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TRE faz retotalização de votos para permitir nova eleição na Alerj

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realizará, nesta terça-feira (31/3), às 15h, o reprocessamento da totalização dos votos das eleições de 2022. A medida se dá para abrir caminho e permitir nova eleição para a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

O reprocessamento é motivado pela decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que cassou o diploma do deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), ex-presidente da Casa, anulando os 97.822 votos recebidos por ele.

O ato será comandado pelo desembargador Claudio de Mello Tavares. Bacellar foi cassado no TSE em processo que julgou o desvirtuamento da destinação de recursos da Fundação Ceperj, com finalidade eleitoreira. O julgamento também marcou a inelegibilidade do ex-governador do Rio Cláudio Castro.

Como funciona a retotalização dos votos?

  1. De início, o Sistema de Totalização processa as alterações lançadas previamente no Sistema de Candidaturas, em seguida os votos do candidato são anulados e o sistema recalculará o quociente eleitoral, baseado na proporção de votos válidos por cadeira em disputa.
  2. O quociente eleitoral é determinado por meio da divisão do total de votos válidos para um cargo pelo número de vagas a serem preenchidas naquele mesmo cargo, já o quociente partidário é o que define o número de cadeiras às quais cada agremiação terá direito. Ele é determinado dividindo o total de votos válidos que o partido ou federação obteve pelo quociente eleitoral, desprezada a fração;
  3. O novo quociente eleitoral vai determinar osquocientes partidários para composição das bancadas, considerando os candidatos que tenham obtido votos em número igual ou superior a 10% do quociente eleitoral, tantos quantos o respectivo quociente partidário indicar, na ordem da votação nominal que cada uma(um) tenha recebido;
  4. As vagas não preenchidas pelo quociente partidário serão distribuídas pelo cálculo das médias. Ao partido político ou federação que apresentar a maior média cabe uma das vagas a preencher, desde que tenha atingido 80% do quociente eleitoral e tenha em sua lista candidata ou candidato que atenda à exigência de votação nominal mínima de 20% do quociente eleitoral. A operação deverá ser repetida para a distribuição de cada uma das vagas restantes;
  5. Quando não houver mais partidos políticos ou federações que tenham alcançado votação de 80% do quociente eleitoral e que tenham em suas listas candidatas ou candidatos com votação mínima de 20% desse quociente, todos os partidos políticos, federações, candidatas e candidatos participarão da distribuição das cadeiras remanescentes, aplicando-se o critério das maiores médias.

Após isso, a Alerj poderá realizar nova eleição para eleger o novo presidente da Casa.

Lembrando que, logo depois do pleito que colocou Douglas Ruas (PL), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) anulou a votação da Alerj. Na decisão, a Corte considerou que o processo eleitoral na Alerj só poderia ser deflagrado após a retotalização dos votos pelo TRE.

Bacellar

Bacellar retornou à prisão na última sexta-feira (27/3). O ex-presidente da Alerj foi preso em casa, em Teresópolis (RJ), pela Polícia Federal (PF).

Os mandados de prisão preventiva e busca e apreensão foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente da Alerj foi encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro.

Segundo a PF, o investigado responde pelo vazamento de informações sigilosas, com resultado em obstrução das apurações da Operação Zargun, deflagrada em setembro de 2025.

Bacellar havia sido preso em dezembro, após uma investigação que apurava supostos vazamentos de dados de uma operação contra o Comando Vermelho (CV).

A nova prisão faz parte da Operação Unha e Carne III, relacionada com a ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas), que, entre outras diligências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.

Zanin suspende eleições indiretas

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a realização de eleições indiretas para o governo do Rio de Janeiro, em decisão liminar, e pediu destaque no julgamento sobre as regras do pleito, na noite de sexta-feira (27/3).

Com isso, o julgamento no plenário virtual — que já tinha maioria para restabelecer o prazo de 24 horas para desincompatibilização de candidatos e manter a suspensão do voto aberto — será levado ao plenário físico, ainda sem data marcada. A ida do julgamento ao plenário físico zera os votos.

O movimento ocorreu após Zanin atender a um pedido do Partido Social Democrático (PSD), em outro processo, no qual concedeu liminar para suspender a realização de eleições indiretas no Rio de Janeiro até decisão final do STF.

