Apesar do jogo de empurra-empurra público entre a Câmara e o Senado que paralisou o projeto alternativo à anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro, nos bastidores a avaliação é de que a proposta esfriou devido à sinalização de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode vetar o texto caso ele seja aprovado nas duas Casas.
Publicamente, o relator do texto, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), tem dito que aguarda as mudanças que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), vai fazer no relatório final, que ainda não foi divulgado. Isso bastaria para que a Câmara votasse a proposta.
No entanto, nos bastidores, Alcolumbre sinalizou que topa a versão elaborada por Paulinho. A questão é que o Congresso não vai bancar a votação da matéria sem haver alinhamento com o Palácio do Planalto.
O Congresso não está disposto a sofrer o desgaste de votar a dosimetria e depois ter que enfrentar um veto de Lula sobre o tema.
Para colocar o texto em votação, a ideia é esperar uma sinalização de que o petista vai sancionar a proposta.
O texto prevê reduzir o tempo de prisão dos envolvidos nos atos do 8 de Janeiro, o que beneficiaria também Jair Bolsonaro.
*R7/Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados – 21/05/2025
