Quem era a influenciadora que morreu aos 30 anos após pesar 22,5 kg

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A influenciadora turca Nihal Candan, que ficou conhecida por participar do reality show de moda Bu Tarz Benim, morreu aos 30 anos, com apenas 22,5 kg, vítima de complicações causadas por anorexia nervosa.

Segundo o tabloide britânico The Mirror, o quadro de saúde de Nihal havia sido agravado depois dela ter perdido cerca de 40 kg nos últimos dois anos. Internada para tratamento, a jovem sofreu uma parada cardíaca e não resistiu, no último sábado (21).

A morte de Nihal foi anunciada pela irmã, Bahar Candan, que compartilhava publicações sobre a situação da influenciadora. “Minha irmã foi levada ao hospital, ela tem anorexia – façam alguma coisa, minha irmã está morrendo”, escreveu Bahar no início de junho.

Após a morte da irmã, ela publicou fotos antigas ao lado de Nihal, acompanhadas de mensagens emocionadas. “Quando eu estava na escola, você costumava escrever ‘Sinto falta do meu amor’, agora como estou sem você”.

Devido à gravidade do quadro de saúde, Nihal chegou a precisar de um tutor legal para tomar decisões sobre o tratamento, já que não tinha condições de responder por si mesma, segundo o The Mirror.

A notícia da morte gerou grande comoção entre fãs e seguidores. “Eu literalmente chorei com isso. Ela era tão jovem e linda”, escreveu um internauta. Outro homenageou: “Você deixou este mundo muito cedo… Mas a energia, o sorriso e as memórias que você deixou para trás ainda estão conosco”.

Críticas à pressão estética

A morte de Nihal Candan reacendeu o debate sobre os padrões de beleza irreais impostos às mulheres. A Federação das Associações de Mulheres da Turquia, uma entidade com 49 anos que reúne dez organizações de proteção às mulheres, emitiu um comunicado contundente, criticando a “pressão mortal” exercida pela sociedade.

“A morte de Nihal Candan devido à anorexia nervosa revela mais uma vez que as pressões e imposições colocadas sobre os corpos das mulheres pela sociedade podem atingir níveis mortais”, disse a entidade em uma publicação no X.

“Normas estéticas, a fantasia de um corpo perfeito constantemente reproduzida pela mídia e a sensação de ‘ter que ser bonita’ mercantilizam as mulheres por meio de programas de TV e competições, ao mesmo tempo em que as levam a correr riscos de vida. Esta questão, na verdade, também é reflexo de um problema de desigualdade. Precisamos discutir e conversar bastante sobre isso”, acrescentou.

 

 

*R7/Foto: Reprodução/Instagram/@nihalcandann

 

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