Putin pode ir à cúpula do G20 em Miami após convite do governo Trump

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O Kremlin afirmou, nesta sexta-feira (24/4), que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pode participar da cúpula do G20 em Miami, nos Estados Unidos, prevista para dezembro, após declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, sugerindo a presença do russo no evento.

Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, Putin “pode ir ou não ir” à reunião, destacando que a decisão ainda não está fechada. Ele afirmou, no entanto, que a Rússia será representada “adequadamente” na cúpula.

A sinalização ocorre após Trump indicar publicamente que seria “útil” a participação do líder russo e que a exclusão da Rússia do antigo G8 teria sido um erro.

O republicano também afirmou duvidar da presença de Putin, mas defendeu o diálogo com diferentes atores internacionais.

“Duvido que ele venha, para ser honesto com você. Eu meio que duvido que ele venha […]. Se ele viesse, provavelmente seria muito útil”, afirmou.

De acordo com autoridades norte-americanas, os Estados Unidos, que sediarão o encontro, já convidaram a Rússia para o G20 deste ano e Moscou aceitou a participação em nível diplomático. Ainda não há confirmação sobre quem representará o país caso Putin não compareça.

Putin não participa de uma cúpula do G20 desde 2019, inicialmente devido à pandemia de Covid-19 e, posteriormente, em razão da guerra na Ucrânia, iniciada em 2022, que aprofundou o isolamento diplomático russo.

Mandado internacional

A eventual ida do presidente russo aos Estados Unidos também chama atenção pelo contexto jurídico internacional. Putin é alvo de um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por acusações relacionadas a crimes de guerra na Ucrânia.

Apesar disso, os Estados Unidos não são signatários do tribunal, o que elimina a obrigação legal de cumprimento da ordem em território norte-americano.

G20 em meio a tensões globais

A cúpula do G20, que reúne as principais economias do mundo, incluindo Brasil, China, Estados Unidos e Rússia, deve ocorrer em um cenário de forte tensão geopolítica e instabilidade econômica global.

Autoridades dos dois países afirmam que a agenda do encontro será extensa, com debates sobre conflitos internacionais, segurança energética e impactos econômicos das guerras em curso.

*Metrópoles/ Foto: Andrew Harnik/Getty Images

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