Após realizar a reta final de preparação nos Estados Unidos, a seleção brasileira de skate park desembarcou no Japão para disputar os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. A equipe chegou nesta quarta-feira e já deu entrada na Vila Olímpica. A modalidade fechará a participação do skate em Tóquio e estreia com o feminino, no dia 4 de agosto e, depois, com o masculino, no dia 5.
“Chegamos na Vila e o negócio é muito irado! Parece que somos quase super-heróis. Os melhores do mundo estão aqui e fazer parte disso está sendo muito louco. A estrutura é maravilhosa. Os quartos, o refeitório, tudo que está na Vila é fantástico e eu só tenho a agradecer de ter a oportunidade de estar aqui. Eu vou aproveitar muito!”, disse, feliz, o skatista Pedro Quintas.
Além de Pedro, estão na equipe Dora Varella, Isadora Pacheco, Yndiara Asp, Luiz Francisco e Pedro Barros. Assim como no street, o park contará com 20 skatistas por categoria (feminino e masculino) e as disputas serão divididas em preliminares e final (8 melhores), com as duas fases acontecendo no mesmo dia. No total, serão dois dias de competição (um para cada categoria)
Nas classificatórias e na final, cada skatista terá direito a 3 voltas de 45 segundos, valendo como pontuação final a volta de maior nota. Entre park e street, o skate brasileiro confirmou o limite de 12 vagas por país nas Olimpíadas. O feito foi alcançado somente por Brasil e Estados Unidos.
No skate street, os atletas Kelvin Hoefler e Rayssa Leal conquistaram a medalha de prata. Kelvin entrou para a história como o primeiro skatista brasileiro a conquistar uma medalha olímpica e, além disso, inaugurou o quadro de medalhas do Brasil nos Jogos de Tóquio. Rayssa, aos 13 anos, se tornou a brasileira mais jovem a conquistar uma medalha em Olimpíadas.
Com o compromisso de uma nova Constituição para o país, o socialista Pedro Castilho, de 51 anos, assumiu nesta quarta-feira (28) a presidência do Peru. No início da tarde de hoje, Castilho prestou juramento diante do plenário do Congresso unicameral, usando seu chapéu de palha de aba larga, uma marca de toda a sua campanha eleitoral. O acessório é típico de sua terra andina e natal Cajamarca. “Juro pela população do Peru, por um país sem corrupção e por uma nova Constituição”, disse o novo presidente.
A posse, marcada no dia do bicentenário da Independência do Peru, contou com a presença de alguns presidentes da América do Sul. O Brasil foi representado pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão que volta ainda hoje para Brasília. Na última segunda-feira (26), quando embarcou para o Peru, Mourão disse pelo Twitter que iria levar “ao país amigo votos de felicidades”. “Que prossigamos na amizade e cooperação que sempre uniu Brasil e Peru”, acrescentou.
No último dia 20, o presidente Jair Bolsonaro cumprimentou Castillo pela vitória. “Reafirmo a disposição do governo brasileiro em trabalhar com as autoridades peruanas para reforçar os laços de amizade e cooperação entre nossas nações”, disse à época em uma postagem no Twitter.
Desafios
Entre os maiores desafios do novo presidente peruano estão o controle do surto de covid-19 mais letal do mundo em relação à população, a reativação da economia e a recuperação da confiança em um país marcado por constantes crises políticas.
Perfil
Professor de escola pública primária e filho de camponeses, o representante do partido Peru Livre, de esquerda, Castillo Terrones, também é líder sindical. No pleito presidencial realizado no último dia 19 de julho, ele derrotou a direitista, filha do ex-presidente peruano, Alberto Fujimori, Keiko Fujimori.
Eleições
O Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru oficializou a vitória de Castilho à presidência somente no dia 19 de julho. O esquerdista conquistou 50,126% dos votos e a oponente, Keiko Fujimori, do partido de extrema-direita Fuerza Popular, teve 49.874% dos votos. Diante da diferença apertada entre eles, de pouco mais de 44 mil votos, o pleito, realizado em 6 de junho, teve o resultado questionado por Fujimori. A candidata entrou com cinco recursos para anular os resultados nas cidades de Huancavelica, San Román (Puno), Huamanga (Ayacucho), Chota e Cajamarca. Castillo foi proclamado presidente eleito pelo júri eleitoral, que levou um mês e meio para analisar as contestações.
