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Trump diz que EUA considera seriamente sair da Otan

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que está considerando seriamente retirar o país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). “[A OTAN] está irreconhecível”, disse ele em entrevista ao Telegraph divulgada nesta quarta-feira (1°/4).

“Nunca me deixei influenciar pela Otan. Sempre soube que eles eram um tigre de papel, e [Vladimir] Putin [presidente russo] também sabe disso, aliás”, disse. A expressão se refere a algo que parece ser perigoso, mas é inofensivo.

A Otan tem se tornado alvo de críticas de Trump após os aliados não se colocarem à disposição para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã em resposta aos ataques norte-americanos e israelenses.

Na semana passada, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse que 22 países, incluindo integrantes da organização e aliados, estão coordenando esforços para reabrir a passagem.

“Um grupo de 22 países, a maioria da Otan, mas também Japão, Coreia do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Emirados Árabes Unidos e Bahrein, a maioria dos outros países da Otan, unindo esforços… para garantir que o Estreito de Ormuz esteja livre e seja reaberto o mais rápido possível”, disse.

O fechamento do local, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, tem impactado os preços de combustíveis. O barril do petróleo brent tem passado de US$ 100 desde o início da guerra.

Na terça-feira (31/3), o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que o país vai avaliar a relação com a Otan após a guerra contra o Irã. “Acredito que não há dúvida de que, lamentavelmente, uma vez concluído este conflito, vamos ter que reavaliar essa relação. Vamos ter que reavaliar o valor da Otan dentro dessa aliança para o nosso país”, disse em entrevista à Fox News.

Fonte: Metrópoles/Foto: Divulgação/Casa Branca

“Questão ambiental é séria”, diz Celina sobre retirada da Serrinha do plano para capitalizar o BRB

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A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), disse que a “preocupação ambiental” motivou a retirada da Gleba A da Serrinha do Paranoá do plano de capitalização do Banco de Brasília (BRB). À coluna, Celina afirmou que tem “cuidado verdadeiro com a área”.

“A questão ambiental é séria. Isso poderia contaminar os demais ativos para capitalização do BRB e manter o questionamento na Justiça. A área precisa ser preservada, tem muitas nascentes ali”, frisou.

A governadora ainda disse que, com a retirada da Serrinha da lista de imóveis que poderão ser oferecidos como garantia para a capitalização do banco, o BRB “terá condição de negociar de forma tranquila“.

“Estou aproveitando este momento e solicitando que o Ibram e a Secretaria de Meio Ambiente façam um parque lá dentro. Vai virar o Parque da Serrinha”, completou.

A decisão de retirar a área da lista foi comunicada pela governadora em agenda nesta quarta-feira (1°/4). O local estava previsto na Lei Distrital nº 7.845/2026, que permite a utilização de nove imóveis públicos para captação de recursos na tentativa de restabelecer as condições econômico-financeiras do BRB, que sofreu prejuízo ao comprar ativos podres do Banco Master, em valor estimado de R$ 12 bilhões.

Oferta aos empresários

Na terça-feira (31/3), o BRB realizou uma reunião com representantes de empresários do ramo imobiliário para ofertar terrenos incluídos no plano de capitalização da instituição financeira.

O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, disse em entrevista exclusiva ao Metrópoles que o encontro conta com a presença de representantes da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), do próprio BRB, da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF) e do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF).

O presidente do BRB já havia adiantado que a Gleba A da Serrinha do Paranoá ficaria fora das negociações em razão do imbróglio jurídico. A ideia é criar um fundo de investimento imobiliário (FII) com esses ativos.

Nelson afirmou, na entrevista, que a insegurança jurídica em torno da lei aprovada na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) atrapalha a recuperação do BRB. “É importante que o povo de Brasília e região consiga tirar de dentro desse escopo esse debate político porque não ajuda o BRB, banco que é muito importante”, declarou.