Fonte: Metrópoles/Foto: Divulgação/Alerj

Medicamentos devem ficar quase 4% mais caros a partir desta 4ª feira (1º/4)

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Os medicamentos deverão ter reajuste entre 1,13% e 3,81% a partir desta quarta-feira (1º/4). A alta anual é definida pela Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos (Cmed), que prevê aumento médio de 1,95%, ou seja, abaixo da inflação medida pelo IPCA, de 3,81%, nos últimos 12 meses.

reajuste depende de aval do governo federal e, caso entre em vigor com tais índices, o aumento nos preços não é automático nem imediato.

De acordo com estimativas do mercado e de sindicatos da categoria, os remédios de maior concorrência no mercado deverão elevar os preços em até 3,81%. Aqueles classificados no nível 2, considerados intermediários de concorrência, poderão aplicar alta de 2,47%. Os de menor concorrência poderão ajustar os preços em até 1,13%.

Segundo a Lei nº 10.742, de 2003, medicamentos fitoterápicos, isentos de prescrição de alta concorrência no mercado e homeopáticos não precisam seguir a regra de reajuste anual.

A resolução da CMED com os porcentuais deverá ser publicada até esta terça-feira (31/3).

Fonte: Metrópoles/Foto: Images By Tang Ming Tung/Getty Images

COP15 aprova inclusão de 40 espécies de animais em lista de proteção

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A COP15 (15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres), em Campo Grande (MS), terminou neste domingo (29) com mais 40 espécies protegidas, 16 novas ações de cooperação internacional e 39 resoluções que deverão ser adotadas pelos 132 países participantes, mais a União Europeia. Os resultados são inéditos.

Segundo o presidente da COP15, João Paulo Capobianco, a conferência foi considerada um sucesso tanto no avanço coletivo, quanto nas iniciativas lideradas pelo Brasil. “Nós trouxemos 60 negociadores. Os maiores especialistas em aves, répteis, mamíferos, insetos. Todos muito envolvidos nos debates que ocorreram ao longo da semana”, afirmou.

Foram aprovadas seis das sete propostas brasileiras de inclusão de espécies nos Anexo I (espécies ameaçadas de extinção) e Anexo II (espécies que demandam esforços internacionais de conservação) da Convenção de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês).

As aves maçarico-de-bico-torto e maçarico-de-bico-virado foram listadas no Anexo I. O peixe pintado, o tubarão cação-cola-fina e a ave caboclinho-do-pantanal entraram para o Anexo II e as aves petréis serão incluídas nas duas listas.

A única proposta brasileira que foi retirada das negociações foi a de incluir o tubarão cação-anjo-espinhoso no Anexo II, sob a condição de acordo para uma ação conjunta entre Brasil, Argentina e Uruguai a fim de reavaliar a situação da espécie. “Havia uma controvérsia se a espécie estava ou não em risco, ou algum tipo de ameaça”, explica Capobianco.

Outras iniciativas apoiadas pelo Brasil, mas lideradas por outros países, como a proposta francesa de inclusão da ariranha nos dois anexos da CMS, também tiveram êxito.

Das 42 propostas globais para ajustes nas lists de proteção do tratado internacional, também não foi acordada a retirada do cervo-de-Bokhara, uma espécie asiática que mesmo tendo apresentado melhora na população, ainda permanecerá protegida por mais alguns anos, até nova avaliação.

“Hoje a gente ainda tem 400 espécies no mundo que fazem migração, não estão em nenhuma lista e tem sido um esforço gradativo, para cada vez mais, a gente conseguir a proteção dessas espécies. Conseguimos avançar em 10%. Em nenhuma outra COP houve um número tão representativo”, acrescentou o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho.

Entre as 16 ações de cooperação internacional, também foram aprovadas propostas brasileiras como o Plano de Ação para a Conservação dos Grandes Bagres Migratórios Amazônicos e as ações de cooperação para a conservação do tubarão-mangona e do tubarão-peregrino.

Sob a liderança brasileira, também foram aprovadas 39 resoluções que tratam de saúde, proteção de habitats, compatibilização com as rotas migratórias e infraestrutura, especialmente de energia, que costuma criar barreiras em relação à migração dessas espécies.

“Essa convenção tem um aspecto importante de destacar. Ela é legalmente vinculante. Quer dizer que as decisões que ela toma, os países signatários têm que seguir. Ela tem força legal”, reforça Capobianco.