Quatro meses após encerrar as atividades no Brasil, a Sony está de volta – ao menos, de maneira parcial. Os fones de ouvido da empresa voltarão a ter distribuição oficial no País por meio de uma parceria entre a gigante japonesa e a empresa brasileira de eletroeletrônicosMultilaser – a informação foi confirmada com exclusividade ao Estadão.
Apesar de a Multilaser contar com fábricas em Manaus (AM) e Extrema (MG), os fones serão importados – inicialmente, o portfólio da Sony terá 23 produtos, incluindo fones do tipo “in-ear” e modelos Bluetooth. Segundo a fabricante, os preços dos aparelhos vão variar de R$ 60 a R$ 2.700, com foco principal na categoria “premium” – um posicionamento tradicional da Sony nos mercados onde atua. Assim, André Poroger, vice-presidente de produtos da Multilaser, diz que “não haverá canibalização dos fones com a marca Multilaser e Pulse”.
A continuidade da Sony no Brasil por meio de parceiros nacionais foi uma das possibilidades levantadas em setembro de 2020, quando a empresa revelou o fechamento de suas fábricas no País. Esse, porém, é o primeiro anúncio do tipo envolvendo a marca. “Quando a Sony anunciou o fechamento da fábrica começamos a estudar a possibilidade. Agora, vamos seguir as estratégias globais de lançamento deles”, conta Poroger. Os produtos da empresa japonesa deverão chegar ainda neste ano aos 40 mil pontos de venda da Multilaser no País, incluindo a sua loja conceito no Shopping Paulista, em São Paulo.
Com isso, Poronger acredita que a Multilaser pode acelerar a chegada dos produtos ao País, deixando o mercado brasileiro mais alinhado com os lançamentos em outros países – uma reclamação comum de fãs da marca japonesa era de que seus produtos costumavam demorar para chegar aqui.
“O foco será em áudio porque conseguimos cativar amantes de fones de ouvido nos últimos três anos no Brasil. É uma categoria com crescimento exponencial”, afirma Ana Malerbi, gerente de marketing da Sony. A empresa ainda não discute a retomada de fabricação local.
Além disso, a Sony ainda continua fora do Brasil em categorias como TV, câmeras e dispositivos de áudio. Ambas as empresas, porém, não descartam uma evolução na parceria para a distribuição desses produtos – elas, porém, frisam que o foco agora são os fones. Poroger também não descarta a possibilidade de produção nacional de aparelhos da Sony nas fábricas da Multilaser, o que poderia ajudar a reduzir os preços. A Sony vendeu a sua fábrica de TVs em Manaus para a Mondial em dezembro de 2020. Já o tempo de contrato entre as marcas não foi revelado.
A Multilaser, que realizou sua abertura de capital na quinta, 22, se consolida como a empresa que traz de volta ao Brasil marcas tecnológicas que estão no coração do brasileiro. No seu portfólio de 5 mil produtos nos segmentos de informática, telecomunicações, esportes, itens automotivos e brinquedos aparecem nomes como a Nokia, que voltou a ter celulares no Brasil no ano passado após uma parceria da Multilaser com a HDM Global, empresa que licencia a marca finlandesa. Recentemente, a Multilaser também trouxe de volta ao País as TVs da Toshiba. “Estamos sempre estudando a possibilidade de novas parcerias”, disse Poronger. O portfólio da Multilaser já conta com 20 marcas diferentes.
Para quem é fã de esporte, os Jogos Olímpicos funcionam quase como um calendário de vida. E a Copa do Mundo, de certa forma, também. É provável que você lembre qual a primeira Olimpíada da qual tem memória. E a cada quatro anos, essas memórias se renovam. É um evento que ajuda a explicar as questões de cada tempo. Quer entender o regime nazista? Recorra aos Jogos de Berlim-1936. A guerra fria? Olhe para Moscou-1980 e Los Angeles-1984. A projeção da potência econômica chinesa? Pequim-2008.
No futuro, os Jogos de Tóquio serão um retrato de muitas camadas dos dias atuais. A mais evidente é a pandemia de covid, que fez, pela 1ª vez na história, uma edição ser atrasada em um ano e ter limitação quase total de público. Mas também lembraremos de como esportes como o skate e o surfe trouxeram uma nova geração de jovens atletas e espectadores para a Olimpíada.