O presidente do BRB refutou a possibilidade de intervenção do Banco Central. “Isso não está em jogo. Estamos tendo reuniões quase diariamente com o Banco Central. O BRB está mais forte do que quando houve a Operação Compliance Zero, em novembro. O BRB, se não tivesse condições, não teria segurado a liquidez”, pontuou.

Fonte: Metrópoles/Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

B-52: como é o bombardeiro usado contra o Irã, considerado uma das armas mais mortais dos EUA

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Os Estados Unidos usaram bombardeiros B-52 para sobrevoar o espaço aéreo do Irã pela primeira vez desde o início da guerra. A informação foi confirmada pelo Departamento de Guerra nesta terça-feira (31). A aeronave é considerada uma das armas mais “mortais” das forças americanas.

Contexto: Segundo o jornal The New York Times, o uso desse tipo de aeronave demonstra o enfraquecimento das defesas aéreas do Irã.

  • Apesar da potência, o B-52 não é tão ágil quanto caças e fica mais vulnerável a sistemas antiaéreos.
  • De acordo com o Pentágono, os bombardeiros serão usados para atacar cadeias de suprimentos que abastecem instalações de construção de mísseis, drones e navios do Irã.
  • O objetivo dos EUA é impedir a reposição de munições usadas na guerra.
  • Apesar da capacidade nuclear, não há confirmação de que forças americanas estejam transportando ogivas desse tipo nas operações contra o Irã.

O B-52 é um modelo fabricado pela Boeing que transporta armas de alta precisão e pode voar por mais de 14 mil quilômetros sem reabastecer. A produção começou na década de 1950, e o bombardeiro segue como a “espinha dorsal” da Força Aérea americana.

Ao menos 744 unidades foram produzidas, e a última foi entregue em outubro de 1962. O modelo foi projetado para transportar armamento nuclear e se tornou um ativo importante dos Estados Unidos durante a Guerra Fria.

  • Quando surgiu, o B-52 era visto como o “bombardeiro do juízo final”, capaz de atingir a União Soviética com armas nucleares sem necessidade de reabastecimento.
  • Ao longo de mais de 70 anos, aeronaves do tipo participaram de quase todas as principais operações conduzidas pelos EUA.
  • Entre elas estão a Guerra do Vietnã, a resposta aos ataques de 11 de setembro de 2001 e missões contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria, em 2016.
  • B-52 também foram enviados ao Caribe durante operação dos EUA contra o tráfico internacional de drogas, que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro.

O modelo tem diferentes variantes. A versão “H”, por exemplo, pode carregar até 20 mísseis de cruzeiro. No geral, o B-52 pode transportar até 32 toneladas de armamento, entre bombas, minas e mísseis.

O bombardeiro têm oito motores e podem voar a até 15 mil metros de altitude, o que coloca a aeronave acima da maior parte do campo de batalha. Essa capacidade, combinada com ataques de alta precisão, amplia o apoio aéreo em ofensivas.

“Atualizado com tecnologia moderna, o B-52 é capaz de empregar toda a gama de armas desenvolvidas em conjunto e seguirá ao longo do século 21 como um elemento importante das defesas do país. A Força Aérea atualmente prevê operar os B-52 até 2050”, dizem as Forças Armadas dos EUA.

Ameaça do Irã

O anúncio do uso de B-52 no Irã foi feito um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhar um vídeo que mostra uma grande explosão em Isfahan. O alvo seria um depósito de munições.

Ainda não está claro se as aeronaves foram responsáveis pela operação divulgada por Trump. Até a última atualização desta reportagem, o Irã também não havia se pronunciado sobre o anúncio feito pelos Estados Unidos.

Ainda na terça-feira, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que vai atacar empresas americanas no Oriente Médio em retaliação a bombardeios recentes que mataram cidadãos iranianos. Entre os alvos citados está a Boeing, fabricante do bombardeiro B-52.

“As principais instituições envolvidas em operações terroristas serão alvos legítimos. Aconselhamos os funcionários a deixarem seus locais de trabalho imediatamente, para a própria segurança”, afirmou a organização.

