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Passagem aérea para Parintins custa até R$ 8,8 mil no festival

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Ao prestar informações ao deputado Amom Mandel (Cidadania) sobre o preço das passagens aéreas de Manaus para Parintins (município a 369 quilômetros da capital amazonense) no período do festival, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) afirmou que os bilhetes adquiridos com antecedência “acabam por beneficiar aqueles que antecipam suas compras”.

De acordo com a agência, das cerca de seis mil passagens comercializadas na rota entre janeiro e maio de 2025, 88% ficaram abaixo de R$ 1.500, e cerca de 64% foram comercializados abaixo na tarifa média do período (R$ 883,54). Para a Anac, os dados reforçam que passagens compradas com antecedência são mais baratas.

Na prática, porém, as tarifas para quem comprar a passagem hoje (30 de março), com ida no dia 24 e retorno em 29 de junho — cerca de três meses de antecedência —, custam R$ 8,8 mil. O valor é semelhante ao de passagens de Manaus para Madrid (R$ 9,1 mil), distante aproximadamente 7.508 quilômetros, ou Lisboa (R$ 9,1 mil), a 6.975 quilômetros, nos mesmos dias. Em outras datas, o preço da viagem para Parintins chegou a R$ 9,5 mil.

Os preços das passagens aéreas para a Ilha Tupinambarana vêm aumentando nos últimos anos. Em junho de 2022, o MP-AM (Ministério Público do Amazonas) abriu um inquérito civil para apurar possível aumento abusivo, após denúncia de alta de até 900%. O procedimento, no entanto, foi arquivado no mês seguinte.

O promotor de Justiça Lincoln Alencar de Queiroz entendeu que a mudança de preços estava amparada pelo regime de liberdade tarifária e que a média de valores para o trecho naquele ano estava “dentro das margens de reajustes nacionais”. Disse ainda que não havia sido constatada “lesão a interesse ou direito que caiba” ao MP promover a defesa.

No dia 11 deste mês, o deputado Amom Mandel solicitou à Anac informações sobre os valores praticados pelas companhias aéreas diante dos altos preços cobrados no período do festival deste ano. O parlamentar afirmou que, embora o setor opere sob regime de liberdade tarifária, cabe à agência acompanhar o comportamento do mercado.

Amom disse que a “elevação expressiva das tarifas também produz reflexos diretos sobre a atividade turística e sobre a economia local, podendo desestimular a participação de visitantes e reduzir o fluxo turístico associado ao festival”. Em 2025, acomodações em Parintins estavam sendo ofertadas a até R$ 171,1 mil nos principais sites de reservas.

Na nota técnica emitida para subsidiar a resposta ao parlamentar, a Anac revelou que o preço das passagens aéreas entre Manaus e Parintins mais que dobrou nos últimos anos, especialmente no período do Festival Folclórico, em meio à redução da oferta de voos e à concentração de mercado na rota.

Conforme os dados da agência, a tarifa média no mês de junho passou de R$ 663,35 em 2022 para R$ 1.352,19 em 2025 — alta de 104%. Fora do período do evento, o aumento foi semelhante: de R$ 432,44 para R$ 875,35 (102%). A tabela abaixo mostra a tarifa mínima e máxima cobrada ano a ano desde 2021.

De acordo com Amom, há registros de passagens vendidas por mais de R$ 9,5 mil no período para voos de cerca de 1h20. Prints apresentados pelo parlamentar mostram bilhetes de ida e volta, na véspera e após o festival, por cerca de R$ 4,7 mil cada trecho.

Amom afirma que os preços são “manifestamente elevados” em comparação ao restante do ano, quando as passagens costumam variar entre R$ 300 e R$ 600. Para ele, a diferença indica uma elevação atípica durante o evento, o que pode desestimular o turismo em Parintins.

Menos empresas, menos voos

De acordo com a Anac, a alta nos preços ocorre paralelamente à redução da concorrência. Atualmente, apenas a Azul Linhas Aéreas opera regularmente na rota Manaus–Parintins. Há seis anos, o trajeto chegou a contar com até seis empresas, incluindo MAP, Passaredo (Voepass) e Total.