O evento deste ano também está marcado por levantar a bandeira da equidade de gênero, como escrevi na coluna da última semana. E pelo número recorde de atletas LGBTQIA+, assunto que trago hoje.
Um levantamento do site Outsports, focado em diversidade no esporte, apontou que os Jogos de Tóquio têm ao menos 169 atletas que se identificam abertamente como lésbicas, gays, bissexuais, transexual (apenas uma), queers e não-binários. Esta não é só a maior quantidade da história, como supera a soma do que foi registrado em Londres-2012 (23) e na Rio-2016 (56). A lista completa está no fim do texto.
São competidores de pelo menos 28 países em 32 modalidades. O Brasil tem 14 representantes ‘LGB’.
Se você acompanha as redes sociais, é muito provável que se deparou recentemente com algum vídeo de Douglas Souza, atleta da seleção brasileira de vôlei. Seja cantando Pabllo Vittar, sambando na cama da Vila Olímpica, brincando com o companheiro de quarto Maurício Borges, ou fazendo o que ele faz de melhor: colocar a bola no chão da quadra adversária.
Douglas é o único homem gay da delegação brasileira e exemplifica uma das grandes discrepâncias no levantamento de atletas olímpicos LGBTs: as mulheres são 90% do grupo.
“Quero ser um espelho de pessoas e jovens fora do padrão. Eu sou fora do padrão. É muito legal ser diferente e quero que as pessoas entendam isso. Se eu, um garotinho magrinho, pequeninho do interior de São Paulo conseguiu, então todo mundo também pode conseguir. É assim que eu quero ser lembrado daqui alguns anos quando eu parar de jogar”, afirmou Douglas em uma live realizada pelo Taubaté, clube em que ele atua, no ano passado.
Douglas tem razão. Ele é diferente do que costumamos entender como o ‘padrão’ de atleta. De forma estereotipada. Isso tem a ver, é claro, com uma construção histórica do esporte.
Olhem para o lema olímpico: ‘Citius, altius, fortius’. ‘Mais rápido, mais alto, mais forte’, em latim. E olhem para como a sociedade marginalizou LGBTs desde que as Olimpíadas da era moderna surgiram, em 1896.
Até os Jogos de Seul, em 1988, a homossexualidade (até então tratada como ‘homossexualismo’) era considerada uma doença para a Organização Mundial da Saúde (OMS), portanto o exato oposto do lema das Olimpíadas. Além de ter sido uma condição extremamente estigmatizada durante a epidemia do HIV/Aids, nos anos 1980. Até hoje, ainda existem ao menos 69 nações que penalizam homossexuais criminalmente.
Ser um homem LGBT sempre foi um convite a se retirar do meio esportivo. Das aulas de educação física no ensino fundamental ao esporte de alto nível.
Quantos Douglas não estamos perdendo por conta do preconceito?
Sob o comando da japonesa Seiko Hashimoto — que assumiu a presidência do Comitê Organizador após a renúncia de Yoshiro Mori por comentários machistas —, a Olimpíada de Tóquio tenta se aproximar da bandeira da diversidade sexual. Em abril, ela visitou o Pride House Tokyo Legacy, primeiro centro permanente do Japão para LGBTs.
O Comitê ainda tem a presença fundamental de Fumino Sugiyama, homem trans e ex-atleta da seleção japonesa de esgrima. Hoje ativista, ele luta pela diversidade no esporte em um país ainda conservador no assunto. Só em março deste ano, o Japão teve uma decisão judicial histórica pelo reconhecimento do casamento gay. Foi a última nação do G-7 (grupo dos sete países mais ricos do mundo) a aprovar o tema.
Enquanto o Japão tenta avançar no assunto, atletas LGBTs tornam Tóquio a sede da Olimpíada mais diversa da história até agora. Que Paris-2024 seja ainda mais.
Faz apenas seis dias que a Olimpíada de Tóquio começou oficialmente, mas atletas já estão começando suas viagens de volta porque rígidas medidas contra covid-19 no Japão os impedem de ficar mais tempo no país para absorver melhor o clima dos Jogos.
As equipes normalmente ficam alguns dias depois do fim dos seus eventos para participar da cerimônia de encerramento, assistir a outros esportes e socializar com outros atletas.