“Moradores de áreas próximas a essas empresas, em todos os países da região, também devem evacuar em um raio de um quilômetro e buscar um local seguro.”

Além da Boeing, outras 17 empresas foram listadas, incluindo gigantes de tecnologia. Veja a seguir:

  1. Boeing
  2. G42
  3. Spire Solution
  4. GE
  5. Tesla
  6. JP. Morgan
  7. Nvidia
  8. Palantir
  9. Dell
  10. IBM
  11. Meta
  12. Google
  13. Apple
  14. Microsoft
  15. Oracle
  16. Intel
  17. HP
  18. Cisco

Fonte: G1/Foto: Força Aérea dos EUA

Nasa envia 4 astronautas para a Lua; conheça a missão Artemis II

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Em uma reminiscência dos tempos do programa Apollo, a missão Artemis II da Nasa enviará nesta quarta-feira (1º) quatro astronautas em uma expedição lunar. Eles irão percorrer milhares de quilômetros além da Lua, farão uma curva em U e retornarão em linha reta.

Nada de orbitar a Lua, nada de caminhada lunar – apenas uma rápida ida e volta com duração inferior a dez dias.

A Nasa promete mais pegadas na poeira lunar cinzenta, mas não antes de algumas missões de treinamento. O próximo voo de teste dos astronautas do programa Artemis, Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, é o primeiro passo para, desta vez, colonizar a Lua.

Tripulação diversificada

Os astronautas do programa Artemis formam uma tripulação diversificada e internacional. A Lua está prestes a receber sua primeira mulher, sua primeira pessoa não branca e sua primeira pessoa não americana.

Koch detém o recorde de voo espacial individual mais longo realizado por uma mulher. Durante sua missão de 328 dias na Estação Espacial Internacional, entre 2019 e 2020, ela participou da primeira caminhada espacial totalmente feminina.

Glover, um piloto de testes da Marinha dos EUA, foi o primeiro astronauta negro a viver e trabalhar a bordo da estação espacial em 2020 e 2021. Ele também foi um dos primeiros astronautas a ser lançado com a SpaceX.

Hansen, da Agência Espacial Canadense, um ex-piloto de caça, é o único novato no espaço. Seu comandante é Wiseman, um capitão da Marinha aposentado que viveu a bordo da estação espacial em 2014 e posteriormente chefiou o corpo de astronautas da NASA. Suas idades variam de 47 a 50 anos.

Sistema de lançamento mais potente

O novo foguete Space Launch System da Nasa tem 98 metros (322 pés) de comprimento, sendo mais curto que o foguete Saturno V do programa Apollo, mas mais potente na decolagem graças a um par de propulsores laterais. No topo do foguete está a cápsula Orion, que transporta os astronautas.

Construído com motores e outras peças reaproveitadas de ônibus espaciais, o SLS utiliza o mesmo combustível – hidrogênio líquido – que os ônibus espaciais usavam. Vazamentos de hidrogênio repetidamente impediram os voos dos ônibus espaciais, bem como o primeiro teste do foguete SLS sem astronautas a bordo, em 2022.

Mais de três anos depois, a missão Artemis II sofreu os mesmos vazamentos de hidrogênio durante um teste de abastecimento em fevereiro, perdendo a primeira janela de lançamento. Uma repetição dos problemas com o fluxo de hélio adiou a missão para abril.

Como o Artemis II irá orbitar a Lua

Após a decolagem, os astronautas passarão as primeiras 25 horas orbitando a Terra em uma órbita alta e assimétrica. Eles usarão o estágio superior separado como alvo, manobrando a cápsula Orion ao redor dele como prática de acoplamento para futuras missões à Lua. Em vez de sofisticados telêmetros, eles confiarão em seus olhos para calcular a distância, não se aproximando a menos de 10 metros (33 pés) do estágio. “Às vezes, as coisas simples são as melhores”, disse Wiseman.

Se tudo correr conforme o planejado, o motor principal da Orion impulsionará a tripulação até a Lua, a cerca de 393.000 quilômetros (244.000 milhas) de distância. Essa trajetória de retorno livre, que se tornou famosa na Apollo 13, depende da gravidade da Lua e da Terra, minimizando a necessidade de combustível.