Com o tempo, as companhias deixaram o mercado, sobretudo após os impactos da pandemia de Covid-19. Em 2025, a Azul e sua subsidiária Azul Conecta concentraram 100% das operações.

Além disso, a oferta de assentos diminuiu. Dados da Anac mostram que a Azul disponibilizou 69,2 mil lugares em 2022, número que caiu para 39,8 mil em 2025 — redução de 42%.

Outro fator foi a suspensão, em dezembro de 2024, do pouso de aviões turbojatos em Parintins por questões de segurança, limitando a operação a aeronaves menores, com menos capacidade de passageiros. Em abril de 2025, a agência autorizou os aviões de grande porte, desde que a prefeitura, que administra o aeroporto, fizesse uma reforma.

Alta demanda pressiona preços

A Anac aponta que o aumento da demanda durante o festival influencia diretamente os preços. A taxa de ocupação dos voos cresceu nos últimos anos: na ida para Parintins, passou de 60,2% em 2022 para 89,5% em 2025; na volta, de 76,4% para 91,8%.

De acordo com a a agência, para atender ao fluxo, o número de voos aumenta nos dias próximos ao evento, chegando a até 22 operações diárias. Mesmo assim, a procura elevada pressiona as tarifas, principalmente para quem compra passagens perto da data da viagem.

“É comum que as empresas aéreas ofertem bilhetes mais caros à medida em que se aproxima a data da viagem, ou para períodos em que a demanda é muito elevada, caso do festival de Parintins, assim como diversos outros casos”, diz a nota técnica.

Segundo a agência, embora existam bilhetes com valores muito altos, eles representam uma parcela pequena do total. Em 2025, cerca de 73% das passagens vendidas em junho ficaram abaixo de R$ 1.500, e 35% abaixo de R$ 500.

Ainda segundo a agência, de seis mil passagens vendidas com antecedência, 88% ficaram abaixo de R$ 1,5 mil. A tarifa média nesse período foi de R$ 883 por trecho, e apenas 127 bilhetes foram comercializados acima de R$ 3 mil (2,13% do total). Ainda assim, 64% foram vendidos abaixo da tarifa média do período, de R$ 883,54.

A agência ressalta que a formação dos preços das passagens aéreas é influenciada por diversos fatores, como demanda, sazonalidade, custos operacionais e antecedência da compra. Nesse modelo, as tarifas são dinâmicas e variam constantemente, podendo haver diferentes preços para um mesmo voo.

Segundo a Anac, em períodos de alta procura e capacidade limitada — como ocorre durante o Festival de Parintins —, a tendência é de elevação nos preços. A agência também destaca que passagens adquiridas com maior antecedência costumam ser mais baratas, enquanto compras feitas próximas à data da viagem tendem a registrar valores mais elevados.

Fonte: Amazonas Atual/Foto: Cindacta IV/Divulgação

Motor explode em decolagem e avião faz pouso de emergência em Guarulhos

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Um avião da Delta Airlines realizou um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Guarulhos na noite deste domingo (29), após uma falha no motor logo depois da decolagem. Não há informações de feridos.

A aeronave partiu às 23h49 com destino a Atlanta, nos Estados Unidos, quando, segundos após sair do solo, houve uma explosão no motor esquerdo. O incidente provocou a queda de fragmentos chamuscados na área ao lado da pista, o que deu início a um foco de incêndio.

A ocorrência foi identificada pela torre de controle do aeroporto, que alertou a tripulação. Diante da situação, o piloto declarou emergência, com o chamado “mayday”, e iniciou o retorno imediato ao terminal.

Segundo dados da plataforma Flightradar24, o voo permaneceu no ar por cerca de nove minutos. Equipes de bombeiros do aeroporto foram acionadas e conseguiram controlar as chamas dos em poucos minutos.

O avião envolvido é um Airbus A330-323 e operava o voo DL0104, que seguiria para Atlanta, no estado da Geórgia. A partida estava prevista para 23h40, com chegada estimada às 7h40 no horário local.

Em comunicado publicado em seu site, a Delta informou que o voo foi cancelado devido a problemas mecânicos e pediu desculpas aos passageiros pelo transtorno.