Desta vez, no entanto, medidas rígidas de saúde estão forçando uma rápida volta para casa muito antes do fim do evento esportivo em 8 de agosto.
Atletas precisam chegar no máximo cinco dias antes da sua competição e voltar dentro de 48 horas do fim do seu esporte para minimizar o risco de infecções e a disseminação do vírus entre a população local.
A seleção australiana de softbol partiu para Sydney nesta quarta-feira (28), parte do primeiro grupo de atletas da equipe da Austrália a deixar Tóquio, e passará por uma quarentena de 14 dias quando chegar em casa.
Até o próximo fim de semana, cerca de 250 atletas e autoridades australianas de uma delegação de mais de 850 terão voltado para casa.
Para a medalhista de ouro alemã no caiaque, Ricarda Funk, que irá embora nesta quinta-feira (29), os Jogos foram um grande sucesso, mas ela mal teve tempo de absorver o clima da vila dos atletas, geralmente conhecida pela sua ativa vida social porque mais de 10 mil atletas de mais de 200 países se hospedam nela.
“É definitivamente triste, porque são meus primeiros Jogos Olímpicos e eu realmente queria aproveitar a Vila Olímpica e o clima olímpico um pouco mais”, disse.
A Ambev Tech, hub de tecnologia e inovação da Ambev, lançou esta semana um programa para a contratação de mulheres em cargos de liderança. Chamada de Mulher.Ada, a iniciativa vai selecionar 20 pessoas com foco em diversidade de gênero: podem se candidatar mulheres cisgênero, transgêneros, travestis e não-binárias.
Embora a experiência em tecnologia seja desejável, não é obrigatória. O que a empresa busca, principalmente, são o alinhamento da pessoa com a cultura organizacional e a vivência com liderança, mesmo que em outras áreas.
As vagas são para cargos de gerência e coordenação, com possibilidade de trabalho remoto, presencial ou híbrido – a depender da escolha da mulher ou da especificidade do setor em que ela vai atuar. Interessadas de todo o Brasil podem se inscrever pelo site (clique aqui) até o dia 6 de agosto.
O nome do programa, Mulher.Ada, faz alusão à matemática Ada Lovelace, reconhecida por criar o primeiro algoritmo de programação. Com esse potencial feminino, a Ambev Tech diz que quer aumentar a representatividade das mulheres no mercado de tecnologia e inovação.
Em entrevista anterior ao Estadão, o diretor de pessoas, finanças e estratégia da unidade, Guilherme Pereira Pinto, disse que programas como esse são uma “ferramenta para trazer mais diversidade ao time”. “A gente tinha essa vontade de levar a agenda D&I, ainda mais para mulheres e pessoas negras, para quem a tecnologia é mais hostil.”
No primeiro semestre deste ano, a Ambev Tech realizou a terceira edição do programa de capacitação Start Tech, voltado exclusivamente para mulheres e pessoas negras, que treina os candidatos em tecnologia com contratação imediata.
O programa terá algumas etapas para selecionar as mulheres. Após uma primeira triagem, as escolhidas vão receber materiais de apoio e orientações para enviar um vídeo falando sobre a própria experiência como líder. Depois disso, haverá um período de entrevistas individuais, entre 9 e 13 de agosto, para, então, chegar às 20 contratadas.
A ideia é que o Mulher.Ada seja periódico e, a cada edição, destine-se a perfis específicos de programadoras e desenvolvedoras ou recortes como mulheres negras e LGBTQ+. “É um projeto que fortalece a atratividade da companhia no universo da tecnologia e reforça nossa luta por diversidade, inclusão e equidade de gênero no mercado de trabalho”, diz Lorena Locks Coelho, sênior tech recruiter da Ambev Tech.
O Youtube irá lançar um recurso de dar “gorjetas” aos criadores de conteúdo da plataforma, similar ao que o Twitter já faz com as bonificações. Chamada de Super Thanks (Super Obrigado, em tradução livre), a ferramenta está em testes em 68 países, incluindo o Brasil, e não tem previsão de lançamento.
Usuários poderão bonificar os canais de Youtube com pagamentos de US$ 2, US$ 5, US$ 10 e US$ 50, mas não foi informado como serão esses valores no Brasil. O Youtube não descarta que, no futuro, outros valores possam ser adicionados.