No sexto dia de voo, a Orion atingirá seu ponto mais distante da Terra, navegando 8.000 quilômetros (5.000 milhas) além da Lua. Isso superará o recorde de distância da Apollo 13, tornando os astronautas do programa Artemis os viajantes mais remotos. Após emergir de trás da Lua, a tripulação retornará diretamente para casa com um pouso na água no décimo dia de voo – nove dias, uma hora e 46 minutos após o lançamento.

Sonda Artemis

A tripulação da Artemis II poderá contemplar regiões nunca antes vistas do lado oculto da Lua – com a Lua aparecendo do tamanho de uma bola de basquete a um braço de distância durante a parte mais próxima da passagem de aproximadamente seis horas. Eles têm estudado mapas e imagens de satélite do lado oculto da Lua e antecipam uma verdadeira maratona de fotos. Sua mentora lunar é a geóloga da Nasa Kelsey Young, que monitorará a passagem a partir do Centro de Controle da Missão em Houston.

“A Lua é um elemento que une as pessoas”, disse ela. “O que estamos fazendo com esta missão vai aproximar um pouco mais esse sentimento de todos ao redor do mundo”.

Além de câmeras profissionais, eles levarão os smartphones mais modernos. O novo administrador da Nasa, Jared Isaacman, adicionou smartphones à missão para “inspirar” a captura de imagens.

Embora a Nasa e empresas privadas tenham se concentrado ao longo dos anos em alcançar o lado visível da Lua – o lado que está constantemente voltado para a Terra – somente a China conseguiu pousar módulos de pouso no lado oculto. Isso torna as observações dos astronautas sobre o lado oculto da Lua ainda mais valiosas para a Nasa.

Astronautas cairão na água

Assim como o programa Apollo, a missão Artemis termina com um pouso na água, no Oceano Pacífico.

Todas as atenções estarão voltadas para o escudo térmico da Orion enquanto a cápsula atravessa a atmosfera. Essa é a parte da espaçonave que sofreu os maiores danos durante o voo de teste de 2022, com pedaços carbonizados arrancados. O escudo térmico está sendo reformulado para cápsulas futuras, mas mantém o projeto original da Artemis II.

A Nasa está limitando a exposição ao calor durante a reentrada, encurtando a descida atmosférica da cápsula. Navios de recuperação da Marinha ficarão posicionados na costa de San Diego enquanto a Orion aterrissa de paraquedas no oceano.

Fonte: Amazonas Atual/Imagem: Nasa/YouTube

Câmara de Manaus registra embate sobre tempo regimental após críticas a David Almeida

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A sessão plenária da Câmara Municipal de Manaus foi marcada por um debate entre vereadores a respeito do cumprimento do tempo regimental durante o pequeno expediente, após pronunciamento do vereador Coronel Rosses, que apresentou críticas à gestão do prefeito David Almeida durante cerimônia de renúncia do cargo e posse do vice-prefeito Renato Júnior.

Durante sua fala, o parlamentar extrapolou o tempo regimental de quatro minutos, o que motivou intervenção da presidência da mesa. O presidente da sessão ressaltou que, embora haja tolerância eventual – definida como “benevolência da mesa” -, o prolongamento excessivo da fala compromete o andamento dos trabalhos e desrespeita os demais vereadores inscritos.

Segundo o presidente, o regimento interno estabelece critérios claros para o uso da palavra no pequeno expediente, sendo o grande expediente o momento adequado para debates mais amplos. Ele afirmou ainda que a condução da sessão seguirá critérios de isonomia: “Se é para um, é para todos”, declarou, ao reforçar que a mesa não pretende cercear falas, mas garantir o cumprimento das normas.

