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UEA abre 106 vagas remanescentes para o curso pré-vestibular AprovENS 2026

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As aulas são realizadas aos sábados, nas instalações da Escola Normal Superior da UEA

Estão abertas, até o dia 8 de abril de 2026, as inscrições e matrículas para preenchimento imediato das vagas remanescentes do AprovENS 2026, o pré-vestibular presencial oficial da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Em seu terceiro ano, o programa se consolida como a principal alternativa de preparação aos sábados para estudantes, trabalhadores e candidatos que desejam ingressar na UEA pelo Vestibular ou pelo Sistema de Ingresso Seriado (SIS).

O AprovENS oferece 106 vagas remanescentes, distribuídas entre os níveis SIS 1, SIS 2, SIS 3 Plus (novidade deste ano) e Macro. Do total, 20% das vagas são reservadas para Pessoas com Deficiência (PcD) e 10% para candidatos indígenas, conforme estabelece o edital n.º 09/2026 – Proex/UEA. As vagas eventualmente não ocupadas por esses grupos serão, automaticamente, redirecionadas ao público geral. Os novos matriculados poderão frequentar as aulas a partir do dia 11 de abril de 2026, sempre aos sábados, nas instalações da Escola Normal Superior (ENS/UEA), localizada na avenida Djalma Batista, 2.470, Chapada.

O diferencial do AprovENS está na realização do curso dentro da própria UEA, com um corpo docente altamente qualificado, material didático exclusivo, carteirinha de identificação e permissão para uso do Restaurante Universitário (RU) e da Biblioteca Setorial da ENS/UEA.

Os estudantes terão ainda acesso ao Laboratório de Redação com feedback, além da aplicação de três simulados presenciais nos espaços da própria UEA. O programa inclui, também, orientação psicoeducacional com profissionais da universidade.

As inscrições e matrículas devem ser realizadas no site da Fadect: www.aprovens.fadect-am.org

Acesse o edital em: https://selecao1.uea.edu.br/?dest=info&selecao=15324

Com o AprovENS, a UEA reafirma seu compromisso com a formação de qualidade, acessível e inclusiva, preparando candidatos de Manaus e região para alcançar o sonho de ingressar no ensino superior público.

 

*Com informações da Assessoria/Foto: Assessoria 

Dólar e petróleo sobem com ameaça de Trump de ampliar ataques no Irã

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O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (2/4) em alta. Às 9h30, ele avançava 0,56%, cotado R$ 5,18. O movimento do câmbio repercute, em grande medida, o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a guerra no Irã, realizado na noite da véspera. Ao contrário do que muitos investidores esperavam, o republicano alardeou ameaças e não falou em cessar-fogo.

Resultado imediato da manifestação de Trump, o petróleo voltou a subir, depois de uma pequena queda no dia anterior. Às 9h15, o barril do tipo Brent (referência internacional) com entrega para junho avançava 7,63%, cotado a US$ 108,88. O tipo West Texas Intermediate (WTI, que baliza o preço no mercado norte-americano) para maio disparou 9,55%, a US$ 109,68.

No discurso, Trump prometeu que os Estados Unidos atacarão o Irã “com extrema força” nas próximas duas ou três semanas. Mais uma vez, afirmou: “Vamos levá-los de volta à Idade da Pedra, onde eles pertencem”. O republicano acrescentou que, se não houver acordo, atacará “duramente todas as usinas de geração de energia elétrica” iranianas.

Como resposta, o Irã prometeu realizar ataques “devastadores” contra alvos americanos e israelenses. Nesta quinta-feira, novas investidas foram registradas contra em Israel e no Golfo Pérsico, com os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita relatando a interceptação de mísseis e drones.

Fonte: Metrópoles/Foto: Costfoto/NurPhoto via Getty Images

Trump diz ter tido sucesso no Irã, mas não crava data para cessar-fogo

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Em pronunciamento na noite dessa quarta-feira (1°/4), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a falar que a guerra contra o Irã está “perto do fim” e que deve ser concluída em “duas ou três semanas”. No entanto, ele não apresentou uma data concreta para o cessar-fogo e nem um plano para chegar a um acordo.

