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Paraná Pesquisas: Lula é rejeitado por 47% dos eleitores e Flávio por 44%

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é rejeitado por 47% dos eleitores, segundo levantamento da Paraná Pesquisas divulgado nesta terça-feira (31/2). Por outro lado, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem uma rejeição de 44,1%, três pontos percentuais a menos. A diferença, no entanto, não se traduz em vantagem para o senador.

No recorte de eleitores que afirmam que “com certeza votariam”, os dois aparecem praticamente empatados: Lula tem 30,4%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 30,1%. A diferença de 0,3 ponto percentual está dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais, o que mantém o cenário de empate técnico.

Além do voto consolidado, o levantamento também mediu o potencial de crescimento de cada candidato. Nesse quesito, Flávio Bolsonaro apresenta vantagem numérica: 24,6% dos entrevistados dizem que poderiam votar nele, contra 21,4% que afirmam o mesmo em relação à Lula.

Em comparação com janeiro, o número daqueles que “não votariam de jeito nenhum” em Lula aumentou de 45,3% para 47%. O percentual de eleitores que declaram voto certo no presidente oscilou de 31,5% para 30,4%.

Já no caso de Flávio Bolsonaro, aqueles que declararam que “não votariam de jeito nenhum” no senador caiu de forma sutil: de 44,7% para 44,1%, no mesmo período. O voto considerado consolidado no filho do ex-presidente Bolsonaro subiu de 26,3% para 30,1%.

Os dados consideram apenas os eleitores que afirmam conhecer os candidatos — base utilizada para calcular o potencial eleitoral. A pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 28 de março de 2026, com 2.080 entrevistas em 158 municípios, e nível de confiança de 95%. E está registrada no TSE com o número BR-00873/2026.

Apoio varia por perfil de eleitor

Segundo o mesmo levantamento, perfis distintos de eleitorado impulsionam as possíveis candidaturas de Lula e Flávio à Presidência da República. Lula tem vantagem entre beneficiários do Bolsa Família, enquanto o senador encontra maior apoio entre eleitores religiosos.

Entre os entrevistados que afirmam receber o Bolsa Família — ou têm alguém no domicílio beneficiado —, 44,2% dizem que votariam “com certeza” no petista. No mesmo grupo, o índice de voto consolidado do senador é de apenas 19,2%.

O cenário aparece invertido entre os eleitores que participaram de celebrações religiosas nos dez dias anteriores à pesquisa. Nesse segmento, Flávio Bolsonaro registra 35,6% de voto consolidado, contra 26,6% de Lula.

Fonte: Metrópoles/Foto: Arte Metrópoles

FGC responde ao GDF e avança com análise de empréstimo ao BRB

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O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) avança com a análise do pedido de empréstimo ao Banco de Brasília (BRB).

Metrópoles apurou, com exclusividade, que o órgão respondeu ao pedido feito pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para concessão de crédito de R$ 4 bilhões, com carência de 1 ano e 6 meses. A instituição financeira tenta cobrir os prejuízos deixados nos negócios com o Banco Master.

O FGC passou orientações sobre a etapa prévia aos procedimentos internos para análise de pleitos de operação de assistência a associadas. A entidade também se colocou à disposição para processar a análise do pleito.

A direção do BRB deve formalizar o pedido, em concordância com o empréstimo solicitado pelo GDF, acionista controlador, com envio das documentações exigidas pelo FGC.

A governadora do DF, Celina Leão, disse que este “é um passo a mais em direção à solução e já demonstra sinal de credibilidade”.

O pedido de empréstimo foi feito pelo então governador, Ibaneis Rocha (MDB), no dia 24 de março. Nove imóveis públicos e ações de estatais foram incluídos como garantia. “A gente consegue resolver todos os problemas do banco, que tem condições de pagar o empréstimo e, inclusive, devolver os terrenos”, disse Ibaneis à época.

Segundo a carta, a intenção do empréstimo é “assegurar a continuidade de serviços financeiros essenciais, o apoio a políticas públicas e a preservação de condições adequadas de liquidez e capital do BRB”.

Fonte: Metrópoles/Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Facção recrutou mais de 40 PMs para atuar como “aviãozinho do tráfico”

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A Polícia Federal (PF) identificou um esquema de tráfico de drogas que pode envolver ao menos 40 policiais militares e guardas municipais no Pará.