Multilateralismo

A escolha da Cidade de Campo Grande, considerada a porta do bioma Pantanal, que recebe centenas de espécies em suas rotas de migração, foi considerada estratégica pelos negociadores de todo o mundo, destacou Patrick Luna, chefe da Divisão de Biodiversidade do Ministério das Relações Exteriores.

“É uma região que nos aproxima da mensagem fundamental dessa convenção de que não adianta um país sozinho proteger uma espécie, se essa espécie nasce em um país, se alimenta em um terceiro e tem um ciclo de maturidade mais adiante. É necessário que todos os países [por onde ele passa] atuem de maneira coordenada.”

O diplomata lembra que a escolha do Brasil para sediar a COP15 está inserida em uma política de valorização do multilateralismo.

“Nós acreditamos que é absolutamente impossível resolver os problemas [globais] de maneira isolada e essa COP nos aproxima muito dessa mensagem”, acrescenta. Os resultados da escolha pelo fortalecimento do trabalho de cooperação entre os países foram inéditos, como o acordo pela construção de estratégia de mobilização de recursos. “É uma plataforma para ajudar os países em desenvolvimento a estarem em condições plenas de conseguir cumprir os compromissos da CMS”.

Fonte: Amazonas Atual/Foto: Rafa Neddermeyer/ABr

Paraná Pesquisas: para 53,3% dos eleitores, Lula não merece reeleição

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Para mais da metade dos eleitores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não merece ser reeleito nas disputas presidenciais de 2026, diz pesquisa divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (30/3).

De acordo com o levantamento, 53,3% dos eleitores acreditam que Lula não merece ser reeleito. Ainda assim, 43,7% dos entrevistados defendem um novo mandato para o petista em 2026. O grupo dos que não souberam ou não quiseram opinar recuou para 3%.

Para o levantamento, foram entrevistados 2.080 eleitores entre 25 e 28 de março, por meio de entrevistas pessoais e domiciliares. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

Fonte: Metrópoles/Foto: HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto

Senador alçou cidade onde tem hotel a líder das emendas Pix em SP

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Poucos municípios paulistas podem dizer que têm um senador para chamar de seu. Morungaba, no interior de São Paulo, é uma dessas exceções. Alexandre Giordano (Podemos), que tem negócios por ali, alçou a cidadezinha de menos de 15 mil habitantes ao topo do ranking de emendas Pix em São Paulo.

Pouco conhecido, o suplente, que assumiu em 2021 após a morte de Major Olímpio (do antigo PSL), chamou a atenção de muita gente após tentar dar uma carteirada ao ser parado pela Polícia Militar com a Carteira Nacional de Habilitação vencida e sem placa no veículo.

Em Morungaba, porém, Giordano é conhecido pela verba que canaliza para o município– até hoje, 95% (R$ 29,2 milhões) dos R$ 30,7 milhões recebidos em emendas Pix pela cidade.

Levantamento feito pelo Metrópoles mostra que Morungaba recebeu, desde 2021, o equivalente a R$ 2.105,47 por habitante. Mesmo quando se fala em números absolutos, ela fica no top 10, mais especificamente em nono lugar, acima de cidades muito maiores, como Guarulhos e Santo André.

As emendas Pix caem direto na conta das prefeituras e só passaram a ser mais facilmente fiscalizadas após ordens do Supremo Tribunal Federal (STF).

Conforme revelado pelo Metrópoles, uma das emendas do senador, no valor de R$ 3 milhões, previa melhorias em uma estrada onde fica um hotel fazenda dele, o São Silvano.

A indicação de 2024 previa o projeto e a execução de paisagismo na estrada municipal Benedito Olegário Chiavatto, segundo o portal Transferegov. A via é a mesma onde fica o Hotel Fazenda São Silvano, de propriedade do senador, com diárias de R$ 1,1 mil a R$ 2,2 mil.

Na ocasião, Giordano afirmou que suas emendas eram feitas após solicitação da prefeitura e que se trata de uma via pública que “beneficia a coletividade”. A obra era prevista para ficar pronta em 24 meses, mas não há atualização sobre essa meta específica no site Transferegov.

Outra emenda de Giordano, esta do ano passado, visava beneficiar o turismo da cidade ao destinar quase R$ 3 milhões para o Morungaba Rodeo Fest. Boa parte dos valores de emendas, no entanto, foram para asfaltamento de vias do município.