O conflito, que está prestes a completar cinco semanas, tem impactado a economia de vários países, inclusive dos Estados Unidos, e se refletiu nos índices de popularidade de Trump, os menores do mandato.

Trump, contudo, falou que todos os “objetivos militares americanos” foram alcançados. “Temos todas as cartas na mão. Eles não têm nenhuma”, disse durante o pronunciamento na Casa Branca, o primeiro desde o início da guerra.

“Esta noite, tenho o prazer de dizer que esses objetivos estratégicos fundamentais estão perto da conclusão… Nessas últimas quatro semanas, nossas forças armadas conquistaram vitórias rápidas, decisivas e esmagadoras no campo de batalha – vitórias como poucas pessoas já viram antes”, destacou.

Antes otimista em relação às negociações diplomáticas, nos quase 20 minutos de discurso, o norte-americano não citou avanços nas conversas com o Irã. Mas voltou a reiterar sua promessa de bombardear o país e levá-lo “de volta à Idade da Pedra”, nas próximas semanas.

“Vamos atingi-los com extrema força nas próximas duas ou três semanas. Vamos fazê-los regredir à Idade da Pedra, de onde eles pertencem”, enfatizou Trump. O país do Oriente Médio tem a terceira maior reserva de petróleo do mundo e uma das forças militares mais poderosas da região. Os iranianos também têm uma infraestrutura nuclear avançada, o que é o grande alvo do conflito com os Estados Unidos.

O programa foi citado por Trump para voltar a defender a ofensiva com o argumento de que o Irã “não pode ter uma arma nuclear”. O norte-americano também lembrou o histórico de conflitos entre os EUA e o país persa. Desde a Revolução Islâmica de 1979, Teerã e Washington não mantêm relações diplomáticas.

“Desde o primeiro dia em que anunciei minha candidatura à Presidência, em 2015, jurei que jamais permitiria que o Irã tivesse uma arma nuclear. Esse regime fanático vem entoando ‘Morte à América, Morte a Israel’ há 47 anos”, afirmou.

Impasse no Estreito de Ormuz

Na fala, Trump também voltou a cobrar que países que dependem do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz ajudem a desbloquear a passagem. O local, por onde são transportados 20% do petróleo mundial, está fechado pelo Irã desde o início do conflito, impactando o fluxo do óleo ao redor do mundo.

“Eles dependem disso — e precisam agir. Nós vamos apoiar, mas eles devem liderar esse esforço e garantir a segurança do fluxo de energia do qual tanto necessitam”, disse, destacando que os Estados Unidos não dependem da importação de petróleo.

Essa independência enérgica, no entanto, não protegeu os Estados Unidos de sofrerem os impactos. O preço da gasolina no país subiu para mais de US$ 4 por galão desde o início da guerra. O mercado também não recebeu bem a fala de Trump. Após o pronunciamento, o barril do petróleo brent voltou a subir e chegou a US$ 105.

Objetivos da guerra e cenário atual

  • Segundo os Estados Unidos, a ofensiva contra o Irã tem como principais metas impedir que o país desenvolva armas nucleares, destruir suas capacidades militares — incluindo o programa de mísseis e a força naval — e encerrar o apoio de Teerã a grupos e milícias que atuam na região, especialmente contra Israel.
  • O conflito no Oriente Médio já dura 33 dias e provocou impactos significativos na estrutura de poder iraniana. Entre eles, a morte do aiatolá Ali Khamenei, além de outras figuras relevantes do governo.
  • Apesar disso, o regime islâmico permanece ativo e indicou rapidamente um sucessor: o aiatolá Mojtaba Khamenei, filho do antigo líder.
  • Mesmo após essas perdas, o Irã mantém ações ofensivas na região, com ataques direcionados a instalações ligadas aos Estados Unidos, como bases militares e representações diplomáticas
  • As tentativas de mediação internacional, lideradas por países como Paquistão e China, ainda não resultaram em avanço concreto
  • Washington chegou a apresentar uma proposta de acordo, mas o governo iraniano rejeitou os termos e apresentou suas próprias condições para encerrar o conflito.

Críticas à Otan

Alvo de críticas de Trump, o norte-americano não citou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no discurso. Mais cedo, ele voltou a classificou a aliança como um “tigre de papel”, ao questionar sua efetividade e o nível de compromisso dos países membros.