A organização é suspeita de enviar maconha e cocaína para o Amapá e outros estados, além de manter conexões internacionais.

A investigação aponta como principal liderança o guarda municipal Pedro de Moraes Santos Garcia (foto em destaque), considerado foragido.

Ele deixou a residência antes do cumprimento dos mandados, e a polícia apura se houve vazamento da operação.

Segundo os investigadores, Pedro movimentou cerca de R$ 40 milhões em contas bancárias ao longo de três anos e passou a ocupar posição de liderança na facção Família do Terror do Amapá (FTA).

Drogas em balsas

De acordo com a apuração, a droga saía do Pará com destino ao Amapá, principalmente por meio de balsas.

O entorpecente era escondido em sucatas e até dentro de eletrodomésticos, como airfryers, para tentar driblar a fiscalização.

A investigação também identificou o uso de familiares e terceiros como “laranjas” para lavar o dinheiro do tráfico. Um desses operadores chegou a movimentar cerca de R$ 5 milhões.

Policiais no esquema

Além da liderança do guarda municipal, o inquérito aponta a participação direta de policiais militares tanto no tráfico quanto na lavagem de dinheiro.

Segundo a PF, há indícios de que integrantes das forças de segurança chegavam a se apropriar de drogas de outras facções, como o Comando Vermelho, para revendê-las.

Durante a operação deflagrada nesta terça-feira (31/3), dois policiais militares, identificados como Fernando Henrique da Silva Albernaz e José das Graças Peres Monteiro, e um civil ligado à corporação foram presos.

Há ainda registros de participação de policiais em crimes graves, como sequestros.

Ligação com crimes violentos

O grupo também é investigado por envolvimento em ações violentas, incluindo um assalto a uma embarcação ocorrido em 2021, no Pará.

Na ocasião, segundo a apuração, Pedro chegou a aparecer fardado e conceder entrevista sobre o crime.

Um dos assaltantes, ao reconhecer a situação, enviou mensagem ao guarda, que teria respondido dizendo que conseguiu “burlar o sistema”.

Em outro caso, um homem que denunciou um investigado ligado ao grupo foi encontrado morto. A polícia apura a relação do crime com a organização.

Operação Abadon

A ação faz parte da Operação Abadon, que cumpre 118 mandados judiciais em seis estados: Amapá, Pará, Roraima, Ceará, Rio Grande do Norte e São Paulo.

As investigações tiveram início em 2023, após a prisão de um faccionado do Amapá que estava no Pará, na casa de um policial militar.

A partir daí, a polícia identificou a estrutura do grupo, que utilizava contas de terceiros para movimentar dinheiro e ocultar a origem dos valores obtidos com o tráfico.

Apreensões

Em um dos endereços ligados ao líder do esquema, os agentes apreenderam uma BMW e cerca de R$ 30 mil em espécie.

A investigação segue em andamento para identificar todos os envolvidos e aprofundar o mapeamento da atuação da organização criminosa.

Fonte: Metrópoles/Foto: Arte/Metrópoles

Análise: temporada da WSL começa com incógnita sobre volta de Medina e formato mais justo para decidir título mundial

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Acabou a longa espera. Após cerca de sete meses sem a buzina tocar na elite do surfe mundial, a etapa de Bells Beach, na Austrália, abre hoje a temporada de 2026 do surfe, que marca 50 anos de circuito. Entre as novidades, o retorno de Gabriel Medina e as mudanças no calendário e no formato das baterias aumentam a expectativa nos fãs.

Há quase um ano e meio fora das competições por conta de uma lesão no ombro esquerdo, Medina volta às atividades com um novo técnico: o também campeão mundial Adriano de Souza, o Mineiro, que também segue treinando Miguel Pupo. Em busca do tetracampeonato, o local de Maresias-SP vem alternando os modelos de prancha nos treinamentos. Além da falta de ritmo de competição, essa indefinição no equipamento traz certa incógnita sobre o seu desempenho nas primeiras etapas.

Com o havaiano John John Florence fora do tour pelo segundo ano consecutivo, a Brazilian Storm ganha ainda mais força. Atual campeão mundial, Yago Dora tem a responsabilidade de defender a lycra amarela e segue como um dos principais candidatos. Italo Ferreira e Filipe Toledo também estão na briga.