R$ 100 milhões em emendas

Diferentemente de muitos parlamentares que preferem pulverizar emendas para diversas cidades, Giordano costuma concentrar suas destinações a poucas cidades, o que reduz o potencial retorno eleitoral das medidas.

No caso das emendas Pix, os mais de R$ 100 milhões de Giordano foram para apenas sete cidades, sendo Morungaba a segunda colocada. Osasco, a primeira, recebeu R$ 35 milhões. Logo atrás, vem Ubatuba, local que o senador costuma frequentar, a julgar pelos reembolsos de notas de restaurantes que pede no Senado mesmo em dias de recesso, e que teve R$ 24 milhões em destinações.

Giordano tem base na zona norte de São Paulo, mas não destinou emendas Pix para a capital, hoje administrada por um desafeto do senador, o prefeito Ricardo Nunes (MDB).

O que diz Giordano

Giordano afirmou, em nota, referindo-se às emendas Pix pelo seu nome oficial, que as transferências especiais foram enviadas em um período de seis anos, com média anual de R$ 5,8 milhões. “O fato de o município ter menor população não elimina suas demandas em áreas como saúde, infraestrutura e segurança, nem reduz a necessidade de recursos para seu atendimento”, diz o comunicado.

Segundo a nota, os recursos foram indicados “a partir de solicitações formais da prefeitura, com base em demandas locais, e seguiram todos os trâmites legais de aprovação, empenho e pagamento”. O senador afirmou que nunca nenhuma verba de emenda foi aplicada em obra que beneficia a propriedade de sua família, “uma vez que o patrimônio familiar foi construído antes do mandato parlamentar”.

Ainda sobre o caso da ocorrência de trânsito que o colocou em evidência na última semana, Giordano afirmou que “foi autuado e liberado no local, não havendo qualquer tentativa de fuga ou descumprimento de ordem policial”. “As pendências identificadas foram imediatamente encaminhadas para regularização, sendo que o veículo já se encontra devidamente em conformidade com a legislação.”

Pódio de emendas

No pódio de cidades com maior valor em emendas Pix por habitante, estão outras duas cidadezinhas do interior, Santa Clara d’Oeste (R$ 1.881,63 per capita) e Queiroz (R$ 1.822,70).

No ranking de valores absolutos, a primeira colocada segue sendo Carapicuíba, que, conforme o Metrópoles mostrou, é uma espécie de paraíso das emendas, graças às destinações de políticos da bancada evangélica.

Municípios com maior volume de emendas Pix por pessoa:

  1. Morungaba: R$ 2.105,47
  2. Santa Clara d’Oeste: R$ 1.881,63
  3. Queiroz: R$ 1.822,70
  4. Águas de São Pedro: R$ 1.417,99
  5. Monteiro Lobato: R$ 1.381,56
  6. Rubinéia: R$ 1.258,80
  7. Santa Rita d’Oeste: R$ 1.070,91
  8. Santana da Ponte Pensa: R$ 1.047,33
  9. Pedranópolis: R$ 719,90
  10. Arapeí: R$ 708,79

Municípios com maior valor absoluto de emendas Pix:

  1. Carapicuíba: R$ 172.525.404
  2. São Paulo: 75.382.865
  3. Cotia-SP: 55.480.243
  4. Osasco-SP: 46.500.000
  5. Campinas-SP: 41.311.068
  6. Praia Grande-SP: 37.575.748
  7. Embu das Artes-SP: 35.929.673
  8. Ferraz de Vasconcelos-SP: 31.282.278
  9. Morungaba-SP: 30.718.765
  10. Mairiporã-SP: 30.495.249

Fonte: Metrópoles/Foto: Fotomontagem/Metrópoles

Celina Leão assume governo do DF nesta segunda (30/3)

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Celina Leão (PP) assume oficialmente o cargo de governadora do Distrito Federal, nesta segunda-feira (30/3).

A transmissão do cargo para Celina ocorrerá em sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), a partir das 9h.

Ibaneis renunciou ao cargo de governador para disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro deste ano. O emedebista apadrinhará Celina na disputa pela sucessão no GDF.

Perfil

Natural de Goiânia (GO), Celina Leão tem 49 anos. É formada em administração e direito. Sempre atuou na política, iniciando a vida pública como aliada do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz.

