser operada. Havia o risco de ela ficar de fora da Olimpíada, mas a judoca voltou a tempo de garantir sua presença nos Jogos.

Mayra recuperou o ritmo perdido por causa da lesão e conseguiu mostrar o talento que já a levou a ser bicampeã mundial.

O caminho de Mayra rumo ao pódio nos Jogos Olímpicos de Tóquio começou com um ippon contra a israelense Inbar Lanir. Ela estreou direto nas oitavas de final por ser uma das cabeças de chave. Na luta seguinte, no entanto, ela acabou perdendo par Anna-Maria Wagner, da Alemanha, número 3 do mundo, em um duelo muito truncado, decidido no golden score.

A disputa da repescagem contra Aleksandra Babintseva, do Comitê Olímpico Russo, foi bastante equilibrada também. A adversária, porém, recebe três shidos (punições) por fugir do combate e Mayra foi declarada vencedora.

Foi o segundo bronze do judô brasileiro nos Jogos de Tóquio. Antes, Daniel Cargnin subiu ao pódio na categoria até 66 kg.

DECLARAÇÕES

A judoca Mayra Aguiar revelou, logo após conquistar a terceira medalha consecutiva em olimpíadas, nesta quinta-feira, que sofreu com medo e angústia durante a preparação para chegar a Tóquio. A atleta, de 29 anos, teve de se recuperar de uma cirurgia no joelho.

“Desculpa, não estou conseguindo falar, estou emocionada. Acho que é a conquista mais importante para mim. Foram difíceis os últimos tempos, bem difíceis, tem que superar, superar de novo e de novo. Não aguentava mais fazer cirurgia, ainda mais no momento que vivemos, tive medo, angústia. Mas continuei”, disse Mayra, em entrevista para a TV Globo.

A primeira judoca a conquistar três medalhas consecutivas em Jogos Olímpicos agradeceu ao apoio de amigos e familiares. “Dar o nosso melhor vale a pena. Estou bem emocionada. Muito importante para mim. Não conseguiria nada sem minha família, me apoiaram em tudo e estavam comigo nos momentos mais complicadas. Obrigada por me apoiar, por me aguentar, eu sou bem chata, às vezes. Energia boa. TPM, cansada, com dor, estava comigo.”

A judoca também lembrou dos treinos no solo que a ajudaram na vitória decisiva para a conquista do bronze. “Agradeço meus técnicos, pelo apoio, todos. Que me faz levantar todos os dias. Obrigada por estarem ali. Beijo para o seu Moacir. Me fez amar luta no chão. Pensei: “não vou soltar, tenho potencial para ganhar essa luta”. Beijão a todos. Obrigada de coração.”

*Estadão Conteúdos

Caso Joice: Não há registro de estranhos em prédio, diz polícia

0

A Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados (Depol) informou na terça-feira, 27, não ter identificado, no período entre 15 e 20 de julho, a entrada de nenhuma pessoa estranha no imóvel funcional em que mora a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP). A parlamentar relatou ter acordado, na madrugada do dia 18, em casa, com fraturas e hematomas pelo corpo. Joice disse não saber o que aconteceu. Além da Polícia Legislativa, a Polícia Civil também investiga o caso.

Ainda segundo a Depol, as imagens mostraram que a deputada não saiu do apartamento do dia 15 até o dia 20, quando disse ter ido ao hospital. “Prova o que eu tinha dito desde o início sobre as datas do ocorrido e derruba a tese espalhada por governistas de suposto acidente de carro. Eu não saí de casa, como, aliás, é de praxe nos finais de semana”, disse.

A assessoria da Câmara disse que há segurança nos locais onde ficam os apartamentos funcionais dos parlamentares. “Os prédios possuem vigilância armada e porteiros, ambos 24 horas por dia, sete dias por semana. Além disso, há câmeras de segurança e rondas ostensivas, com viatura caracterizada”, diz a nota divulgada pela Casa.

Em nota, Joice afirmou que não existem câmeras de segurança nas escadas nem nas entradas dos apartamentos funcionais. “Eu mesma chamei a atenção para o problema em meu depoimento à Depol e agentes alegaram que seria para resguardar a privacidade dos parlamentares. Comuniquei a falha de segurança também à Procuradoria da Mulher da Câmara e à Polícia Civil”, disse a deputada do PSL.

O presidente Jair Bolsonaro comentou o assunto ontem em entrevista ao Blog do Magno. “Não quero entrar na polêmica. O que eu vejo na imprensa, vão ver sinal eletrônico daqueles dias, ver a fita do prédio dela e pedir exames. Não quero polemizar. E tenho certeza que a polícia vai desvendar. Ela me culpa achando que vou responder. Não vou”, afirmou.

*Estadão Conteúdo

Cidade do Rio começa em setembro a eliminar restrições impostas pela pandemia

0

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou nesta quinta-feira, 29, um plano para voltar à rotina de antes da pandemia, a ser realizado em três etapas. A partir de 2 de setembro serão liberados eventos em ambientes abertos e pessoas que já tenham tomado as duas doses da vacina contra covid-19 poderão entrar em danceterias, boates, casas de shows e festas em locais fechados, e também em estádios. Todos esses ambientes terão lotação limitada à metade de sua capacidade, nessa primeira etapa, quando a prefeitura prevê que 77% da população tenha recebido a primeira dose da vacina e 45% tenham tomado a segunda.