“A última coisa que eu precisava era da Otan se intrometendo em nosso caminho. Eles são um tigre de papel”, declarou Trump.

Fonte: Metrópoles/Foto: White House/reprodução

Delator revela que rede de venda de sentenças tinha vingança e punição

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Um delator na investigação que apura um esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) revelou à Polícia Federal (PF) ter sido punido, por vingança, após suspender pagamentos relacionados à compra de sentenças.

Segundo a versão dele, as medidas teriam sido rapidamente adotadas pelo desembargador Antônio Pacheco Guerreiro Júnior (foto em destaque) após ele suspender pagamentos.

De acordo com as informações apresentadas, o magistrado teria passado a atuar diretamente contra o delator após o rompimento financeiro entre as partes.

Em um dos episódios citados, em um processo de reintegração de posse, Guerreiro Júnior proferiu uma decisão liminar favorável a um empresário apenas duas horas após o caso ser redistribuído para sua relatoria.

Ainda conforme o delator, há indícios de que essa decisão específica teria sido “comprada” mediante a transferência de cerca de 2.000 hectares de terra ao magistrado.

O relato aponta também que, após a suposta aquisição de decisões judiciais, o delator suspendeu o pagamento das parcelas anuais referentes à compra da propriedade rural.

A partir desse momento, segundo ele, passou a sofrer uma sequência de decisões judiciais desfavoráveis, proferidas com rapidez incomum e em desacordo com as normas legais.

Operação, pilhas de dinheiro e bolsas de luxo

Uma operação foi deflagrada nessa quarta-feira (1º/4). Ao todo, foram apreendidos 26 smartphones e 38 mídias digitais, entre HDs e pen drives. A operação também resultou no sequestro de 20 veículos, avaliados em R$ 13.524.183,00. Além disso, foram confiscados R$ 573.955,00 em espécie e US$ 8.360,00. Entre os itens de destaque, as autoridades apreenderam um helicópero, bolsas de luxo, joias e acessórios. Os três últimos itens estão avaliados em cerca de R$ 500 mil.

Dois desembargadores , Guerreiro Júnior e Luiz de França Belchior Júnior, foram afastados.

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em diferentes estados. As ordens foram expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo a investigação, o grupo atuava para direcionar decisões judiciais em processos, com prioridade seletiva e distribuição estratégica.

A apuração aponta a participação de magistrados, assessores e outros envolvidos, que teriam atuado em conjunto para favorecer partes em disputas milionárias, especialmente ligadas a conflitos agrários.

A coluna apurou que os alvos da operação foram:

  •  Antônio Pacheco Guerreiro Júnior – desembargador (afastado)
  • Luiz de França Belchior Silva – desembargador (afastado)
  • Douglas Lima da Guia – juiz de direito
  • Tonny Carvalho Araújo Luz – juiz de direito
  • Lúcio Fernando Penha Ferreira – ex-assessor
  • Sumaya Heluy Sancho Rios – ex-assessora
  • Maria José Carvalho de Sousa Milhomem – assessora
  • Eduardo Moura Sekeff Budaruiche – assessor
  • Francisco Adalberto Moraes da Silva – ex-servidor do TJMA
  • Karine Pereira Mouchrek Castro – ex-assessora
  • Ulisses César Martins de Sousa – advogado
  • Eduardo Aires Castro – advogado
  • Antônio Edinaldo de Luz Lucena – empresário
  • Lucena Infraestrutura Ltda – empresa investigada
  • Manoel Nunes Ribeiro Filho – investigado
  • Aline Feitosa Teixeira – investigada
  • Jorge Ivan Falcão Costa – investigado

Além das buscas, a Justiça determinou prisão preventiva do principal operador do esquema, afastamento de cinco servidores, monitoramento eletrônico de seis investigados, proibição de acesso ao TJMA e bloqueio de bens de até R$ 50 milhões.

As medidas atingem gabinetes, escritórios de advocacia e empresas. As ações ocorrem em cidades do Maranhão, além de endereços no Ceará, em São Paulo e na Paraíba. Segundo a PF, as penas somadas podem chegar a 42 anos de prisão.