Atualmente, a maior plataforma de vídeos do mundo remunera os criadores de conteúdo a partir da receita gerada pelos anúncios nos vídeos, bem como pagamentos diretos durante vídeos ao vivo (as lives).
O recurso está em testes para usuários de computador, Android e iPhone. Ao final do programa beta, estará disponível para todos os canais inscritos no Programa de Parceria do Youtube.
O debate sobre as máscaras voltou a esquentar, com cada vez mais pedidos para que todos os americanos, independentemente de seu status de vacinação contra o coronavírus, voltem a usar coberturas faciais em locais públicos fechados para ajudar a impedir a disseminação da variante Delta, que é altamente contagiosa. Mas alguns especialistas dizem que as recomendações precisam especificar o tipo de máscara que as pessoas devem usar.
“A Delta é tão contagiosa que, quando falamos sobre máscaras, não acho que devemos falar apenas sobre máscaras”, disse Scott Gottlieb, ex-comissário da Food and Drug Administration (FDA), durante uma recente aparição no programa ‘Face the Nation’ da CBS. “Acho que devemos falar sobre máscaras de alta qualidade”, como os respiradores N95 (PFF2 no Brasil).
Em uma entrevista para o Washington Post, Monica Gandhi, professora de medicina e especialista em doenças infecciosas da Universidade da Califórnia em São Francisco, expressou uma opinião semelhante: “Não podemos dizer que vamos voltar às máscaras sem discutir tipo de máscara”.
As vacinas, enfatizaram os especialistas, continuam sendo a primeira linha de defesa contra o coronavírus. “De longe, a melhor prevenção que temos ainda são as vacinas”, disse Paul Sax, diretor clínico da Divisão de Doenças Infecciosas do Hospital Brigham and Women’s em Boston. “Todas essas coisas ficam em segundo plano em comparação com a vacinação das pessoas que podem se vacinar e ainda não se vacinaram”.
Mas, em meio às preocupações sobre a rápida disseminação da variante Delta, “é uma ideia fantástica neste momento passarmos a usar máscaras de alta qualidade”, especialmente se você ainda não estiver vacinado ou for vulnerável a doenças graves, disse Chris Cappa, engenheiro ambiental e professor da Universidade da Califórnia em Davis. E, para os indivíduos totalmente vacinados que ainda podem estar sob risco de infecção, observou ele, “a variante Delta é um bom lembrete de que não devemos necessariamente parar de usar máscaras quando estamos em ambientes que podem estar sujeitos à transmissão”.
Aqui estão os fatores que Cappa e outros especialistas dizem que você deve considerar sobre o uso de máscaras N95.
A eficácia de uma máscara depende de seu material e ajuste. Respiradores usados por profissionais da saúde, como as máscaras N95, podem fornecer maior proteção contra partículas infecciosas de coronavírus do que máscaras cirúrgicas ou máscaras de pano, disse Linsey Marr, especialista em aerossol da Virginia Tech que estuda a transmissão do vírus pelo ar.
E como a variante Delta é muito mais transmissível do que as cepas do coronavírus que circulavam anteriormente, “de fato precisamos de máscaras de alta proteção junto com tudo o mais”, disse Marr. “A máscara de tecido simples era útil antes, não é mais útil o suficiente agora”, especialmente para pessoas que ainda não se vacinaram.
O tecido de muitas máscaras de pano não é tão eficaz na filtragem de partículas quanto o polipropileno usado para fazer máscaras cirúrgicas e respiradores, disse Marr. E as N95s, quando usadas adequadamente, têm uma vantagem sobre as máscaras cirúrgicas padrão porque são projetadas para se ajustarem perfeitamente ao rosto – o que lhes permite filtrar pelo menos 95% das partículas transportadas pelo ar.
“A máscara cirúrgica é só um retângulo que você fica tentando puxar para o rosto”, disse ela. “Obviamente, nossos rostos não têm a forma de um retângulo plano, então inevitavelmente ficamos com muitos vazamentos”.
Mas, observou Marr, é importante ter cuidado com respiradores falsificados. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) têm um guia on-line com listas de máscaras N95 aprovadas pelo Instituto Nacional de Saúde e Segurança Ocupacional (NIOSH, na sigla em inglês) e dicas para detectar falsificações.