Em 17 de outubro, a lotação dos ambientes citados (estádios, danceterias, boates, casas de shows e festas em locais fechados) será ampliada para 100%, para pessoas que tenham recebido as duas doses da vacina. Nesse momento, a prefeitura prevê que 79% da população tenham tomado a primeira dose e 65% tenham recebido a segunda.

A partir de 15 de novembro deixará de haver qualquer restrição à capacidade dos ambientes, não será cobrado mais o distanciamento entre as pessoas e o uso de máscara será obrigatório apenas no transporte público e nos estabelecimentos de saúde. Nesse momento, a prefeitura estima que 80% da população tenham recebido a primeira dose da vacina e 75% tenham tomado a segunda.

Atualmente, 57% da população da capital tomaram a primeira dose da vacina e 24% receberam a segunda dose.

*Estadão Conteúdo

Principal nome da natação, Fratus chega como candidato a pódio nos 50m livre

0

Chegou a hora da verdade para Bruno Fratus, principal nome da natação brasileira. O velocista estreia nos Jogos de Tóquio nesta sexta-feira às 7h13 (horário de Brasília) com altíssimas expectativas em relação ao seu desempenho e muito bem cotado na briga por um lugar no pódio na prova dos 50 metros livre, a mais rápida do programa olímpico.

Aos 32 anos, Fratus está em sua terceira Olimpíada. Nos Jogos de Londres-2012 terminou na quarta colocação e no Rio-2016 acabou na sexta. Aquela final há cinco anos, inclusive, foi um divisor de águas na vida do nadador. Fratus entrou em depressão, passou a praticar meditação e mudou completamente a sua alimentação. Com a nova dieta, ganhou músculos para chegar mais forte em Tóquio. Algo em torno de cinco quilos de massa.

“Fui deixado de lado por muita gente que eu achava que ia me apoiar numa situação como aquela, e eu me senti muito sozinho por um momento. É fácil apoiar alguém quando ele está indo bem, mas quando a pessoa cai, é aí que você vê quem são seus verdadeiros fãs e amigos”, revelou o nadador, quando comentou sobre a sua depressão.

Após superar aquele mau momento, o nadador acumulou bons resultados que o credenciam como forte candidato à medalha nos 50 metros no Japão. Os mais expressivos foram nos Mundiais realizados nesse período. Tanto em Budapeste-2017 como em Gwangju-2019, o brasileiro ficou com a medalha de prata. Fratus tem ainda sete medalhas em Jogos Pan-Americanos, sendo cinco de ouro e duas de prata. Ou seja, só lhe resta uma medalha olímpica para a coleção ficar completa.

Muito da evolução de Fratus nos últimos anos passa pelas mãos de sua mulher, a ex-nadadora olímpica Michelle Lenhardt, que também é sua treinadora. “Ela tem sido vital. Acho que uma vez que você tem alguém que realmente ama e que pode confiar 100%, mesmo não concordando sempre, estamos brigando pela mesma coisa. Ela tem esse instinto competitivo.”

Nascido em Macaé (RJ), desde muito cedo Fratus é visto como dono de um talento raro dentro da natação. Ele foi criado no Nordeste, mas aos 17 anos mudou-se para São Paulo, onde passou a treinar no clube Pinheiros. Foi treinado também pelo australiano Brett Hawke e logo se destacou como um dos principais velocistas do País.

Em Tóquio, seus principais adversários são o norte-americano Caeleb Dressel, o russo Vladimir Morozov e o britânico Benjamin Proud. Mas os rivais também se preocupam com o brasileiro, afinal ele é o atleta que mais vezes nadou abaixo de 22 segundos nos 50 metros livre em toda a história. Fratus já completou essa distância na casa dos 21 segundos nada menos do que 88 vezes na carreira. Para se ter ideia da consistência de Fratus, o segundo colocado nesse ranking é o nadador norte-americano Nathan Adrian, com 65 vezes, mas que está fora da prova em Tóquio por não ter conseguido o índice olímpico na seletiva americana.

BONS RESULTADOS

Na lista de vezes em que o brasileiro nadou abaixo dos 22 segundos está os 21s80 que ele cravou em abril, na Califórnia, quando derrotou Caeleb Dressel. A prova valeu para Fratus como seletiva olímpica, já que obteve autorização do Comitê Olímpico do Brasil (COB) para, por causa da pandemia, buscar o índice em torneios do circuito dos EUA, onde ele mora e compete.

Fratus tem plena consciência do peso desta Olimpíada para a sua carreira, depois de ficar perto do pódio nos Jogos de Londres e no Rio. Já no Japão, ele usou as suas redes sociais para publicar o que chamou de “carta aberta à seleção olímpica de natação do Brasil”, colocando-se como um dos líderes da equipe.

No texto, ele é muito claro ao reconhecer que o desempenho nos Jogos Olímpicos pode mudar o rumo da vida de um atleta. “O sonho, o lúdico e a romantização da conquista ficou lá atrás quando éramos crianças. Ninguém chegou aqui sonhando, mas sim trabalhando e sentindo na pele cada dia de treino. E é para isso que trabalhamos a vida toda, isso aqui é o que somos e o que fazemos”, escreveu o atleta brasileiro.

No caso de Fratus, o resultado de todo esse esforço nos últimos anos será definido pelas suas braçadas na piscina do Centro Aquático de Tóquio a partir desta sexta-feira.

*Estadão Conteúdos