A companhia aérea e a administração do aeroporto ainda não haviam detalhado as causas da falha até a última atualização desta reportagem.

Fonte: Amazonas Atual/Imagem: Aviação Guarulhos/YouTube/Reprodução

Chuvas e onda de calor atingem o país nesta 2ª; saiba onde

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Semana Santa começa com chuvas no Norte, em parte do Nordeste e no Sul, enquanto o interior do país segue mais seco. Para esta segunda-feira (30/3), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de “perigo potencial” e “perigo” para chuvas intensas no Norte e no litoral do Nordeste, chegando ao Espírito Santo.

Já o Rio Grande do Sul tem um alerta vermelho, de “grande perigo”, para onda de calor. Neste caso, as temperaturas podem ficar 5ºC acima da média por mais de cinco dias.

Confira a previsão

De acordo com o Inmet, a atuação de um amplo sistema de alta pressão no Atlântico Sul deve comandar o tempo nesta segunda-feira, mantendo as temperaturas elevadas em grande parte do país e favorecendo a formação de instabilidades em áreas específicas.

Na Região Sul, a previsão é de temporais, especialmente entre Santa Catarina e o centro-leste do Paraná. As chuvas devem ocorrer, principalmente pela manhã, com volumes significativos, acompanhadas de trovoadas, rajadas de vento e possibilidade de granizo.

Ao longo do dia, a instabilidade persiste, sobretudo à tarde, com tendência de diminuição apenas no período da noite. Curitiba será a capital com a maior variação de temperatura na área, com mínimas de 17°C e máximas de 29°C.

No Norte, as chuvas serão causadas pela combinação de calor e alta umidade, somada à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Áreas do Amazonas, Amapá, norte do Pará e a faixa que se estende até o Maranhão, Piauí e litoral do Ceará seguem com alta probabilidade de precipitação.

Em Manaus, a previsão é de temperatura mínima de 26°C, e máxima, de 29°C. Em Macapá, Belém e Palmas, mínimas de 25°C, e máximas, de 30°C, 29°C e 33°C.

No Nordeste, a influência desse padrão também atinge a faixa leste, com pancadas entre Pernambuco, Alagoas, Sergipe e norte da Bahia. Já o interior da região registra chuva mais irregular.

Salvador tem previsão de mínimas de 24°C e máximas de 29°C, com Teresina sendo a capital mais quente da região, com as temperaturas oscilando entre 31°C e 33°C.

O Sudeste deve ter um dia típico de verão fora de época: manhã com nevoeiros em áreas serranas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, seguida por elevação das temperaturas e pancadas isoladas à tarde, provocadas pela combinação de calor e umidade.

A capital paulista oscila entre os 17°C e 29°C, com previsões entre 23°C e 29°C no Rio.

No Centro-Oeste, o destaque é o calor intenso. As temperaturas máximas podem ultrapassar 35°C em áreas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com marcas próximas disso em Goiás e no Distrito Federal.

Os mapas indicam que a chuva será mais escassa na região central do país, reforçando o contraste entre áreas sob influência direta das instabilidades e regiões dominadas pelo ar mais seco.

Fonte: Metrópoles/Foto: Freepik

O que acontece agora após o fim da CPMI do INSS sem relatório aprovado

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) criada para investigar os desvios bilionários no INSS encerrou os trabalhos sem um desfecho conclusivo, após não aprovar seu relatório final. Mesmo sem consenso, parlamentares se movimentam para buscar resultados nos últimos sete meses de investigação do colegiado e fazer com que outros órgãos sigam com o trabalho. O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens.

Ao Metrópoles, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que vai enviar o relatório rejeitado à Polícia Federal (PF), Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público (MP) e à Receita Federal.

O documento tem mais quatro mil páginas e pede o indiciamento de 216 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. O texto foi rejeitado por 19 votos a 12, puxado pelo voto de parlamentares governistas, que eram maioria no colegiado.

Em paralelo ao texto reprovado, congressistas da base do governo produziram um outro relatório, que foi rejeitado pelo relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). O documento paralelo é nomeado pelos parlamentares de “relatório da maioria” e pede o indiciamento de 130 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho Flávio Bolsonaro (PL).