As máscaras KN95, que são fabricadas na China e podem ser equivalentes às N95s em eficácia, não passaram pelo processo de aprovação do NIOSH. Mas a Food and Drug Administration autorizou algumas KN95s para uso emergencial por profissionais de saúde quando houve uma escassez de máscaras N95 durante a pandemia. Embora você possa consultar essa lista para encontrar máscaras KN95 eficazes e não falsificadas, Cappa disse que ainda recomendaria uma N95 aprovada pelo NIOSH. “Posso ter mais confiança de que é de alta qualidade”, disse ele, e “a facilidade de obter N95s aumentou muito”.
Também é fundamental usar as N95s de maneira adequada, afirmam os especialistas: não deve haver espaços entre as bordas da máscara e o rosto. Para testar a vedação da máscara, Marr sugeriu colocá-la e fazer uma concha com as mãos para segurar as bordas. Se a respiração ficar visivelmente mais difícil, é um sinal de que a máscara provavelmente não está bem ajustada. Pessoas que usam óculos também podem avaliar se a máscara está vazando pelo quanto suas lentes embaçam, disse Cappa.
Ao contrário das máscaras de pano, as N95s não podem ser lavadas, portanto, preste atenção ao estado de sua máscara. Gandhi disse que normalmente troca uma N95 a cada três dias, desde que não fique suja. Entre os usos, os especialistas sugeriram deixar as máscaras arejarem, de preferência ao sol. Se houver algum sinal visível de desgaste, é hora de comprar uma nova.
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Ao manusear sua máscara, evite tocar na parte da frente e certifique-se de lavar ou higienizar as mãos depois, disse Marr.
Começar a usar máscaras N95 pode ser uma boa ideia especialmente para pessoas mais vulneráveis, dizem os especialistas. Entre estas se encontram as pessoas que ainda não se vacinaram, bem como aquelas que já se vacinaram mas ainda podem estar em risco, disse Sax, como os idosos e os imunocomprometidos ou pessoas com vários problemas médicos. “Se essas pessoas precisam estar em ambientes onde estão se misturando com pessoas não vacinadas ou cujo status de vacinação é desconhecido, então é melhor usar máscaras mais eficientes”.
Talvez seja menos importante para pessoas saudáveis totalmente vacinadas ter uma máscara de alto desempenho, disseram os especialistas. Combinar “realmente quase todo tipo de máscara” e a vacinação ainda “fornece uma proteção geralmente muito boa”, disse Cappa.
Ele recomendou que pessoas vacinadas e de baixo risco tomassem decisões sobre como usar suas máscaras com base em fatores situacionais. Lembre-se, disse ele, de que quanto mais tempo você fica em um espaço fechado próximo a outras pessoas, maiores as chances de pegar alguma coisa. Também é preciso considerar as taxas de transmissão e hospitalizações na comunidade.
Embora muitos especialistas considerem as N95s o padrão-ouro, os respiradores – que podem ficar desconfortáveis após uso prolongado – talvez não sejam apropriados para todas as populações vulneráveis, como, por exemplo, as crianças que não podem receber vacinas, mas têm idade suficiente para usar máscaras.
O CDC observa que o NIOSH não aprova nenhuma proteção respiratória, como as N95s, para uso em crianças. Além do mais, as N95s padrão provavelmente serão grandes demais para se ajustarem ao rosto de uma criança.
Como qualquer cobertura facial precisa ser usada adequadamente para ser eficaz, disse Gandhi, sua prioridade deve ser tornar o uso da máscara “mais fácil e palatável para as crianças”.
Também é importante lembrar que as crianças geralmente são menos suscetíveis a contrair o coronavírus. Mas, se a criança for imunocomprometida, Gandhi sugeriu aumentar a proteção com uma máscara de três camadas feita de camadas externas de tecido firmemente entrelaçado, com uma camada de filtro no meio. Só se lembre de que a camada do filtro precisa ser substituída quando a máscara for lavada.
Embora os debates sobre máscaras estejam mais uma vez se movendo para o centro da atenção pública, disse Sax, a conversa deve se concentrar em outros fatores que afetam a disseminação do coronavírus.
“Muito do foco na transmissão deveria se deslocar não tanto para o uso da máscara, mas para as atividades que as pessoas estão fazendo”, disse Sax, como jantar em ambientes fechados ou dar festas.