Fonte: Metrópoles/Foto: Divulgação/TJMA

Editora anuncia pré-venda do álbum da Copa que terá 980 figurinhas

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A Panini Brasil anunciou que começa nesta quarta-feira (1º) a pré-venda do álbum oficial da Copa do Mundo da FIFA 2026. O lançamento nas bancas está previsto para o dia 1º de maio.

A coleção terá 980 cromos, sendo 68 especiais, reunindo as 48 seleções participantes do torneio. Cada envelope custará R$ 7, com sete figurinhas – mantendo o valor médio de R$ 1 por unidade, padrão adotado nos últimos anos.

Onde encontrar e quanto vai custar

A pré-venda será feita nas grandes lojas e no site oficial da Panini, a editora alerta para o risco de golpes em outras plataformas.

Brochura: R$ 24,90

Capa dura: R$ 74,90

Capa dura metalizada (prateado/dourado): R$ 79,90

Box premium (edição especial): R$ 359,90

E para completar o álbum?

Sem considerar trocas, completar o álbum pode exigir um investimento elevado. Em média, colecionadores precisam comprar entre 4 e 6 vezes o número total de figurinhas para conseguir todas, devido às repetições.

Nesse cenário, para um álbum com 980 cromos:

Estimativa conservadora: cerca de 4.000 a 6.000 figurinhas

Custo aproximado: entre R$ 4.000 e R$ 6.000

O valor pode variar conforme a sorte na distribuição dos cromos, especialmente os especiais, que costumam ser mais raros.

Troca de figurinhas reduz custos

A prática tradicional de troca de figurinhas segue como a principal estratégia para reduzir gastos. Ao compartilhar cromos repetidos com outros colecionadores, é possível diminuir significativamente a quantidade de envelopes necessários para completar o álbum.

Eventos presenciais, grupos em redes sociais e encontros informais entre fãs costumam se intensificar durante o período da Copa e ajudam a tornar a coleção mais acessível.

A editora orienta ainda que informações oficiais sobre o produto sejam acompanhadas apenas nos canais da empresa, para evitar golpes durante a pré-venda.

 

*r7/Esportes/Foto: Divulgação Editora Panini

Zé Felipe reclama de viagens dos filhos com Virginia e dispara: ‘Sem Copa do Mundo’

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O cantor Zé Felipe apareceu nas redes sociais, nesta terça-feira (1º), visivelmente abalado e fez um desabafo que deu o que falar… 💥

O artista disse estar morrendo de saudade dos três filhos enquanto a ex, Virginia Fonseca, está nos Estados Unidos com as crianças.

A “influenciadora” viajou acompanhada de Maria Alice, Maria Flor e José Leonardo, além do atual namorado, o jogador Vinícius Júnior, que está no país por conta de compromissos da seleção brasileira em amistosos.

 

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Zé Felipe abriu o coração e reclamou da rotina das crianças estar sendo quebrada por causa das viagens.

“Tô numa saudade dos meus filhos hoje. Daqui a sete dias, a gente vai estar juntinho, e aí acabou. Acabou esse negócio de viajar. Sem Copa do Mundo, sem viagem. É estudar, estudar, rotina”, disparou.

O comentário chamou atenção porque, até então, o cantor vinha adotando um tom mais diplomático ao falar sobre a ex-mulher, sempre reforçando que não existia disputa envolvendo os filhos.

Mas, desta vez, o discurso pareceu um pouco diferente. Ainda no desabafo, ele criticou as constantes viagens e disse que pretende manter a organização do dia a dia das crianças.

“Esse negócio de ficar quebrando rotina acabou. Assim vai ser. ‘Ai, tive que viajar, vou levar professor.’ Leva quatro dias no máximo de viagem, depois volta pra rotina de novo”, finalizou.

Nos últimos meses, além dos Estados Unidos, as crianças também acompanharam a mãe em viagens para Madri, na Espanha, cidade onde Vini Jr. mora.