Em resposta, Coronel Rosses apresentou questão de ordem, argumentando que há tratamento desigual na aplicação das regras. O vereador citou episódios anteriores em que, segundo ele, houve flexibilização do protocolo para outros parlamentares, sem as mesmas advertências. Também mencionou a ausência do grande expediente na sessão anterior, que teria sido cedido para participação do prefeito David Almeida em evento oficial, o que, na avaliação do parlamentar, justificaria maior tolerância no tempo de fala.

Rosses ainda afirmou que as regras regimentais estariam sendo utilizadas de forma seletiva, especialmente quando discursos críticos à gestão municipal são apresentados. “Esses protocolos muitas vezes são utilizados quando viemos aqui falar verdades”, disse.

A presidência da sessão rebateu as alegações, reafirmando que o tratamento dispensado aos vereadores é igualitário e que o registro do tempo de fala é uma prática regular da mesa diretora. O presidente também garantiu o direito de manifestação por meio de questão de ordem aos parlamentares inscritos.

A discussão ocorreu em meio a repercussões políticas da renúncia de David Almeida ao cargo de prefeito de Manaus e da posse de Renato Júnior como novo chefe do Executivo municipal, cenário que tem intensificado debates no Legislativo sobre a condução administrativa da cidade.

 

*Com informações da Assessoria/Vídeo: Assesosria/Foto: Reprodução 

Fim da CPMI do INSS faz CPI do Crime Organizado reduto do caso Master

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Com o fim da CPMI do INSS, ações de parlamentares que miram o caso do Banco Master passaram a se concentrar na CPI do Crime Organizado. Nessa terça-feira (31/3), o colegiado aprovou a convocação de dois ex-governadores e uma nova rodada de quebras de sigilo de pessoas e empresas ligadas a Daniel Vorcaro.

As investigações sobre os descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS ficaram em um segundo plano na reta final da CPMI presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG). No ano passado, a comissão chegou a aprovar a convocação de Vorcaro, cerca de um mês depois da primeira prisão do banqueiro, após repercussão de casos de créditos consignados fraudulentos.

Viana marcou a oitiva de Vorcaro, pautou e aprovou quebras de sigilo e chegou a armazenar dados sigilosos do empresário em uma sala-cofre do Senado, que acabou sendo interditada por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após suspeitas de vazamento de informações privadas do banqueiro. Ele, no entanto, não chegou a ser ouvido pelo colegiado.

No relatório final, feito pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), tanto Vorcaro quanto o ex-diretor do Master Augusto Lima foram incluídos na lista de indiciamentos. O parecer, porém, foi rejeitado e a CPMI do INSS acabou na madrugada do último sábado (28/3) sem um relatório final.

CPI do Crime Organizado de olho no Master

Apesar do fim sem resultados práticos da CPMI do INSS, o caso Master segue rendendo na CPI do Crime Organizado. Apesar de ter surgido, originalmente, em meio aos desdobramentos da megaoperação no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, em outubro do ano passado, o colegiado passou a olhar com lupa as atividades de Daniel Vorcaro.

O relator da CPI, senador Alessandro Veira (MDB-SE), já declarou que seu parecer final, que deverá ser apresentado e votado até o dia 14 de abril, terá um capítulo inteiro dedicado ao caso Master. Segundo ele, o relatório deve apontar a atuação da instituição de Vorcaro como um “duto de lavagem de dinheiro e cooptação de agentes públicos”.

“Essa é a linha que seguiremos, em conformidade com o plano de trabalho aprovado no início das atividades”, afirmou o senador ao Metrópoles.

CPI do Crime Organizado em números

  • 311 requerimentos protocolados;
  • 181 requerimentos votados;
  • 109 requerimentos estão com a votação pendente;
  • 21 requerimentos foram prejudicados, retirados ou invalidados;
  • 217 ofícios expedidos;
  • 123 documentos recebidos.

Requerimentos aprovados sobre o Master

Em um primeiro momento, a CPI do Crime Organizado, que é presidida pelo senador governista Fabiano Contarato (PT-ES), aprovou requerimentos que focaram na atuação de ministros do Supremo, como a quebra de sigilo da Maridt, empresa ligada ao ex-relator do caso na Corte, Dias Toffoli, e a convocação de dois irmãos do magistrado.