Celina foi eleita deputada distrital pela primeira vez em 2011 e reeleita em 2015. Na Câmara Legislativa, fez 43 leis distritais, atuou como presidente e procuradora especial da Mulher.

Durante o mandato de deputada distrital, Celina rompeu com o então governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), após o socialista se posicionar contra a reeleição dela como presidente da CLDF.

“O Rollemberg é frio e calculista. O temperamento do Ibaneis é diferente. Ele pode te falar não, mas fala agora. O Rodrigo não fala nem não nem sim. Ele te enrola, mente e arma”, disse Celina logo após a eleição de 2018, comparando o ex-governador com o novo eleito.

Nas eleições de 2018, já como aliada de Ibaneis Rocha (MDB), disputou e conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados, com 31.610 votos.

Celina chegou a se afastar do mandato de deputada federal para assumir os cargos de secretária de Esporte e da Mulher do DF, no primeiro mandato de Ibaneis. Em 2022, foi eleita vice-governadora.

Após os atos antidemocráticos do 8 de Janeiro, Celina Leão desempenhou a função de governadora em exercício do DF por 66 dias, período que durou o afastamento de Ibaneis, determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Depois, ele retornou ao cargo e o inquérito acabou arquivado.

Tocou a cidade com carinho, força. Só tenho a agradecer por tudo que ela fez“, declarou Ibaneis sobre Celina durante discurso ao voltar ao GDF.

Agora, em 2026, disputará o cargo de governadora do DF com a caneta na mão, tendo como alguns dos principais apoiadores a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e Ibaneis Rocha.

Fonte: Metrópoles/Foto: Reprodução/VGDF

O que acontece agora após o fim da CPMI do INSS sem relatório aprovado

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) criada para investigar os desvios bilionários no INSS encerrou os trabalhos sem um desfecho conclusivo, após não aprovar seu relatório final. Mesmo sem consenso, parlamentares se movimentam para buscar resultados nos últimos sete meses de investigação do colegiado e fazer com que outros órgãos sigam com o trabalho. O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens.

Ao Metrópoles, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que vai enviar o relatório rejeitado à Polícia Federal (PF), Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público (MP) e à Receita Federal.

O documento tem mais quatro mil páginas e pede o indiciamento de 216 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. O texto foi rejeitado por 19 votos a 12, puxado pelo voto de parlamentares governistas, que eram maioria no colegiado.

Em paralelo ao texto reprovado, congressistas da base do governo produziram um outro relatório, que foi rejeitado pelo relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). O documento paralelo é nomeado pelos parlamentares de “relatório da maioria” e pede o indiciamento de 130 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho Flávio Bolsonaro (PL).

Embora o texto sequer tenha sido apreciado pela CPMI do INSS, o líder do governo no Senado Federal, o senador Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que vai encaminhar o documento à Polícia Federal, à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

CPMI do INSS

  • A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apurou os desvios bilionários no INSS encerrou seus trabalhos na última sexta-feira (27/3) após sete meses de investigações.
  • A comissão, como parte do previsto na Constituição Federal, deveria apresentar aos seus membros um relatório final com a conclusão do que foi investigado enquanto a CPMI estava atuando.
  • Esse documento final, contudo, foi um ponto de impasse entre os membros da comissão e foi rejeitado pela maioria dos seus membros. Dessa forma, o colegiado foi encerrado sem uma conclusão final.
  • Apesar de não ter chegado a um fim oficialmente conclusivo, investigações realizadas pela Comissão ainda podem gerar resultados legais ou institucionais.

O que diz a Constituição Federal

Em tese, a Constituição Federal prevê que as conclusões de uma CPMI, se aprovadas, devem ser encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil e criminal dos infratores apontados pelo colegiado.

Quando o relatório de uma CPMI — que, ao longo de sua atuação, dispõe de poderes de investigação próprios de autoridades judiciais — é aprovado, suas conclusões ganham maior peso político e institucional, o que pode impulsionar a responsabilização dos envolvidos.

Por outro lado, é direito do cidadão brasileiro e do parlamentar apresentar conclusões ou denúncias a órgãos superiores, como a Polícia Federal e a PGR. Essas representações, contudo, perdem o peso institucional que um documento aprovado pela CPMI teria.