Embora o texto sequer tenha sido apreciado pela CPMI do INSS, o líder do governo no Senado Federal, o senador Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que vai encaminhar o documento à Polícia Federal, à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

CPMI do INSS

  • A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apurou os desvios bilionários no INSS encerrou seus trabalhos na última sexta-feira (27/3) após sete meses de investigações.
  • A comissão, como parte do previsto na Constituição Federal, deveria apresentar aos seus membros um relatório final com a conclusão do que foi investigado enquanto a CPMI estava atuando.
  • Esse documento final, contudo, foi um ponto de impasse entre os membros da comissão e foi rejeitado pela maioria dos seus membros. Dessa forma, o colegiado foi encerrado sem uma conclusão final.
  • Apesar de não ter chegado a um fim oficialmente conclusivo, investigações realizadas pela Comissão ainda podem gerar resultados legais ou institucionais.
  • O que diz a Constituição Federal

    Em tese, a Constituição Federal prevê que as conclusões de uma CPMI, se aprovadas, devem ser encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil e criminal dos infratores apontados pelo colegiado.

    Quando o relatório de uma CPMI — que, ao longo de sua atuação, dispõe de poderes de investigação próprios de autoridades judiciais — é aprovado, suas conclusões ganham maior peso político e institucional, o que pode impulsionar a responsabilização dos envolvidos.

  • Por outro lado, é direito do cidadão brasileiro e do parlamentar apresentar conclusões ou denúncias a órgãos superiores, como a Polícia Federal e a PGR. Essas representações, contudo, perdem o peso institucional que um documento aprovado pela CPMI teria.

    O advogado e cientista político Valdir Pucci pontua que, ainda que a comissão não tenha chegado a uma conclusão em termos oficiais, não quer dizer que os resultados alcançados nos últimos meses será perdido.

  • “Todas as provas e todas as investigações podem ser encaminhadas, por exemplo, ao Ministério Público, para que o Ministério Público avalie aquilo que foi investigado, aquilo que foi discutido e aquilo que foi apresentado pelo relatório”, declara o especialista.

    Ou seja, mesmo sem consenso entre parlamentares sobre as conclusões da CPMI, as investigações realizadas pela Comissão ainda podem gerar resultados legais ou institucionais.

  • Impasses na CPMI do INSS

    Instalada no dia 20 de agosto de 2025, a CPMI do INSS acabou se tornando palco da polarização que domina o cenário político nacional. Em poucas semanas, a comissão foi marcada por discussões, bate-boca e debate virtual entre seus membro.

    Tal impasse refletiu o resultado final da comissão, que não teve seu relatório final aprovado. Embora a oposição ocupasse postos estratégicos na CPMI, como a presidência e a relatoria, o governo era maioria e rejeitou o documento produzido pelo colegiado.

  • Governistas apontavam o documento, produzido pelo relator Alfredo Gaspar, filiado ao Partido Liberal de Jair Bolsonaro, como “enviesado. Na avaliação desses parlamentares, o texto buscava relacionar o esquema do INSS ao governo petista e o afastava da gestão do ex-presidente Bolsonaro (PL), embora ele fosse o presidente no período em que a fraude teve início.

    Por outro lado, a oposição acusa parlamentares da base governista de atrapalharem a atuação da CPMI com o objetivo de atender a interesses pessoais do presidente Lula, que teve seu filho entre os citados no esquema.

  • Lulinha é uma das pessoas citadas no esquema que desviou mais de R$ 2 bilhões de aposentados e pensionistas através de descontos indevidos. O filho do presidente Lula é suspeito ainda de ter recebido uma mesada do Careca do INSS, Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como o responsável pela fraude.

 

 

*Metrópoles/Foto: Reprodução/TV Senado

Harry e Meghan Markle estão perto da falência, diz jornalista

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O príncipe Príncipe Harry e a duquesa Meghan Markle voltaram ao centro das atenções após rumores de dificuldades financeiras ganharem força nos últimos dias. Segundo análises recentes de especialistas em realeza, o casal estaria enfrentando uma redução em suas fontes de renda, o que poderia impactar seu estilo de vida nos Estados Unidos.

