Os socialistas da Espanha ficaram com um assento a menos depois da contagem de votos no exterior da eleição da última semana, o que torna mais difícil a formação de uma coalizão de esquerda.
Com a mudança, eles precisariam do apoio dos grupos linha dura de separatistas catalães. Antes, o PSOE só precisava da sua abstenção.
Na eleição acirrada de domingo, nem a coalizão de esquerda nem a de direita obtiveram assentos suficientes para formar uma maioria. Com 171 assentos para ambos os blocos, a decisão para o próximo premiê fica na mão dos partidos separatistas catalães Esquerra Republicana de Catalunya (ERC) e Junts, que somados possuem sete assentos.
Acredita-se ser provável que o Esquerra apoie o primeiro-ministro socialista, Pedro Sánchez, mas com a nova contagem de assentos, o PSOE precisa do apoio do Junts, o mais linha-dura dos partidos catalães.
A contagem de votos de 233 mil espanhóis vivendo no exterior deu um assento em Madrid ao PP que havia sido concedido aos Socialistas em uma contagem inicial, disseram autoridades eleitorais.
Para formar um governo, uma maioria absoluta de 176 votos é necessária em uma votação parlamentar no Congresso com 350 assentos. Se nenhum bloco conseguir assegurar esse total, há uma segunda votação no parlamento, feita dois dias depois, na qual o lado com mais votos vence por maioria simples.
Ambos os blocos estão agora explorando suas opções enquanto o Congresso se prepara para se reunir em 17 de agosto.
Foto: Juan Medina/REUTERS
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