Operação combate logística aérea do tráfico no Amazonas: 10 são presos

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Dez pessoas foram presas no início da manhã desta quinta-feira (13) na Operação La Máquina da Polícia Federal e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) vinculado ao Ministério Público do Amazonas que ocorre em oito estados. Também foram apreendidos veículos, aviões, joias, dinheiro, armas e bloqueados R$ 7,7 milhões em bens. Foram apreendidos 31 veículos avaliados em R$ 3 milhões.

A operação busca desarticular a logística aérea e lavagem de dinheiro da facção criminosa Comando Vermelho com o tráfico internacional de drogas que envolve aviões de pequeno porte, pilotos, pistas clandestinas, empresas de fachada, caminhões, caçambas e barcos para transportar drogas trazidas da Colômbia e distribuídas a partir do Amazonas. O grupo movimentou R$ 35 milhões em menos de um ano, segundo a PF.

Também foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão, quatro medidas cautelares diversas da prisão. Foram expedidos 13 mandados de prisão.

As ações ocorrem simultaneamente no Amazonas, Tocantins, Roraima, Pará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Santa Catarina com participação de 100 policiais federais e integrantes do Gaeco.

Pistas no Amazonas

A investigação do Gaeco começou a partir da identificação de pistas clandestinas no interior do Amazonas. A logística incluía pessoas responsáveis pelo financiamento, contratação e pilotagem de aeronaves, manutenção, abastecimento, armazenamento de drogas, distribuição dos entorpecentes e movimentação dos recursos obtidos com o tráfico. O Gaeco também descobriu acampamentos para guardar combustíveis em áreas de mata fechada.

Foram destruídas duas pistas de pouso clandestinas nos municípios de Tefé e Presidente Figueiredo.

Empresas

O grupo usava empresas de fachada e pessoas físicas para movimentar o dinheiro do tráfico. O esquema envolvia ainda compra de imóveis e veículos como motos e carros de luxo e aquisição de empresas reais para lavar o dinheiro ilegal. Dois centros comerciais em Manaus eram usados pela facção para ocultar os recursos financeiros ilícitos.

O nome “La Máquina” é uma referência à expressão utilizada nas comunicações investigadas para designar as aeronaves empregadas no transporte de drogas. O termo era utilizado em conversas relacionadas aos chamados “fretes” de entorpecentes.

Fonte: Amazonas Atual/Fotos: PF/Divulgação

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