A jornalista Tina Brown afirmou que os ganhos dos duques de Sussex estariam diminuindo, enquanto os custos elevados — incluindo despesas com segurança e manutenção — continuam altos. Diante desse cenário, ela avalia que o casal pode considerar uma reaproximação com a Família Real Britânica.

Harry e Meghan deixaram oficialmente suas funções na realeza em 2020 e passaram a viver em Montecito, na Califórnia, com os filhos Archie e Lilibet. Desde então, investiram em projetos comerciais e parcerias com plataformas de mídia, além de iniciativas próprias.

Ainda segundo a análise, os trabalhos recentes do casal teriam gerado questionamentos sobre a sustentabilidade financeira a longo prazo. A possibilidade de novos acordos ou mudanças de estratégia não está descartada.

Até o momento, representantes de Harry e Meghan, assim como membros da família real, não se pronunciaram publicamente sobre as especulações.

Antes de se tornar duquesa, Meghan Markle atuava como atriz e ganhou notoriedade na série Suits, que deixou em 2018, ano de seu casamento com o príncipe Harry. Desde então, ela não retornou à atuação, embora haja especulações sobre um possível retorno à carreira artística.

O cenário atual reacende debates sobre a independência financeira do casal após o afastamento da monarquia e sobre o futuro de sua relação com a instituição britânica.

Vitamina D pode influenciar resposta imune em doença intestinal

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Suplementos de vitamina D podem influenciar a forma como o sistema imunológico reage às bactérias presentes no intestino de pessoas com doença inflamatória intestinal (DII). É o que sugere um estudo conduzido por pesquisadores da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, publicado na revista científica Cell Reports Medicine nessa quinta-feira (26/3).

A doença inflamatória intestinal inclui duas condições principais, a doença de Crohn e a colite ulcerativa. Ambas afetam o trato digestivo e estão associadas a uma reação exagerada do sistema imunológico contra bactérias que normalmente vivem no intestino sem causar danos.

Esse processo ocorre quando há uma falha no que os cientistas chamam de tolerância imunológica, mecanismo que permite ao organismo conviver com microrganismos benéficos sem desencadear inflamação.

Segundo o gastroenterologista John Mark Gubatan, principal autor do estudo, os resultados indicam que a vitamina D pode ajudar a ajustar essa relação entre o sistema imunológico e o microbioma intestinal. O pesquisador reforça que compreender melhor esse equilíbrio é essencial para desenvolver novas abordagens terapêuticas para a doença.

O que mostrou o estudo

A pesquisa acompanhou 48 pessoas com doença inflamatória intestinal que apresentavam baixos níveis de vitamina D no organismo. Durante 12 semanas, os participantes receberam suplementação semanal da vitamina.

Antes e depois do período de suplementação, os pesquisadores coletaram amostras de sangue e fezes dos participantes. Esses materiais foram analisados com técnicas de sequenciamento genético para investigar como o sistema imunológico estava interagindo com as bactérias do intestino.

Os resultados indicaram mudanças em marcadores ligados à resposta imunológica. Houve aumento nos níveis de imunoglobulina A, conhecida como IgA, associada a respostas protetoras do sistema imunológico. Ao mesmo tempo, foi observada redução da imunoglobulina G, ou IgG, que costuma estar relacionada a processos inflamatórios.

Além disso, os pesquisadores também identificaram maior atividade de células do sistema imunológico responsáveis por ajudar a controlar a inflamação.

Possível caminho para novas estratégias

De forma geral, os resultados sugerem que a vitamina D pode contribuir para tornar a resposta imunológica mais equilibrada em relação às bactérias intestinais.

Além das alterações imunológicas, os pesquisadores observaram melhora em indicadores de atividade da doença e redução de um marcador de inflamação presente nas fezes.

Embora os resultados sejam promissores, os cientistas ressaltam que o estudo envolveu um número pequeno de participantes e não foi desenhado para demonstrar uma relação direta de causa e efeito.

Por isso, os autores afirmam que os achados ainda precisam ser confirmados em estudos maiores e controlados. Eles também alertam que pacientes não devem iniciar ou modificar o uso de vitamina D por conta própria.