O advogado e cientista político Valdir Pucci pontua que, ainda que a comissão não tenha chegado a uma conclusão em termos oficiais, não quer dizer que os resultados alcançados nos últimos meses será perdido.

“Todas as provas e todas as investigações podem ser encaminhadas, por exemplo, ao Ministério Público, para que o Ministério Público avalie aquilo que foi investigado, aquilo que foi discutido e aquilo que foi apresentado pelo relatório”, declara o especialista.

Ou seja, mesmo sem consenso entre parlamentares sobre as conclusões da CPMI, as investigações realizadas pela Comissão ainda podem gerar resultados legais ou institucionais.

Impasses na CPMI do INSS

Instalada no dia 20 de agosto de 2025, a CPMI do INSS acabou se tornando palco da polarização que domina o cenário político nacional. Em poucas semanas, a comissão foi marcada por discussões, bate-boca e debate virtual entre seus membro.

Tal impasse refletiu o resultado final da comissão, que não teve seu relatório final aprovado. Embora a oposição ocupasse postos estratégicos na CPMI, como a presidência e a relatoria, o governo era maioria e rejeitou o documento produzido pelo colegiado.

Governistas apontavam o documento, produzido pelo relator Alfredo Gaspar, filiado ao Partido Liberal de Jair Bolsonaro, como “enviesado. Na avaliação desses parlamentares, o texto buscava relacionar o esquema do INSS ao governo petista e o afastava da gestão do ex-presidente Bolsonaro (PL), embora ele fosse o presidente no período em que a fraude teve início.

Por outro lado, a oposição acusa parlamentares da base governista de atrapalharem a atuação da CPMI com o objetivo de atender a interesses pessoais do presidente Lula, que teve seu filho entre os citados no esquema.

Lulinha é uma das pessoas citadas no esquema que desviou mais de R$ 2 bilhões de aposentados e pensionistas através de descontos indevidos. O filho do presidente Lula é suspeito ainda de ter recebido uma mesada do Careca do INSS, Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como o responsável pela fraude.

Fonte: Metrópoles/Foto: Reprodução/TV Senado

Ações asiáticas recuam com petróleo acima de US$ 100 e incertezas no Irã

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A maioria das ações asiáticas opera em queda nesta segunda-feira (30/3). A possível escalada na guerra no Oriente Médio e a disparada do preço do petróleo, com barris negociados acima de US$ 100, refletem diretamente a instabilidade nos pregões da Ásia.

O índice japonês Nikkei 225 caiu 4,5%, enquanto o S&P/ASX 200 da Austrália perdeu 1,2%. O Kospi da Coreia do Sul despencou 3,2%, o Hang Seng de Hong Kong perdeu 1,7% e o Composto de Xangai recuou 0,7%.

Enquanto isso, no comércio energético, o petróleo bruto de referência dos EUA subiu US$ 2,28, chegando a US$ 101,92 por barril. O petróleo Brent, o padrão internacional, teve alta de US$ 2,88, chegando a US$ 115,45 por barril.

As incertezas no mercado financeiro global passam, ainda, pela possibilidade de incursões terrestres dos Estados Unidos no Irã.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusa os Estados Unidos de estarem planejando uma ofensiva terrestre “secretamente”. Ele também disse que os soldados iranianos estão “esperando” a entrada das tropas norte-americanas.

“O inimigo abertamente envia mensagens de negociação e diálogo, mas secretamente planeja um ataque terrestre. Mal sabem eles que os homens estão esperando a entrada dos soldados terrestres americanos para lançar fogo sobre suas almas e puni-los e a seus parceiros regionais para sempre”, afirmou.

Ofensiva terrestre

Na sexta-feira (26/3), o jornal norte-americano Wall Street Journal afirmou que os EUA avaliam enviar mais 10 mil militares terrestres ao Oriente Médio. O país estaria planejando, inclusive, uma ofensiva contra a Ilha Kharg, que administra cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã.

Com a guerra entre os EUA, Israel e o Irã completando um mês nesse fim de semana, ainda não há perspectiva de um desfecho próximo.

O Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa um quinto do petróleo mundial, continua fechado desde 28 de fevereiro, o que causa alta no preço do petróleo global. O Irã tem permitido, ocasionalmente, a passagem de embarcações de países que consideram aliados.

Nesse domingo (29/3), chanceleres do Paquistão, da Turquia, do Egito e da Arábia Saudita se reuniram na capital paquistanesa em um esforço para reduzir a escalada da guerra no Irã.