Nos bastidores, o comentário de Zé Felipe já está dando o que falar…

Será que o clima entre os dois realmente segue tão tranquilo quanto parecia? 👀

 

*r7/Foto: Reprodução/Instagram/@zefelipe

Ativista brasileiro é deportado da Argentina por ordem de Milei

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ativista pelos direitos humanos Thiago Ávila, conhecido internacionalmente pela atuação em defesa da causa Palestina, foi detido nesta terça-feira (31), em Buenos Aires, ao desembarcar com a esposa e a filha em um dos aeroportos da capital argentina.

Relatos de apoiadores e da companheira dele, Laura Souza, compartilhados nas mídias sociais, detalham que o ativista brasileiro teve o acesso ao país negado. Ele participaria de atividades e debates para divulgação da Global Sumud Flotilla, da qual é um dos dirigentes.

A articulação envolve organizações da sociedade civil que buscam furar o bloqueio à Palestina e levar apoio internacional às comunidades vítimas de violações internacionais, especialmente na Faixa de Gaza.

Por meio de nota, a Global Sumud Flotilla Brasil informou que Thiago, Laura e a filha, que tem menos de 2 anos, foram parados pela polícia aeroportuária ao chegarem no Aeroparque Jorge Newbery, na área central de Buenos Aires, por volta das 10h30. Eles haviam partido do Uruguai.

“O ativista foi separado da família por alegações de problemas com o passaporte. Dali, acabou encaminhado para uma delegacia, onde policiais disseram que sabiam quem ele era, que ele não seria bem-vindo na Argentina e que não seguiria para a atividade”, informou o grupo.

A ordem, segundo relatos de parlamentares do país vizinho, teria sido dada pelo “alto escalão do governo argentino”.

 

 

*r7/Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil – Arquivo

 

Licença-paternidade: entenda como funcionará nova lei que permite 20 dias de benefício

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O Governo Federal sancionou, nesta terça-feira (31), a Lei nº 15.371/2026, que promove uma reforma histórica nos direitos trabalhistas e previdenciários dos pais e adotantes no Brasil.

A nova legislação, publicada nesta quarta-feira (1º), transforma a licença-paternidade em um benefício custeado pela Previdência Social e estabelece um cronograma para a ampliação progressiva do período de afastamento, que poderá chegar a 20 dias em 2029.

Cronograma de gradação do afastamento:

  • 2027: 10 dias;
  • 2028: 15 dias;
  • 2029: 20 dias (condicionado a metas fiscais)

Para casos de nascimento ou adoção de crianças com deficiência, a lei prevê um suporte ainda maior, com o acréscimo de um terço no período total da licença.

Criação do Salário-Paternidade

A principal inovação do texto é a instituição do Salário-Paternidade. A partir de 2027, o pagamento dos dias de afastamento deixará de ser um custo direto e definitivo das empresas, passando a ser responsabilidade da Previdência Social, assim como o salário-maternidade.

O empregador continuará efetuando o pagamento ao funcionário, porém será reembolsado pelo governo por meio de compensações tributárias. Micro e pequenas empresas terão prioridade no reembolso em “prazo razoável”, conforme regulamentação futura.

Proteção do trabalhador

A lei inova com mecanismos rigorosos de proteção ao funcionário:

  • Estabilidade no emprego: O pai ou adotante não poderá ser demitido sem justa causa desde o início do usufruto da licença até um mês após o seu término.
  • Indenização em dobro: Empresas que demitirem o funcionário após a comunicação da data provável do parto para evitar que o empregado utilize o direito estão sujeitas a pagar indenização dobrada.

Casos específicos

Em casos de adoção monoparental ou ausência materna no registro civil, o trabalhador terá direito à licença e ao salário-paternidade com a mesma duração e regras da licença-maternidade (120 dias).

Regras para o trabalhador

Para usufruir do benefício, o empregado deve cumprir requisitos específicos:

  • Aviso Prévio: Comunicar o empregador com antecedência mínima de 30 dias sobre a data provável do parto ou adoção.
  • Dedicacão Exclusiva: É proibido exercer qualquer atividade remunerada durante o período. O foco deve ser o cuidado e a convivência com a criança.
  • Férias: O trabalhador ganha o direito de emendar a licença com as férias, se assim desejar e comunicar previamente.