Segundo Gubatan, embora a vitamina seja amplamente disponível, a dose ideal pode variar entre os pacientes, especialmente em pessoas com inflamação crônica. O acompanhamento médico continua sendo essencial para orientar o tratamento.

 

 

*Metrópoles/Foto: jcomp/Freepik

 

Motociclista foge de blitz, bate em mureta e cai de viaduto na Zona Sul de Manaus

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Um motociclista venezuelano Yerwin Ezequiel Rondon Ramos, de 23 anos, ficou ferido na manhã deste sábado (28) após tentar fugir de uma blitz e cair de um viaduto na Zona Sul de Manaus. O caso aconteceu no complexo viário Rodrigo Otávio, no bairro Japiim. Segundo imagens registradas por testemunhas, o jovem aparece caído no chão logo após a queda.

De acordo com o relato de uma testemunha, que enviou imagens à Rede Amazônica, o homem trafegava em alta velocidade quando avistou a fiscalização. Ao tentar mudar de via para escapar, ele perdeu o controle da moto, bateu na mureta do viaduto e caiu.

O motociclista recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado a uma unidade hospitalar da capital. De acordo com informações preliminares, ele sofreu uma fratura na perna.

A Polícia Civil deve investigar as circunstâncias do acidente.

*g1/Am/Foto: Reprodução

Juiz prorroga por 90 dias investigação da PF sobre suposto esquema de compra de votos com lideranças religiosas em Manaus

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A Justiça Federal prorrogou por mais 90 dias o prazo para que a Polícia Federal (PF) conclua as investigações sobre um suposto esquema de corrupção eleitoral envolvendo lideranças religiosas durante as eleições municipais de 2024, em Manaus.

O prazo foi ampliado a pedido da PF, que ainda analisa provas, como dados de celulares apreendidos na operação feita na véspera do segundo turno.

Um dos principais elementos da investigação é um laudo pericial que aponta que Gabriel Alexandre da Silva Lima, genro do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), teria atuado como intermediador em uma suposta negociação de compra de votos com pastores.

O documento reúne mensagens, áudios e arquivos encontrados em quatro celulares apreendidos com líderes ligados à Igreja Pentecostal Unida do Brasil (IPUB).

Conversas indicam negociação de valores

 

No total, foram periciados quatro celulares. Em um dos aparelhos, atribuído ao pastor e líder da IPUB, Flaviano Negreiros, a análise identificou conversas entre líderes religiosos e um contato salvo como “Gabriel Davi Almeida”, em um grupo de WhatsApp. De acordo com a PF, trata-se do genro do prefeito.

Os investigadores afirmam que há registros de mensagens diretas e áudios enviados a Gabriel, nos quais pastores tratam de valores e da mobilização de apoio político.

Um dos trechos citados na perícia mostra um pedido direto a Gabriel para o envio de R$ 80 mil. Em um áudio enviado por um pastor, o religioso afirma que o valor deveria ser repassado para que pudesse ser dividido entre as lideranças religiosas. Segundo a transcrição do laudo, o pastor diz:

“Se o senhor pudesse enviar todo aquele valor, os oitenta mil, para nós já dividir com todo mundo, para todo mundo se animar.”

 

Para os investigadores, a mensagem sugere que o dinheiro seria distribuído entre pastores e obreiros com objetivo de estimular apoio político.

De acordo com a perícia, o valor de R$ 80 mil teria relação com apoio político no segundo turno das eleições municipais de 2024. As mensagens também indicam que um pagamento teria ocorrido no primeiro turno, mas o valor não foi especificado.

A PF afirma que há conversas em que líderes religiosos cobram o pagamento restante que teria sido prometido por Gabriel.

Em um dos áudios analisados, um pastor afirma que seria necessário entrar em contato com Gabriel para resolver o pagamento prometido. Na transcrição feita pela PF, ele diz:

“Tem que ligar para o Gabriel para ver essa situação. Quem prometeu foi o Gabriel dar o restante do valor.”