Fonte: Metrópoles/Foto: Arte Metrópoles/Otavio Augusto

Passagem aérea para Parintins custa até R$ 8,8 mil no festival

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Ao prestar informações ao deputado Amom Mandel (Cidadania) sobre o preço das passagens aéreas de Manaus para Parintins (município a 369 quilômetros da capital amazonense) no período do festival, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) afirmou que os bilhetes adquiridos com antecedência “acabam por beneficiar aqueles que antecipam suas compras”.

De acordo com a agência, das cerca de seis mil passagens comercializadas na rota entre janeiro e maio de 2025, 88% ficaram abaixo de R$ 1.500, e cerca de 64% foram comercializados abaixo na tarifa média do período (R$ 883,54). Para a Anac, os dados reforçam que passagens compradas com antecedência são mais baratas.

Na prática, porém, as tarifas para quem comprar a passagem hoje (30 de março), com ida no dia 24 e retorno em 29 de junho — cerca de três meses de antecedência —, custam R$ 8,8 mil. O valor é semelhante ao de passagens de Manaus para Madrid (R$ 9,1 mil), distante aproximadamente 7.508 quilômetros, ou Lisboa (R$ 9,1 mil), a 6.975 quilômetros, nos mesmos dias. Em outras datas, o preço da viagem para Parintins chegou a R$ 9,5 mil.

Os preços das passagens aéreas para a Ilha Tupinambarana vêm aumentando nos últimos anos. Em junho de 2022, o MP-AM (Ministério Público do Amazonas) abriu um inquérito civil para apurar possível aumento abusivo, após denúncia de alta de até 900%. O procedimento, no entanto, foi arquivado no mês seguinte.

O promotor de Justiça Lincoln Alencar de Queiroz entendeu que a mudança de preços estava amparada pelo regime de liberdade tarifária e que a média de valores para o trecho naquele ano estava “dentro das margens de reajustes nacionais”. Disse ainda que não havia sido constatada “lesão a interesse ou direito que caiba” ao MP promover a defesa.

No dia 11 deste mês, o deputado Amom Mandel solicitou à Anac informações sobre os valores praticados pelas companhias aéreas diante dos altos preços cobrados no período do festival deste ano. O parlamentar afirmou que, embora o setor opere sob regime de liberdade tarifária, cabe à agência acompanhar o comportamento do mercado.

Amom disse que a “elevação expressiva das tarifas também produz reflexos diretos sobre a atividade turística e sobre a economia local, podendo desestimular a participação de visitantes e reduzir o fluxo turístico associado ao festival”. Em 2025, acomodações em Parintins estavam sendo ofertadas a até R$ 171,1 mil nos principais sites de reservas.

Na nota técnica emitida para subsidiar a resposta ao parlamentar, a Anac revelou que o preço das passagens aéreas entre Manaus e Parintins mais que dobrou nos últimos anos, especialmente no período do Festival Folclórico, em meio à redução da oferta de voos e à concentração de mercado na rota.

Conforme os dados da agência, a tarifa média no mês de junho passou de R$ 663,35 em 2022 para R$ 1.352,19 em 2025 — alta de 104%. Fora do período do evento, o aumento foi semelhante: de R$ 432,44 para R$ 875,35 (102%). A tabela abaixo mostra a tarifa mínima e máxima cobrada ano a ano desde 2021.

De acordo com Amom, há registros de passagens vendidas por mais de R$ 9,5 mil no período para voos de cerca de 1h20. Prints apresentados pelo parlamentar mostram bilhetes de ida e volta, na véspera e após o festival, por cerca de R$ 4,7 mil cada trecho.

Amom afirma que os preços são “manifestamente elevados” em comparação ao restante do ano, quando as passagens costumam variar entre R$ 300 e R$ 600. Para ele, a diferença indica uma elevação atípica durante o evento, o que pode desestimular o turismo em Parintins.

Menos empresas, menos voos

De acordo com a Anac, a alta nos preços ocorre paralelamente à redução da concorrência. Atualmente, apenas a Azul Linhas Aéreas opera regularmente na rota Manaus–Parintins. Há seis anos, o trajeto chegou a contar com até seis empresas, incluindo MAP, Passaredo (Voepass) e Total.