 

*r7/Foto: Reprodução/ Agência Brasil – Arquivo

Master: Nunes Marques é sorteado relator de ação contra Alcolumbre

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O ministro Nunes Marques (STF) foi sorteado para relatar um mandado de segurança impetrado por sete senadores contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, no âmbito do caso Master. O grupo acusa Alcolumbre de omissão por não instalar a CPI do Master no Senado, cujo requerimento de criação, anexado aos autos, conta com 53 assinaturas e aguarda encaminhamento desde novembro.

O mandado de segurança é assinado por Eduardo Girão (Novo), Marcos Pontes (PL), Damares Alves (Republicanos), Magno Malta (PL), Alessandro Vieira (MDB), Plínio Valério (PSDB) e Esperidião Amin (PP).

Os senadores haviam solicitado a distribuição da peça a André Mendonça, por prevenção, sob o argumento de que o ministro já é relator do inquérito que investiga as fraudes do Banco Master, em trâmite no STF. Mas o mandado foi encaminhado para sorteio e entregue a Nunes Marques.

Manifestação

Na segunda-feira (30/3), os advogados do grupo apresentaram uma manifestação solicitando que o pedido de distribuição por prevenção seja analisado antes da liminar, que exige a leitura do requerimento de criação da CPI por Davi Alcolumbre, e sua posterior instalação.

“A conexão, no presente caso, não se limita a aspectos formais, mas decorre da inequívoca comunhão de substrato fático, probatório e institucional entre a investigação judicial em curso e a investigação parlamentar cuja viabilização se pretende”, afirmam os senadores.

“Tal relação revela flagrante identidade de contexto investigativo, na medida em que ambos os procedimentos, ainda que inseridos em esferas distintas, gravitam em torno do mesmo núcleo de fatos, dos mesmos elementos informativos e de idêntico ambiente institucional, circunstância que atrai a incidência dos critérios de conexão previstos no regime regimental desta Suprema Corte, notadamente para fins de prevenção”, diz o documento enviado ao STF.

 

*Metópoles/Foto: Reprodução / STF

Os multiversos são reais? Um astrofísico explica por que isso depende de como se define ‘real’

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A ideia de um multiverso – um conjunto hipotético de todos os universos possíveis – é algo que os fãs de ficção científica adoram explorar. Mas será que o multiverso realmente existe?

Para responder à questão de se o multiverso é real, no entanto, precisamos primeiro chegar a um consenso sobre o que significa algo ser real. Como astrofísico que estuda Cosmologia – a história e a estrutura do Universo em grande escala – e a filosofia da física, já refleti sobre essa questão várias vezes ao longo da minha carreira.

A definição mais imediata de “real” talvez seja que você pode ver e tocar. Meu almoço é real nesse sentido, porque posso saboreá-lo e você pode me ouvir mastigando (espero que não muito alto). Portanto, “real” poderia ser definido como algo que você pode perceber com pelo menos um dos seus cinco sentidos.

Mas isso deixaria de fora muitas coisas que também são reais. As micro-ondas que aquecem sua comida são reais, mas você não pode percebê-las diretamente – apenas seu efeito, a comida aquecida. Portanto, algumas coisas reais você só pode “ver” indiretamente, pelas evidências que elas deixam para trás. A existência dos dinossauros é outro exemplo – você só pode ver seus fósseis.

Portanto, podemos fazer duas versões da pergunta sobre se o multiverso é real. Primeira: você consegue vê-lo, ouvi-lo, tocá-lo, cheirá-lo ou prová-lo? Segunda: mesmo que não consiga, há alguma evidência de seus efeitos?

Mecânica quântica do multiverso

A resposta que a maioria dos pesquisadores daria à pergunta se você pode perceber o multiverso com seus cinco sentidos provavelmente é “não”. Mas há muitas coisas reais que não são reais nesse sentido, como as micro-ondas. Então, podemos ver alguma evidência indireta do multiverso, como os efeitos que ele poderia ter no mundo observável?

A resposta curta é sim, mais ou menos.

O multiverso é uma maneira de compreender o comportamento de coisas muito, muito pequenas, como átomos e partículas subatômicas. Os cientistas chamam as regras que regem o comportamento desses objetos minúsculos de mecânica quântica. Na mecânica quântica, nunca se sabe ao certo qual será o resultado de um experimento. Só é possível registrar a chance — ou seja, a probabilidade — de algo acontecer.