Entre os estrangeiros, o americano Griffin Colapinto é o surfista mais completo, por competir em alto nível em qualquer tipo de onda. Não à toa, foi vice-campeão mundial no ano passado e deve seguir no topo nesta temporada. Os australianos Jack Robinson e Ethan Ewing também chamam a atenção.

Novas regras

Diferentemente dos últimos cinco anos, a etapa do Finals não decidirá o campeão mundial, uma vez que o sistema de pontos corridos volta a valer, o que dá mais importância à regularidade — a 12ª e última etapa será em Pipeline, no Havaí. O corte no meio da temporada e a fase de repescagem também foram extintos, o que deve aliviar a pressão sobre os novatos. É o caso do brasileiro Mateus Herdy, que veio da segunda divisão e disputará uma espécie de round qualificatório entre os oito últimos do ranking.

Fonte: O Globo/Foto: Ed Sloane/WSL/Divulgação

Lula confirma Alckmin como seu vice na chapa pela reeleição; siga

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa, na manhã desta terça-feira (31/3), de uma reunião ministerial com auxiliares que vão deixar o governo nos próximos dias. O titular do Executivo abriu o encontro com um discurso no qual confirmou que seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), continuará como companheiro na chapa pela reeleição.

“O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC [Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços] porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez”, assegurou o petista, arrancando aplausos dos seus auxiliares.

O encontro, que ocorre no Palácio do Planalto, reúne todos os ministros da Esplanada, incluindo os que vão sair para disputar eleições e seus respectivos sucessores. O objetivo é apresentar o balanço da gestão e marcar a “passagem de bastão” para os novos titulares.

“Alguns companheiros e companheiras nos deixarão por missões muito mais importantes nos próximos meses. Aqui tem gente que vai ser candidato aos mais diferentes cargos da República. E eu disse para vocês que eu não criaria objeção para que ninguém que quisesse se afastar para ser candidato fosse impedido de se afastar porque é um direito legítimo de cada companheiro querer disputar uma eleição, seja qual cargo for”, disse o presidente.

“O que é importante é que vocês estejam convencidos da importância da participação de vocês e mais do que isso, que estejam convencidos da importância do cargo que estão disputando e que vocês estejam dispostos a entrar na vida parlamentar para ajudar a mudar a promiscuidade que está estabelecida na política mundial e na brasileira. Perdeu muito de seriedade a política”, emendou.

Bem-humorado, o petista fez piada com ministro da Defesa, José Múcio, “que vai sair desde o começo do governo”. “Ele que veio para ficar apenas por um ano e está há 4 anos”. Lula também confirmou que Simone Tebet, ministra do Planejamento, vai disputar a eleição em São Paulo, provavelmente para senadora.

“Eu acho que cada um de vocês tem um desejo, uma vocação. E que Deus abençoe, que vocês cumpram essa vocação de vocês naquilo que eu puder ajudar, eu vou ajudar”, falou.

Cerca de 18 ministros devem deixar o cargo até o próximo sábado (4/4), quando se encerra o prazo para desincompatibilização eleitoral. De acordo com a legislação, autoridades que pretendem concorrer a um cargo público diferente daqueles que ocupam devem deixar o posto seis meses antes do primeiro turno.

“Pelo menos 14 companheiros já comunicaram que deixarão o governo a partir de hoje. Mais quatro que vão anunciar daqui a pouco. E depois quem sabe mais alguns. Até quinta-feira à noite é tempo de me avisar. Temos o dia do fico ou temos o dia do saio”, falou Lula. “Isso para mim é gratificante, não pense que eu fico triste não porque eu sou muito grato ao serviço que vocês”. prestaram

No governo Lula, integrantes do alto escalão vão disputar vagas na Câmara dos Deputados, Senado e em Executivos locais.

Fonte: Metrópoles/Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Remédios podem ter reajuste de até 3,81% a partir desta terça; entenda como medida afeta pacientes

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Os preços dos medicamentos vendidos no Brasil podem subir a partir desta terça-feira (31), com reajuste máximo de até 3,81%, segundo resolução publicada pelo governo federal no Diário Oficial da União.

O aumento foi autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão responsável por definir os limites de preços no país.