A empresa da família de Toffoli, que foi dona do resort Tayayá, no Paraná, é suspeita de realizar transações financeiras com um fundo de investimento ligado ao Banco Master. A quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático aprovada pela CPI, no entanto, foi anulada pelo ministro Gilmar Mendes, que apontou “desvio de finalidade” e “abuso de poder”.

Um dia antes, o ministro André Mendonça já havia decidido que a presença dos irmãos de Toffoli no colegiado não era obrigatória.

Apesar do revés na Justiça, a CPI segue focando no caso Master. Nessa terça, o colegiado aprovou as convocações dos ex-governadores Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, e Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro. Foi aprovada, ainda, a quebra de sigilo de Fabiano Campos Zettel, cunhado e sócio de Vorcaro, além de informações de voos de jatinhos do banqueiro e da empresa de táxi aéreo Prime Aviation.

A oitiva de Ibaneis tem o objetivo de detalhar as condições que levaram às negociações entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, enquanto Castro deve ser questionado sobre o crime organizado no Rio e o investimento de quase R$ 1 bilhão do Rioprevidência em títulos de alto risco da instituição de Daniel Vorcaro.

Alessandro Vieira suspeita de que decisões dos ex-governadores possam ter favorecido a atuação do grupo de Vorcaro.

Fonte: Metrópoles/Foto: Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Rombo de estatais dispara e atinge R$ 4,1 bilhões no início de 2026

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As empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 4,16 bilhões nos dois primeiros meses de 2026, pior resultado para o período em toda a série histórica iniciada em 2002, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados nesta terça-feira (31/3).

O rombo supera o desempenho de anos anteriores e já se aproxima de todo o resultado negativo registrado ao longo de 2025, quando o déficit somou cerca de R$ 5,1 bilhões.

  • Déficit é quando as despesas são maiores do que as receitas; Superávit é quando acontece o contrário.

Os dados mostram que o resultado negativo se concentra, principalmente, no início do ano. Só em janeiro, as estatais já haviam registrado um déficit de R$ 4,9 bilhões, indicando um cenário de forte pressão fiscal logo nos primeiros meses de 2026.

O indicador divulgado pelo BC considera apenas empresas estatais federais que não incluem grandes companhias como Petrobras e Eletrobras, o que significa que o resultado reflete, sobretudo, a situação de empresas dependentes ou com maior fragilidade financeira.

Correios

A deterioração das contas ocorre em meio a dificuldades financeiras de algumas das principais estatais, com destaque para os Correios, que vêm pressionando os resultados do setor. Em dezembro, a empresa fechou um empréstimo de R$ 12 bilhões para financiamento de capital de giro.

Além disso, até o último balanço divulgado, em setembro de 2025, a estatal acumulava um déficit de R$ 6 bilhões.

O desempenho reforça a preocupação da equipe econômica com o impacto das estatais sobre as contas públicas. Embora essas empresas não entrem diretamente no resultado primário do governo central, seus déficits podem gerar necessidade de aportes ou aumentar a percepção de risco fiscal.

A piora ocorre em um momento em que o governo já revisou para cima a estimativa de déficit das estatais em 2026, diante da expectativa de resultados negativos mais elevados ao longo do ano.

O cenário adiciona pressão ao debate fiscal e deve alimentar discussões sobre a necessidade de reestruturação de empresas públicas e maior controle sobre despesas, especialmente em um contexto de busca por equilíbrio das contas públicas.

Fonte: Metrópoles/Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Alerta de cheia inclui alta probabilidade de inundação em Manaus

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O Serviço Geológico do Brasil divulgou, nesta terça-feira (31), o primeiro Alerta de Cheias do Amazonas de 2026. Os rios em Manaus e Manacapuru têm alta probabilidade de ultrapassar a cota de inundação.