 

Outra mensagem enviada por um pastor questiona as lideranças se “já chegou o faz me rir”. Em resposta, Flaviano avisa que o dinheiro está “encravado”. A perícia identificou que o próprio Flaviano cobrou os valores atrasados a Gabriel por mensagem. Veja os prints abaixo:

Prints mostram líder religioso cobrando valores prometidos por genro do prefeito de Manaus para apoio durante eleição de 2024 — Foto: Divulgação/PF

Prints mostram líder religioso cobrando valores prometidos por genro do prefeito de Manaus para apoio durante eleição de 2024 — Foto: Divulgação/PF

Segundo a investigação, isso reforça a hipótese de negociação financeira em troca de apoio eleitoral.

Pedido de apoio à campanha

 

Outro áudio recuperado nos celulares mostra que Gabriel também teria solicitado apoio na divulgação da campanha. Na mensagem enviada em um grupo de pastores, um dos investigados afirma:

“O Gabriel, genro do David Almeida, pediu para todos nós colocar o setenta no nosso WhatsApp, Facebook e Instagram.”

 

O número citado seria o número eleitoral do candidato apoiado nas eleições.

Segundo a PF, a mensagem sugere tentativa de mobilizar lideranças religiosas para ampliar a propaganda política entre os fiéis.

Reuniões e proximidade com líderes religiosos

 

A perícia também identificou contato frequente entre Gabriel e líderes da Igreja Pentecostal Unida do Brasil. Entre eles está o pastor Flaviano Paes Negreiros, um dos investigados.

De acordo com o relatório:

  • As conversas entre os dois começaram em 25 de agosto de 2024, antes do primeiro turno das eleições;
  • Há registros de mensagens, áudios e até fotografias em que aparecem juntos.

 

Uma das conversas analisadas revela que Flaviano convocou líderes religiosos para uma reunião com a presença de Gabriel em uma cafeteria na Zona Oeste da capital. Segundo a PF, nessa reunião teria sido discutido apoio eleitoral da igreja, quantidade de membros e possível valor a ser pago pela influência nos votos.

Para os investigadores, esses elementos indicam proximidade e interlocução entre representantes da campanha e lideranças religiosas.

g1 questionou a Secretaria Municipal de Comunicação sobre as informações contidas no inquérito e a relação do prefeito de Manaus e familiares nas investigações, mas até a atualização mais recente desta reportagem não obteve resposta. A reportagem tenta localizar as defesas de Gabriel e Flaviano.

Origem da investigação

 

Uma denúncia de compra de votos envolvendo o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante-AM), é alvo de investigação da Polícia Federal desde 2024. Segundo apuração da Rede Amazônica, os celulares, foram apreendidos há quase um ano e meio.

A operação policial ocorreu em 26 de outubro de 2024, véspera do segundo turno das eleições municipais. Na denúncia enviada à PF, uma mensagem da direção da Igreja Pentecostal Unidos do Brasil convocou pastores que votam em Manaus a comparecerem ao minicentro de convenções do templo religioso, localizado no bairro Monte das Oliveiras, Zona Sul da capital, em horário específico. O local é reduto político de Almeida.

De acordo com o inquérito, em uma sala foram encontrados envelopes com dinheiro, cada um contendo R$ 200, totalizando R$ 21.650 em espécie.

Segundo os pastores, o dinheiro encontrado fazia parte de R$ 38 mil recebidos na noite anterior de uma pessoa ligada à campanha de David Almeida. No processo, o responsável aparece identificado apenas como “Eliezer”. Dois dirigentes da igreja foram presos em flagrante e liberados após pagamento de fiança de R$ 15 mil cada. Eles respondem ao processo em liberdade.

*g1/Am/Foto: Divulgação

Moraes nega ‘livre acesso’ a filhos de Bolsonaro e reforça regras no regime domiciliar

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes negou o pedido para que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro tenham “livre acesso” à casa do pai, que cumpre pena em regime domiciliar. Na decisão, o magistrado reforça as regras para o controle de visitas de advogados, limitando a duração e os horários dos encontros, além de exigir o cadastramento de funcionários e profissionais de saúde.