Como será o reajuste

A resolução estabelece três faixas de aumento, que funcionam como um teto para os preços:

  • Nível 1: até 3,81%
  • Nível 2: até 2,47%
  • Nível 3: até 1,13%

Esses níveis variam de acordo com características do mercado de cada medicamento, como concorrência e participação de genéricos.

Em quais níveis estão os principais medicamentos

O percentual de reajuste varia conforme o nível de concorrência de cada medicamento no mercado. Em geral, remédios com muitos fabricantes —especialmente genéricos— tendem a ficar nas faixas com maior teto de aumento, enquanto produtos com pouca concorrência entram nos níveis mais baixos.

Neste ano, o reajuste médio autorizado ficou em até 2,47%, o menor patamar em quase duas décadas e abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses, de acordo com a CMED. O índice vem em trajetória de queda desde 2023, após anos em que chegou a ultrapassar os 10%.

Entre os tratamentos para doenças crônicas mais comuns no Brasil, a distribuição costuma seguir este padrão:

Nível 1 (maior teto de reajuste)medicamentos com alta concorrência

Inclui remédios amplamente disponíveis, com várias marcas e genéricos no mercado. É o caso de grande parte dos tratamentos para hipertensão e colesterol alto. Exemplos:

  • diuréticos como hidroclorotiazida;
  • bloqueadores de canal de cálcio, como amlodipina;
  • inibidores da ECA, como captopril e enalapril, além de losartana;
  • betabloqueadores, como atenolol e propranolol;
  • estatinas, como sinvastatina e atorvastatina;
  • metformina, usada no tratamento da diabetes.

Nível 2 (concorrência intermediária): mercado com alternativas, mas ainda limitado

Reúne medicamentos que já têm alguma competição, mas não na mesma escala dos mais populares. Podem entrar nessa faixa, por exemplo:

  • versões mais recentes de tratamentos para diabetes;
  • alguns antidepressivos e ansiolíticos mais novos;
  • medicamentos de marca que já perderam exclusividade, mas ainda têm poucos concorrentes diretos.

Nível 3 (menor teto de reajuste): baixa concorrência

Inclui medicamentos com poucas opções disponíveis no mercado, geralmente mais novos ou com tecnologia mais complexa. Exemplos:

  • insulinas de ação prolongada, como a insulina glargina.

Medicamentos usados no tratamento da depressão, de forma geral, seguem a lógica da concorrência: como há diversas opções disponíveis, muitos antidepressivos tendem a se concentrar nas faixas com maior teto de reajuste.

Na prática, essa divisão reflete o funcionamento do mercado farmacêutico: quanto maior a concorrência, maior tende a ser o limite de reajuste autorizado —mas também maior a chance de descontos e variações de preço para o consumidor.

Aumento não é automático

Apesar da autorização para o reajuste, os preços dos medicamentos não sobem automaticamente.

Cabe às farmacêuticas decidir se vão aplicar o aumento —e em que percentual, desde que respeitem o limite estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Na prática, isso significa que alguns remédios podem não ter reajuste, outros podem subir abaixo do teto permitido e os aumentos podem ser repassados de forma gradual ao longo dos próximos meses, e não necessariamente de uma só vez.

Como os preços são controlados

O Brasil tem um modelo de controle de preços para medicamentos.

A CMED define dois valores principais:

  • Preço Fábrica (PF): valor máximo que a indústria pode cobrar
  • Preço Máximo ao Consumidor (PMC): teto que pode ser cobrado nas farmácias

Farmácias e drogarias não podem vender acima desses limites e devem manter listas atualizadas de preços disponíveis ao consumidor.

O que muda para o consumidor

Para o consumidor, o efeito do reajuste não será igual para todos os medicamentos e depende, sobretudo, do tipo de tratamento e da regularidade de uso.

Quem faz uso contínuo de remédios —especialmente para doenças crônicas, como hipertensão e diabetes— tende a sentir mais o impacto ao longo dos meses, já que a compra é recorrente.

Além disso, farmácias e redes de drogarias seguem adotando políticas comerciais próprias, como descontos, programas de fidelidade e promoções, que podem reduzir o preço final pago pelo consumidor.

Na prática, isso quer dizer que o reajuste autorizado não se traduz, necessariamente, em aumento imediato e igual para todos os produtos.

Enquanto alguns medicamentos podem encarecer de forma mais perceptível, outros tendem a ter variações menores —ou até permanecer estáveis, dependendo das estratégias adotadas pela indústria e pelo varejo.

