Onça resgatada ferida no Rio Negro retorna à natureza monitorada por satélite

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A onça-pintada encontrada ferida por disparos de arma de caça no Rio Negro, no dia 1º de outubro, foi devolvida à natureza e é monitorada através de um colar com GPS – equipamento que permite o acompanhamento remoto do deslocamento e comportamento do animal por meio de sinais via satélite. O dispositivo foi fornecido pelo IOP (Instituto Onça-Pintada). A soltura, realizada em uma reserva florestal, foi divulgada pela Sepet (Secretaria de Estado de Proteção Animal) neste domingo (23).

Esse é o primeiro caso de resgate, reabilitação e devolução da espécie à natureza com monitoramento por satélite no Amazonas. O procedimento para reinserção do animal ao habitat natural começou às 6h do dia 9 e foi concluído no dia 10 de novembro, quarenta dias após o resgate. A onça estava em processo de reabilitação no antigo zoológico do Hotel Tropical em Manaus.

Segundo o biólogo e diretor do recinto, Nonato Amaral, o felino recuperou a visão, força muscular e reflexos de caça — características essenciais para um retorno seguro à natureza.

A onça foi levada de helicóptero até uma comunidade em Novo Airão e, de lá, foi transportada de barco até o local de soltura, escolhido de forma técnica.

O macho adulto, com idade entre 3 e 4 anos, foi atingido por 36 estilhaços de arma de caça na cabeça, rosto e pescoço. Após receber os primeiros socorros em uma clínica veterinária, o felino foi transferido para o zoológico, na zona oeste da capital, onde permaneceu em isolamento e sob protocolo de recuperação.

“O olho lesionado apresentou melhora significativa, respondendo a todos os estímulos visuais”, afirmou Nonato Amaral.

A onça-pintada foi resgatada no dia 1º de outubro, por volta das 16h, após ser encontrada ferida nadando no Rio Negro. O animal foi imobilizado com tranquilizante, passou por cirurgia e foi encaminhado ao zoológico no dia 2 de outubro. Desde então, vinha sendo acompanhado diariamente pela equipe técnica.

A ação de soltura foi coordenada pela Sepet-AM e envolveu médicos-veterinários, biólogos, pesquisadores e técnicos de imagem. De acordo com a secretaria, a equipe precisou acampar na mata para garantir a liberação do animal em plenas condições de segurança, conforme orientações dos profissionais envolvidos. A onça foi sedada por veterinários especializados e transportada em uma caixa confeccionada especialmente para a operação.

Fonte: Amazonas Atual/Foto: Divulgação/Sepet

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