Na última terça-feira (24), Moraes autorizou que Bolsonaro voltasse à prisão domiciliar humanitária temporária, por motivo de saúde. A decisão, no entanto, incluiu uma série de medidas cautelares rigorosas, como uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e restrições amplas para comunicação e visitas.

Moraes justifica que o cumprimento da pena em regime domiciliar é uma “medida excepcionalíssima, fundamentada exclusivamente em razões de saúde” e que Bolsonaro permanece sujeito às restrições do regime fechado, apesar de estar em casa.

“O descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer uma das medidas cautelares implicará na sua revogação e ao retorno imediato ao regime fechado ou, se necessário for, ao hospital penitenciário”, disse o ministro.

Até o momento, está permitida a entrada de um advogado por dia, a equipe médica tem acesso autorizado mediante cadastramento e familiares não residentes estão sujeitos a horários restritos de visitação.

Conforme as regras, as visitas dos advogados devem ser agendadas com antecedência com o Complexo Penitenciário do 19º Batalhão da Polícia Militar. Elas ocorrem apenas em dias úteis (segunda a sexta-feira), excluindo feriados e fins de semana, entre 8h20 e 18h.

Jair Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou, na manhã desta sexta-feira (27), o hospital onde ficou internado por duas semanas. Acompanhado por um comboio policial, ele voltou para casa, no Jardim Botânico (DF), após decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que atendeu a pedido da defesa do preso.

Bolsonaro ficará ao menos 90 dias em situação de prisão humanitária domiciliar. Entretanto, a expectativa é de que o ex-presidente volte ao hospital no fim de abril, para passar por uma cirurgia no ombro direito.

 

 

*r7/Foto: Reuters/Adriano Machado- 27.03.2026

Família da PM Gisele cria abaixo-assinado para coronel perder patente

A família da soldado Gisele Alves Santana, morta em São Paulo no dia 18 de fevereiro, criou um abaixo-assinado para que o tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Geraldo Leite Rosa Neto perca a patente. O oficial, ex-companheiro de Gisele, é acusado da morte da soldado. Ele está preso por feminicídio e fraude processual — quando há adulteração da cena do crime.

“Quanto mais assinaturas nós conseguirmos, melhor”, afirmaram os pais da soldado em vídeo publicado nas redes sociais. Conforme publicado pelo Metrópoleso comando da PM avalia a expulsão ou demissão de Geraldo Leite Rosa Neto.

Tenente-coronel evitou família de Gisele

O tenente-coronel evitou encontrar a família de Gisele Alves Santana após a morte da esposa. O tema foi explorado pelo delegado responsável pelo caso, que questionou se Neto quis ver o corpo de Gisele após a confirmação da morte.

“Não [quis ver], porque até a orientação das psicólogas e do meu comandante era de que os familiares da Gisele estavam vindo para o Hospital das Clínicas. E temíamos a atitude do pai e da mãe dela em relação a mim se nos encontrássemos pessoalmente. Que, na cabeças deles, eu que teria matado a filha deles“, respondeu.

Prisão do coronel

A prisão de Neto foi solicitada pela Polícia Civil no dia 17 de março, após o resultado dos laudos descartar a hipótese de suicídio sustentada por ele. O coronel foi preso na manhã do último dia 18, em um condomínio residencial de São José dos Campos, interior de São Paulo, exatamente um mês após a morte da esposa.

Ao chegar às dependências do Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, na tarde de quarta-feira (18/3), o tenente-coronel foi recebido com abraços por colegas de farda.

Os diálogos desmentem a versão sustentada por Geraldo Leite Rosa Neto de que a esposa não aceitava o fim do casamento e que teria sido esse o motivo do suposto suicídio. Isso, segundo relatório do 8º Distrito Policial (Brás), “demonstra, mais uma vez, que o indiciado manuseou o celular da vítima, apagando as conversas para sustentar a versão de que seria o responsável pelos pedidos de separação, e não a vítima”.

Horas antes de ser baleada, Gisele escreveu que concordava com o divórcio. “Tem todo o direito de pedir o divórcio […] Pode entrar com o pedido essa semana”, afirma, não deixando margem para dúvida sobre a decisão.

 

 

 

*r7/Foto: Arquivo pessoal