Fonte: G1/Foto: Freepik

Trump avalia fim da guerra no Irã mesmo sem reabrir Ormuz, diz jornal

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia encerrar a guerra contra o Irã mesmo com o Estreito de Ormuz ainda bloqueado pelas forças iranianas. A informação foi revelada pelo The Wall Street Journal nesta segunda-feira (30/3), com base em relatos de autoridades do governo.

Segundo a reportagem, Trump e seus assessores passaram a considerar que uma operação para reabrir completamente a rota marítima – por onde passam 20% do petróleo mundial – poderia prolongar o conflito além do prazo de seis semanas prometido pelo presidente.

O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã já pressiona os preços do petróleo e provoca efeitos em cadeia na economia global. Nos Estados Unidos, o impacto ocorre em um momento sensível, às vésperas das eleições para o Congresso.

Diante do cenário, Trump teria indicado que o foco da ofensiva deve ser limitado aos objetivos centrais da guerra: enfraquecer a marinha iraniana e reduzir a capacidade de mísseis do país.

Após isso, os ataques seriam reduzidos, em uma tentativa de forçar Teerã a reabrir a passagem marítima. Caso o bloqueio persista, a estratégia prevê pressionar aliados, especialmente na Europa e no Golfo, a assumir a responsabilidade pela segurança e reabertura do estreito.

As estratégias internas, entretanto, contrastam com o discurso público de Trump. Nesta segunda, ele ameaçou atacar a infraestrutura energética do Irã caso não haja avanço nas negociações. Na última semana, o país também ampliou a presença militar no Oriente Médio.

Fonte: Metrópoles/Foto: World Economic Forum/Benedikt von Loebell

Prazo para BRB entregar balanço de 2025 ao BC termina nesta terça-feira (31/3)

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Dia 31 de março. É essa a data-limite para bancos e outras instituições financeiras publicarem o balanço das contas do ano anterior. No caso, 2025. A regra vale, também, para o BRB. Mas, mais do que isso, o banco controlado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) precisa apresentar uma saída concreta para os problemas gerados pela compra de ativos do Banco Master.

Sem apresentar solução de capitalização — ou seja, de medidas para encher o caixa novamente — , o BRB está sujeito a penalidades. Além de multa, a legislação prevê, em casos assim, gradação de restrições que podem ser impostas cumulativa e sucessivamente. As medidas podem limitar as operações do banco, impedindo, por exemplo, a venda de ativos. Atualmente, o BRB já está proibido de comprar carteiras de crédito de outros bancos.

Já estão em atraso os balanços parciais, do terceiro e do quarto trimestre de 2025. Assim, a última vez que as informações contábeis do BRB foram submetidas ao escrutínio das autoridades monetárias — e do mercado — foi em 30 de junho. O BC vetou que o BRB comprasse o Master mais de dois meses depois, no dia 3 de setembro.

Em fevereiro deste ano, o BRB apresentou plano de ações de recomposição de capital. Desde então, no entanto, o projeto enfrenta reveses, como decisões judiciais contrárias. A medida mais recente foi o pedido de empréstimo de R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), apresentado na última sexta-feira (27/3). Ainda não há resposta do FGC sobre a liberação do valor.

Apesar do cenário complexo, a expectativa da direção do BRB é positiva. Em contato constante com o BC — que conhece não só as transações que teriam provocado o rombo, mas também os esforços para tapá-lo –, os executivos do BRB acreditam na possibilidade de uma solução que evite novos danos aos cofres da instituição. Além disso, o BRB aguarda resultados de revisões das auditorias contratadas para avaliar os impactos das transações com o Master.

Na última semana, em entrevista coletiva, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, comentou o esforço da direção do BRB. “Tenho assistido ao empenho da gestão atual do BRB para tentar equacionar o problema e achar uma solução”, afirmou.

Fonte: Metrópoles/Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Manauara Shopping promove Páscoa Solidária em parceria com o Abrigo Moacyr Alves

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Shopping terá programação repleta de atividades para as crianças e sorteará uma cesta de chocolates italianos para clientes do Programa de Benefícios

A programação de Páscoa 2026 do Manauara Shopping ganha um toque especial de solidariedade com uma parceria emocionante ao lado do Abrigo Moacyr Alves. Desde a sexta-feira (27), o público pode adquirir produtos artesanais no estande da instituição, com toda a renda destinada ao atendimento de crianças e adolescentes com deficiência em Manaus.