Com o tempo, as companhias deixaram o mercado, sobretudo após os impactos da pandemia de Covid-19. Em 2025, a Azul e sua subsidiária Azul Conecta concentraram 100% das operações.

Além disso, a oferta de assentos diminuiu. Dados da Anac mostram que a Azul disponibilizou 69,2 mil lugares em 2022, número que caiu para 39,8 mil em 2025 — redução de 42%.

Outro fator foi a suspensão, em dezembro de 2024, do pouso de aviões turbojatos em Parintins por questões de segurança, limitando a operação a aeronaves menores, com menos capacidade de passageiros. Em abril de 2025, a agência autorizou os aviões de grande porte, desde que a prefeitura, que administra o aeroporto, fizesse uma reforma.

Alta demanda pressiona preços

A Anac aponta que o aumento da demanda durante o festival influencia diretamente os preços. A taxa de ocupação dos voos cresceu nos últimos anos: na ida para Parintins, passou de 60,2% em 2022 para 89,5% em 2025; na volta, de 76,4% para 91,8%.

De acordo com a a agência, para atender ao fluxo, o número de voos aumenta nos dias próximos ao evento, chegando a até 22 operações diárias. Mesmo assim, a procura elevada pressiona as tarifas, principalmente para quem compra passagens perto da data da viagem.

“É comum que as empresas aéreas ofertem bilhetes mais caros à medida em que se aproxima a data da viagem, ou para períodos em que a demanda é muito elevada, caso do festival de Parintins, assim como diversos outros casos”, diz a nota técnica.

Segundo a agência, embora existam bilhetes com valores muito altos, eles representam uma parcela pequena do total. Em 2025, cerca de 73% das passagens vendidas em junho ficaram abaixo de R$ 1.500, e 35% abaixo de R$ 500.

Ainda segundo a agência, de seis mil passagens vendidas com antecedência, 88% ficaram abaixo de R$ 1,5 mil. A tarifa média nesse período foi de R$ 883 por trecho, e apenas 127 bilhetes foram comercializados acima de R$ 3 mil (2,13% do total). Ainda assim, 64% foram vendidos abaixo da tarifa média do período, de R$ 883,54.

A agência ressalta que a formação dos preços das passagens aéreas é influenciada por diversos fatores, como demanda, sazonalidade, custos operacionais e antecedência da compra. Nesse modelo, as tarifas são dinâmicas e variam constantemente, podendo haver diferentes preços para um mesmo voo.

Segundo a Anac, em períodos de alta procura e capacidade limitada — como ocorre durante o Festival de Parintins —, a tendência é de elevação nos preços. A agência também destaca que passagens adquiridas com maior antecedência costumam ser mais baratas, enquanto compras feitas próximas à data da viagem tendem a registrar valores mais elevados.

Fonte: Amazonas Atual/Foto: Cindacta IV/Divulgação

Motor explode em decolagem e avião faz pouso de emergência em Guarulhos

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Um avião da Delta Airlines realizou um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Guarulhos na noite deste domingo (29), após uma falha no motor logo depois da decolagem. Não há informações de feridos.

A aeronave partiu às 23h49 com destino a Atlanta, nos Estados Unidos, quando, segundos após sair do solo, houve uma explosão no motor esquerdo. O incidente provocou a queda de fragmentos chamuscados na área ao lado da pista, o que deu início a um foco de incêndio.

A ocorrência foi identificada pela torre de controle do aeroporto, que alertou a tripulação. Diante da situação, o piloto declarou emergência, com o chamado “mayday”, e iniciou o retorno imediato ao terminal.

Segundo dados da plataforma Flightradar24, o voo permaneceu no ar por cerca de nove minutos. Equipes de bombeiros do aeroporto foram acionadas e conseguiram controlar as chamas dos em poucos minutos.

O avião envolvido é um Airbus A330-323 e operava o voo DL0104, que seguiria para Atlanta, no estado da Geórgia. A partida estava prevista para 23h40, com chegada estimada às 7h40 no horário local.

Em comunicado publicado em seu site, a Delta informou que o voo foi cancelado devido a problemas mecânicos e pediu desculpas aos passageiros pelo transtorno.

A companhia aérea e a administração do aeroporto ainda não haviam detalhado as causas da falha até a última atualização desta reportagem.

Fonte: Amazonas Atual/Imagem: Aviação Guarulhos/YouTube/Reprodução