É como jogar dados: você não pode ter certeza de qual número vai sair, mas pode dizer que tem chances iguais de obter um, dois, três, quatro, cinco ou seis na face dos dados. Mas se você tivesse informações suficientes sobre os dados – como sua forma e massa exatas, os padrões de ar ao redor deles e a maneira exata como os jogou –, poderia prever exatamente em qual face eles iriam cair. Pode ser necessária uma grande simulação computacional para processar estes números, mas é possível.

Agora imagine dados realmente muito pequenos. Mesmo que você tivesse um computador muito poderoso, não seria capaz de prever em qual lado esses dados superpequenos iriam cair. Isso porque eles são regidos pela mecânica quântica, onde não é possível prever resultados com certeza absoluta. Você pode prever apenas a probabilidade.

Muitos mundos e o multiverso

A mecânica quântica é apenas um pouco aleatória – nem tudo tem a mesma chance de acontecer. Podemos prever a chance de cada cenário ocorrer, mas não o resultado real. No caso dos dados quânticos, tudo o que poderíamos saber é que há uma chance de 1 em 6 de ele cair em qualquer face.

Uma maneira pela qual os cientistas interpretaram essa estranha propriedade da mecânica quântica é que cada cenário possível realmente acontece. Mas, quando isso ocorre, cria-se outro Universo. Isso é chamado de visão dos muitos mundos da mecânica quântica.

No caso do nosso dado quântico, a visão dos muitos mundos diria que há uma chance em seis de rolar cada número, pois seis universos são criados toda vez que jogamos o dado. Embora permaneçamos em um deles – digamos, o mundo em que o dado mostra o três –, outros cinco universos também são criados, nos quais o dado mostra um dos outros números.

Nessa imagem da mecânica quântica, os universos se ramificam a cada cenário. É claro que não podemos realmente fabricar um dado quântico e jogá-lo – a simples interação com o dado destruiria sua natureza quântica.

Isso significa que a mecânica quântica é uma evidência de que o multiverso é real? Eu diria que não. Embora seja uma maneira fascinante de imaginar a mecânica quântica, trata-se apenas de uma interpretação, não de uma evidência incontestável do multiverso.

O multiverso e a Teoria das Cordas

Outro aspecto relevante do multiverso é seu papel na Teoria das Cordas. A Teoria das Cordas defende que as partículas fundamentais que compõem a matéria são, elas próprias, feitas de cordas de energia vibrantes. Pense em um elástico vibrando dentro de cada partícula.

A Teoria das Cordas também defende que o Universo tem mais de três dimensões. Diferentes teorias das cordas preveem números diferentes de dimensões extras. Isso significa que constantes físicas, como a velocidade da luz e a carga dos elétrons, poderiam ter valores diferentes. O mesmo vale para a quantidade de matéria no Universo. Isso sugere um panorama de possíveis universos diferentes, cada um com condições distintas – um multiverso.

Até o momento, não há evidências definitivas de um multiverso com base na Teoria das Cordas. Esses universos provavelmente não se conectariam entre si; caso contrário, não seriam considerados universos separados – seriam apenas parte do nosso próprio Universo. Portanto, mesmo que existam, talvez nunca tenhamos evidências diretas de sua existência.

Mas poderia haver evidências indiretas da existência de múltiplos universos. Por exemplo, a Teoria das Cordas pode ajudar os cientistas a prever os resultados de experimentos de altíssima energia em nosso próprio Universo. Ela também pode fazer previsões sobre como a matéria se comporta em escalas muito, muito pequenas. Se essas previsões se confirmarem, isso poderia ser uma evidência a favor da Teoria das Cordas. E se a Teoria das Cordas for possivelmente real em nosso Universo, isso significa indiretamente que o multiverso também pode ser real.

Embora não haja nenhuma evidência definitiva em nosso próprio Universo para a Teoria das Cordas, quem sabe o que o futuro nos reserva?

*Zachary Slepian é professor associado de Astronomia da Universidade da Flórida.

**Este texto foi publicado originalmente no site do The Conversation Brasil.

Fonte: G1/Foto: Freepik