Com uma agenda especialmente planejada para encantar as famílias, um dos destaques é a abertura das atividades na “Toca do Coelho”, espaço temático com atividades recreativas que funcionará até o dia 5 de abril, no Espaço Cultural, localizado no Piso Castanheiras (G6). No sábado (28), o shopping recebe a chegada oficial do Coelhinho da Páscoa, marcando um dos momentos mais esperados da temporada. Além disso, o Manauara promove uma campanha especial que vai presentear clientes com uma cesta de chocolates italianos Ferrero Rocher.

Responsável pelo cuidado de 66 crianças e adolescentes com deficiência, o Abrigo Moacyr Alves leva ao shopping da ALLOS produtos artesanais confeccionados por voluntárias dedicadas. Entre as opções disponíveis no estande, o público encontrará blusas, itens temáticos de Páscoa, sousplats, bonecas e diversas peças feitas à mão.

“Já realizamos outras ações solidárias em parceria com o Manauara. A Banda de Música do Abrigo Moacyr Alves já se apresentou no shopping no período de Natal, e as crianças estiveram aqui em visitas especiais. Dessa vez, nossa expectativa é arrecadar recurso com a venda de nossos produtos e divulgar as atividades e projetos desenvolvidos para o maior número de pessoas”, enfatizou a Diretora do Abrigo Moacyr Alves, Claudete Ciarlini.

Sorteio de cestas de chocolates completa programação de Páscoa

Além das atividades no mall, os clientes cadastrados no Programa de Benefícios do Manauara Shopping poderão participar da campanha ‘Páscoa Manauara’ e concorrer às cestas Ferrero Rocher. A promoção é válida para compras realizadas entre 01 a 31 de março.

Para participar, basta cadastrar as notas fiscais no aplicativo do shopping. Clientes que ainda não fazem parte do programa podem se inscrever gratuitamente, baixando o aplicativo para Android ou iOS e registrando o CPF.

O sorteio será realizado com base na extração da Loteria Federal do dia 8 de abril. O regulamento completo está disponível nos canais oficiais do Manauara Shopping.

“Preparamos toda a programação com muito carinho para celebrar essa data tão especial. Nosso objetivo é proporcionar experiências que fiquem na memória das famílias, com atividades interativas, a decoração temática que o público adora e toda a magia que a Páscoa representa, especialmente para as crianças”, salientou a gerente de marketing do Manauara Shopping, Karla Henderson.

 

*Com informações da Assessoria/Foto: Assessoria 

 

Lula comanda reunião ministerial com auxiliares que vão deixar cargos

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faz, nesta terça-feira (31/3), reunião ministerial com ministros que vão deixar o governo para disputar as eleições e seus respectivos sucessores. A expectativa é que ao menos 18 auxiliares entreguem os cargos, respeitando o prazo para desincompatibilização, que se encerra no próximo sábado (4/4).

O objetivo é fazer um balanço das ações da gestão e formalizar a “passagem de bastão” aos titulares que comandarão as pastas até o fim do mandato. A previsão é de que todos os auxiliares participem, inclusive os que permanecerão no Executivo até o término do governo. O encontro acontecerá na Sala de Reunião Suprema do Palácio do Planalto.

A tendência é que a maioria dos ministros seja substituída pelos secretários-executivos. Lula vai priorizar nomes da casa, que já estão familiarizados com a rotina dos ministérios e devem manter as entregas.

Em algumas pastas, o cenário está indefinido. O presidente ainda não bateu o martelo sobre o sucessor da ministra Gleisi Hoffmann (PT), na Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação política do governo. Segundo a titular da pasta, que deixa o cargo na quarta-feira (1º/4), a decisão deve ser tomada até o fim da semana.

Inicialmente, o plano era promover o atual chefe do Conselhão, Olavo Noleto, ao cargo de ministro. Nos últimos dias, porém, o presidente passou a avaliar alternativas com maior trânsito no Congresso.

Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, Noleto segue no páreo, e aliados apostam que ele pode acabar escolhido caso o Planalto não encontre um nome mais experiente disposto a assumir o posto nesta reta final do mandato.

