Promotor pede suspensão de pontos facultativos em dias de jogos do Brasil

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Ação judicial apresentada nesta quarta-feira (26) busca suspender o ponto facultativo para funcionários do TJAM (Tribunal de Justiça do Amazonas) e do Governo do Amazonas em dias de jogos da seleção brasileira feminina na Copa do Mundo. A ação é do promotor de Justiça do Amazonas Weslei Machado Alves, que assina a peça como cidadão comum.

De acordo com Weslei, enquanto os funcionários do Governo do Amazonas e do TJAM terão carga horária reduzida nos dias de jogos, os demais trabalhadores que não integram o serviço público “estarão laborando e gerando impostos para o custeio do alto custo para a manutenção da Administração Pública”. Para ele, isso é uma “afronta ao princípio da moralidade”.

“Tem-se uma evidente afronta ao princípio da moralidade, já que apenas servidores públicos, remunerados por impostos pagos pela população receberão o privilégio de deixarem de trabalhar por várias horas, em detrimento da continuidade do serviço público, em prejuízo à tramitação dos tão demorados processos judiciais, em violação ao interesse público”, diz trecho da ação.

O ponto facultativo para funcionários do governo estadual consta em decreto publicado no dia 19 deste mês. No dia 24, primeiro jogo da seleção brasileira, servidores do estado iniciaram o trabalho às 11h. E na próxima quarta-feira (2), quando o Brasil enfrenta a Jamaica em uma partida marcada para às 6h (horário de Manaus), as atividades começarão às 10h.

No TJAM, onde o expediente corresponde a seis horas diárias, o horário reduzido consta em portaria publicada no dia 20 de julho. No primeiro dia de jogo, os servidores começaram a trabalhar às 11h e terminaram às 14h, ou seja, trabalharam apenas três horas. Na segunda partida, o início dos trabalhos está marcado para às 10h, e o fim, às 14h.

Weslei afirma que, com o ponto facultativo, “milhares de servidores deixaram/deixarão de prestar serviços públicos de jurisdição, de polícia judiciária, de apuração de crimes, de educação, de saúde (salvo o que já estava agendado) e outros por causa de um jogo de futebol, que estará disponível para acesso gratuito em plataformas da internet”.

Para Weslei, a redução do horário de trabalho em dias de jogos gera desperdício de dinheiro público. “O ato de concessão de ponto facultativo viola o patrimônio público, com o desperdício de recursos públicos para o pagamento de remuneração de pessoa, que não trabalhará, sem respaldo legal”, diz trecho da ação.

Foto: Divulgação

*Amazonas Atual

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