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Soja puxa estimativa recorde para safra de 348,7 milhões de toneladas

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A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2026 deve totalizar 348,7 milhões de toneladas em 2026. A se confirmar a previsão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (14/5), o resultado representará um avanço de 0,7% na comparação com 2025, que foi de 346,1 milhões de toneladas.

Conforme o IBGE, a estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de abril de 2026 é impulsionada pela previsão de novo recorde da série histórica para a produção da soja no ano.

Gerente de Agricultura da pesquisa, Carlos Alfredo Guedes destacou que o desempenho da soja tem relação com clima e a recuperação das lavouras no Rio Grande do Sul.

“A produção de soja foi estimada em 174,1 milhões de toneladas, com aumento de 0,2% em relação ao mês anterior e de 4,8% comparado a 2025, favorecida por condições climáticas muito boas (…). Houve recuperação da produção na Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, com estimativa de 18,6 milhões de toneladas de soja e crescimento de 34,6%, embora as projeções iniciais fossem maiores e tenham sido revistas para baixo devido a problemas climáticos”, assinala Guedes.

O prognóstico de aumento na safra de 2026 acontece mesmo diante do recorde histórico de 2025 (346,1 milhões de toneladas).

Embora, o avanço da produção de 2026 em relação à safra 2025 seja atribuído, principalmente, a uma estimativa maior, para a soja, o instituto também acredita haver redução em outras culturas:

  • algodão herbáceo (em caroço) (8,9%);
  • arroz em casca (10,6%);
  • milho (2,5%);
  • feijão (4,6%); e
  • trigo (6,8%).

O recuo de 2,5% no caso do milho deve ser decorrente de um crescimento de 15,7% para o milho 1ª safra e declínio de 6,4% para o milho 2ª safra.

A estimativa da produção de soja em 2026 do IBGE é recorde para a série histórica, totalizando 174,1 milhões de toneladas, aumento de 4,8% em comparação à quantidade obtida no ano anterior.

PIB

Representando o terceiro peso do Produto Interno Bruto (PIB), a agropecuária — que inclui não só a agricultura — teve crescimento de 11,7% em 2025 na comparação com o ano anterior. Os maiores pesos da economia são os setores de serviços e indústria.

Para este ano, o Banco Central (BC) projeta, no Relatório de Política Monetária (RPM), um avanço de 1% para a agropecuária.

Fonte: Metrópoles/Foto: Wenderson Araujo/CNA

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