Segundo o SGB, o Rio Negro deve atingir 28,3 metros em Manaus, com probabilidade de 92% de alcançar a cota de inundação, fixada em 27,50 metros. A chance de atingir a cota de inundação severa, de 29 metros, é de 12%. As informações são essenciais para que as defesas civis estadual e municipal possam se preparar e adotar medidas para reduzir os impactos de eventos extremos.

O 1º Alerta de Cheias do Amazonas de 2026 ocorre com 75 dias de antecedência ao período do pico das cheias. Em Manacapuru, a previsão é de que o Rio Solimões alcance 19,40 metros, com 98% de probabilidade de ultrapassar a cota de inundação, estabelecida em 18,20 metros. Para inundação severa, de 19,60 metros, a probabilidade é de 37%.

De acordo com o pesquisador André Martinelli, do Serviço Geológico do Brasil, o cenário é de cheia próxima da média histórica. “O ciclo 2025/2026 tem mostrado forte variabilidade. No início do processo houve a influência do La Niña, que refletiu em níveis superiores ao da faixa de normalidade. A partir de janeiro de 2026 iniciou-se uma transição para a neutralidade, trazendo os níveis para valores muito próximos da média nas principais estações monitoradas”, afirmou

Em Itacoatiara, o Rio Amazonas pode chegar a 13,90 metros, com 39% de chance de atingir a cota de inundação. No município de Parintins, a previsão é de 8,16 metros, com probabilidade de 24% de inundação. Segundo o SGB, os dados servem de base para ações preventivas diante de possíveis impactos causados pela cheia.

Os próximos alertas serão divulgados nos dias 30 de abril e 29 de maio.

Inundações

Além das projeções hidrológicas, a situação atual dos municípios amazonenses mostra impactos das cheias em diferentes regiões do estado. Dados da Defesa Civil do Amazonas, atualizados em 30 de março, mostramque 11 municípios estão em situação de emergência, oito em alerta, 15 em atenção e 28 em normalidade.

Entre os municípios em situação de emergência devido às inundações estão Eirunepé, Tabatinga, Lábrea e Benjamin Constant. Já em alerta aparecem cidades como Pauini, Tonantins e Envira. No nível de atenção estão municípios como Humaitá, Tefé, Coari e Manicoré.

Fonte: Amazonas Atual/Foto: Valter Calheiros

PF mira magistrados por venda de sentenças e bloqueia R$ 50 milhões

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (1º/4), a Operação Inauditus para investigar um esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA).

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em diferentes estados. As ordens foram expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a investigação, o grupo atuava para direcionar decisões judiciais em processos, com prioridade seletiva e distribuição estratégica.

A apuração aponta a participação de magistrados, assessores e outros envolvidos, que teriam atuado em conjunto para favorecer partes em disputas milionárias, especialmente ligadas a conflitos agrários.

A Polícia Federal também identificou movimentações financeiras com indícios de triangulação e ocultação de recursos.

Além das buscas, a Justiça determinou prisão preventiva do principal operador do esquema, afastamento de cinco servidores, monitoramento eletrônico de seis investigados, proibição de acesso ao TJMA e bloqueio de bens de até R$ 50 milhões.

As medidas atingem gabinetes, escritórios de advocacia e empresas. As ações ocorrem em cidades do Maranhão, além de endereços no Ceará, São Paulo e Paraíba. Segundo a PF, as penas somadas podem chegar a 42 anos de prisão.

Fonte: Metrópoles/Foto: Reprodução/PF

Criança morre após cair em igarapé e ser arrastada pela correnteza

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Théo Lucca Oliveira da Costa, de 3 anos, morreu após cair em um igarapé no bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus, durante forte chuva nesta terça-feira (31). A criança brincava sozinha nas proximidades quando foi arrastada pela correnteza.

O resgate foi feito por bombeiros com ajuda de um helicóptero. Théo foi encontrado com sinais vitais próximo a uma ponte, reanimado e levado em estado grave ao hospital, mas não resistiu e morreu a caminho da unidade.

O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal).

Fonte: Amazonas Atual/Foto: WhatsApp/Reprodução