Indefinições

O destino do ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), segue incerto. Ele é cotado tanto para disputar o Senado quanto para compor, como vice, a chapa do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad na corrida ao governo de São Paulo.

Em outra frente, também é apontado como possível substituto de Geraldo Alckmin (PSB) no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Alckmin, por sua vez, vai deixar o comando da pasta, mas permanecerá na Vice-Presidência da República. A tendência é que volte a compor a chapa de Lula como vice, apesar de o presidente já ter sugerido publicamente a possibilidade de uma candidatura de Alckmin ao Senado por São Paulo.

De toda forma, o pessebista, com forte capital político no estado, deve atuar como peça-chave na campanha de Haddad ao Palácio dos Bandeirantes.

Já o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), também está indefinido. Ele ainda não decidiu se deixará o governo para disputar vaga na Câmara dos Deputados por Pernambuco.

Para o ministro da Educação, o cenário também é incerto. Camilo Santana (PT) vai se desincompatibilizar do cargo, inicialmente para atuar na campanha pela reeleição do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT). Nos bastidores, porém, o PT não descarta lançá-lo ao governo estadual, caso Elmano não avance nas pesquisas frente a Ciro Gomes (PSDB).

Nessa segunda-feira (30/3), Lula afirmou que Camilo será “candidato a não sei o quê” e anunciou que o secretário-executivo do MEC, Leonardo Barchini, vai assumir o comando da pasta.

Já o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), decidiu permanecer no cargo. Inicialmente cotado para disputar o Senado por Minas Gerais, ele confirmou, em Belo Horizonte, nessa segunda, que não concorrerá a um cargo eletivo neste ano.

Silveira segue no Executivo em um momento sensível, marcado pela alta nos preços dos combustíveis em meio ao conflito no Oriente Médio.

Saída de ministros

  • Cerca de 18 ministros devem deixar o governo para disputar cargos na Câmara, no Senado e nos Executivos locais.
  • A legislação eleitoral determina que autoridades públicas que pretendem concorrer a cargos diferentes daqueles que ocupam devem se desincompatibilizar do posto seis meses antes da eleição.
  • O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Portanto, a data-limite para desincompatibilização é 4 de abril.
  • A tendência é que os auxiliares do presidente sejam substituídos por quadros de dentro dos ministérios, com o objetivo de manter as entregas até o fim do mandato.

Veja os ministros que devem deixar o governo para disputar as eleições e quais cargos vão concorrer:

Governos estaduais

  • Fernando Haddad (PT), Fazenda: deixou o cargo em 20 de março: pré-candidato ao governo de São Paulo;
  • Renan Filho (MDB), Transportes: pré-candidato ao governo de Alagoas.

Senado

  • Rui Costa (PT), Casa Civil: pré-candidato ao Senado pela Bahia;
  • Gleisi Hoffmann (PT), Secretaria de Relações Institucionais: pré-candidata ao Senado pelo Paraná;
  • Simone Tebet (PSB), Planejamento e Orçamento: pré-candidata ao Senado por São Paulo;
  • Marina Silva (Rede), Meio Ambiente: cotada para concorrer ao Senado ou vice em São Paulo;
  • Carlos Fávaro (PSD), Agricultura e Pecuária: pré-candidato ao Senado por Mato Grosso;
  • Waldez Góes (PDT), Integração Regional: pré-candidato ao Senado pelo Amapá;
  • André Fufuca (PP), Esporte: cotado para concorrer ao Senado ou governo do Maranhão.

Câmara dos Deputados

  • Jader Filho (MDB), Cidades: pré-candidato à Câmara pelo Pará;
  • Silvio Costa Filho (Republicanos), Portos e Aeroportos: pré-candidato à Câmara por Pernambuco;
  • Paulo Teixeira (PT), Desenvolvimento Agrário: pré-candidato à Câmara por São Paulo;
  • Anielle Franco (PT), Igualdade Racial: pré-candidata à Câmara pelo Rio de Janeiro;
  • Sonia Guajajara (PSol), Povos Indígenas: pré-candidata à Câmara por São Paulo.

Assembleias estaduais

  • Macaé Evaristo (PT), Direitos Humanos e da Cidadania: cotada para concorrer a uma vaga de deputada estadual na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Fonte: Metrópoles/Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo