Polícia prende terceiro suspeito de envolvimento na morte de psicólogo encontrado morto em terreno da antiga cadeia Vidal Pessoa

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Um homem, identificado como Adílio Gonçalves do Nascimento, conhecido como “Loirinho”, foi preso pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) suspeito de envolvimento na morte do psicólogo e professor universitário, Manoel Guedes Brandão Neto, encontrado morto no terreno da antiga cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus.

A prisão ocorreu na sexta-feira (17) e os detalhes não foram divulgados. Segundo a polícia, ele é apontado como uma das três pessoas envolvidas no assassinato.

De acordo com a investigação, Adílio chegou a prestar depoimento como testemunha no início do caso, tentando ocultar a própria participação. No entanto, provas e depoimentos confirmaram o envolvimento dele no crime.

Conforme o delegado Ricardo Cunha, o crime foi cometido de forma coordenada. Um dos envolvidos, José Carlos de Souza Neto, teria iniciado a agressão com um golpe de estrangulamento. Em seguida, Adenilson Medeiros Rocha e Adílio Gonçalves participaram da sequência do ataque.

Adenilson Medeiros Rocha foi preso pela Polícia Militar no dia 22 de julho de 2025, logo após o crime. Já José Carlos de Souza Neto foi detido em 20 de setembro do mesmo ano.

Os três suspeitos vão responder por homicídio qualificado e roubo e permanecem à disposição da Justiça.

O crime

Manoel estava desaparecido desde a madrugada de 20 de julho, depois de sair de uma festa junina. Imagens de câmeras de segurança, registradas por volta das 6h15, mostram o psicólogo passando em frente a uma lanchonete e atravessando a rua, momentos antes de desaparecer.

O corpo dele foi encontrado debaixo de uma árvore, em uma área de mata nos fundos do antigo prédio da cadeia Raimundo Vidal Pessoa, na Avenida Lourenço da Silva Braga, no Centro de Manaus. A área foi isolada pela Polícia Militar, e uma equipe do Samu confirmou a morte no local.

Na ocasião, a família informou que, no momento do desaparecimento, ele carregava apenas o celular e não tinha dinheiro, o que levanta a hipótese de latrocínio ou crime motivado por homofobia, já que Manoel era homossexual.

*g1/AM/Foto:  Reprodução/Rede Amazônica

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