Dia 31 de março. É essa a data-limite para bancos e outras instituições financeiras publicarem o balanço das contas do ano anterior. No caso, 2025. A regra vale, também, para o BRB. Mas, mais do que isso, o banco controlado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) precisa apresentar uma saída concreta para os problemas gerados pela compra de ativos do Banco Master.
Sem apresentar solução de capitalização — ou seja, de medidas para encher o caixa novamente — , o BRB está sujeito a penalidades. Além de multa, a legislação prevê, em casos assim, gradação de restrições que podem ser impostas cumulativa e sucessivamente. As medidas podem limitar as operações do banco, impedindo, por exemplo, a venda de ativos. Atualmente, o BRB já está proibido de comprar carteiras de crédito de outros bancos.
Já estão em atraso os balanços parciais, do terceiro e do quarto trimestre de 2025. Assim, a última vez que as informações contábeis do BRB foram submetidas ao escrutínio das autoridades monetárias — e do mercado — foi em 30 de junho. O BC vetou que o BRB comprasse o Master mais de dois meses depois, no dia 3 de setembro.
Em fevereiro deste ano, o BRB apresentou plano de ações de recomposição de capital. Desde então, no entanto, o projeto enfrenta reveses, como decisões judiciais contrárias. A medida mais recente foi o pedido de empréstimo de R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), apresentado na última sexta-feira (27/3). Ainda não há resposta do FGC sobre a liberação do valor.
Apesar do cenário complexo, a expectativa da direção do BRB é positiva. Em contato constante com o BC — que conhece não só as transações que teriam provocado o rombo, mas também os esforços para tapá-lo –, os executivos do BRB acreditam na possibilidade de uma solução que evite novos danos aos cofres da instituição. Além disso, o BRB aguarda resultados de revisões das auditorias contratadas para avaliar os impactos das transações com o Master.
Na última semana, em entrevista coletiva, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, comentou o esforço da direção do BRB. “Tenho assistido ao empenho da gestão atual do BRB para tentar equacionar o problema e achar uma solução”, afirmou.
Fonte: Metrópoles/Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