Estes são os locais onde acontece a transmissão, especialmente se houver aglomeração ou se a ventilação for fraca, disse ele. “E está ocorrendo de forma ainda mais rápida com a variante Delta”.
A Prefeitura de Manaus, por meio da Manaus Previdência e da Escola de Serviço Público Municipal e Inclusão Socioeducacional (Espi), está com inscrições abertas para o curso de Inglês Básico, destinado a aposentados e pensionistas do município. O curso será oferecido no período de 16 de agosto a 30 de setembro.
Esta é a primeira vez que o curso será oferecido na modalidade Ensino a Distância (EaD), pela plataforma da Espi. Os encontros on-line serão realizados às segundas e quartas-feiras, das 8h às 9h, com carga horária total de 45 horas.
Ao todo, serão oferecidas 20 vagas para os segurados. Para realizar a inscrição, basta entrar em contato com o setor pelos contatos (92) 3186-8027 ou 3186-8000, das 8h às 14h. Quem quiser mais informações ou tirar dúvidas pode entrar em contato pelo e-mail psico.manausprev@gmail.com.
O curso faz parte do programa Vitalidade, executado na gestão do prefeito David Almeida, e é composto por projetos, cursos, ações e serviços, que são oferecidos pela prefeitura todo o ano, a fim de promover a interação social e a cidadania aos idosos.
A Promotoria de Justiça Militar de São Paulo denunciou o major da PM Silvano Ambrosio por determinar que dois policiais negros trocassem suas máscaras de proteção contra a covid-19, pretas, por equipamentos da cor branca sob o ‘pretexto de que utilizadas eram imperceptíveis’. O Ministério Público imputa a Ambrosio quatro atos de injuria racial praticada quatro vezes contra o cabo Leandro Soares de Souza e o soldado Flávio Antônio da Costa Romão.
“O denunciado, ao determinar que os policiais militares utilizassem máscaras brancas a pretexto de que as máscaras pretas utilizadas por eles eram imperceptíveis, não agiu com finalidade correcional, e sim com o único propósito de ofender a dignidade e o decoro do Cb PM Souza e do Sd PM 2ª Cl Romão, utilizando elemento referente a cor das vítimas, notadamente porque não há nenhum regulamento da Polícia Militar que exija a utilização de máscara na cor branca “, registra a denúncia.
A peça foi apresentada à 3ª Auditoria de Justiça Militar do Estado no último dia 20 e narra que os crimes imputados a Ambrosio ocorreram no dia 22 de setembro de 2020, quando o major foi rondar Souza e Romão. Após o cabo e o soldado se apresentarem para fiscalização, Ambrosio já disse a um dos policiais: “nem vem se apresentar todo cagado”. Em seguida, o denunciado passou a perguntar, de forma ríspida segundo a promotoria, ‘cadê a máscara?’, em referência à proteção contra a covid-19. Os PMs no entanto já utilizavam o equipamento, na cor preta.
“Mesmo sendo evidente que o Cabo e o Soldado usavam máscaras na cor preta, o denunciado continuou repetindo a pergunta por várias vezes, aos gritos, dando a entender que sequer enxergava as máscaras por serem do mesmo tom de pele das vítimas. Os policiais responderam que estavam utilizando máscaras, oportunidade em que o denunciado determinou, ainda aos gritos, que as máscaras fossem trocadas por outras de cor branca, pois as utilizadas eram imperceptíveis. O fato foi presenciado por várias pessoas que estavam na via pública, causando nítido constrangimento e abalo emocional às vítimas”, descreve o promotor.
Após tal primeiro episódio, Ambrósio abordou os PMs injuriados uma segunda vez, quando a dupla parou para trocar o pneu da viatura. De acordo com a promotoria, em tal momento, ‘agindo dolosamente’, Abrosio novamente injuriou os PMs, dizendo novamente que os policiais não estavam usando máscaras, a despeito de estarem utilizando os equipamentos na cor preta. Um dos PMs chegou a chorar em razão do epiósio, cogitando registrar boletim de ocorrência sobre o caso.
Ainda de acordo com a denúncia, o major disse que iria comunicar os PMs disciplinarmente por não estarem usando máscaras brancas e determinou a um tenente a substituição das máscaras dos policiais por máscaras brancas. Ambrosio somente deixou o local quando Soares e Romão colocaram as máscaras brancas.