Saiba quem é a nutricionista fake que desviou R$ 130 mil dos avós

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A mulher acusada de desviar mais de R$ 130 mil dos avós no Distrito Federal é Thainah Ohana dos Santos Maia (imagem em destaque), 34 anos. A ré, além de ter sido indiciada por falsa identidade e estelionato, também está sendo investigada pelo exercício ilegal de profissão.

Moradora do Gama (DF), Thainah compartilhava seu número pessoal em grupos de mensagens como nutricionista. O contato era amplamente divulgado pela acusada por meio de cartões personalizados e publicações nas redes sociais.

A condição de “nutricionista”, ostentava, inclusive, um número de um registro no Conselho Regional de Nutrição (CRN). No entanto, ao realizar a consulta do registro informado, a busca revela a identidade de uma outra pessoa, com o nome inicial semelhante ao seu.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a ré praticou a profissão ilegalmente por pelo menos dois anos, mesmo sem possuir um diploma de graduação na área.

Metrópoles tentou contato com a acusada para prestar esclarecimentos sobre as acusações, mas não conseguiu localizar a defesa. No próprio espaço do processo, inclusive, ainda não há uma defesa da acusada. O espaço segue aberto para possíveis manifestações.

As investigações da 14ª Delegacia de Polícia (Gama) ainda revelam que a acusada prestava atendimentos domiciliares e on-line, elaborava planos alimentares, realizava exames de bioimpedância e ainda prescrevia suplementos, além de prescrever fórmulas manipuladas a diversos clientes.

Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), um paciente da “nutricionista” conta que Thainah aproveitava a rede de clientes para promover rifas e pedir doações, alegando destinação a um tratamento de saúde da mãe.

Simultaneamente, a acusada ainda anunciava a venda de diversos itens luxuosos no grupo do condomínio onde mora. Segundo relato, a chave Pix informada, tanto para as doações quanto para as vendas, não constava o nome de Thainah ou de sua mãe.

Desvio de mais de R$ 130 mil dos avós

A denúncia do exercício ilegal da profissão de Thainah também consta nos autos apresentados pelo MPDFT contra ré, juntamente as acusações de desvio de dinheiro e bens dos próprios avós, ambos de 87 anos.

Segundo as diligências da polícia, a investigada é acusada de extorquir ao menos R$ 130 mil dos familiares.

Entenda o caso

  • Thainah Ohana dos Santos Maia, 34, aproveitou-se da idade avançada e da relação de confiança com os avós, para ocultar informações bancárias do casal e até utilizar documentos falsos para enganar as vítimas. Ela era a responsável pelas finanças dos progenitores;
  • As investigações tiveram início após a avó da autora registrar na delegacia uma ocorrência, em janeiro de 2025, sobre o desparecimento de aproximadamente R$ 87 mil em sua conta poupança;
  • A vítima passou a desconfiar da atuação da própria neta nas movimentações financeiras. Ela, inclusive, chegou a pedir para neta a comprovação do extrato. Na ocasião, Thainah chegou a imprimir um documento, mas o falsificou ao escrever sorrateiramente o valor de R$ 87 mil a caneta;
  • Após investigações da 14ª DP, foi descoberto que a neta ainda realizava transferências da conta de sua avó, via Pix, às suas contas pessoais;
  • Além de extorquir o dinheiro da avó, a réu manipulou documentos, gerou dívidas e fez falsas promessas ao seu avô por quase dois anos.
  • Denúncias do avô

    • A acusada manipulou os comprovantes de despesas obrigatórias do seu avô, como as contas de luz, água, IPTU e IPVA, gerando uma dívida acumulada de R$ 31 mil à vítima;
    • Em uma outra enganação ao idoso, a denunciada se disponibilizou a pagar um tratamento odontológico ao avô no valor de R$ 30 mil. A extração completa chegou a ser feita, no entanto, a neta não levou mais o idoso à clínica para dar continuidade ao tratamento e não efetuou o pagamento;
    • Thainah também falsificou o extrato do banco do avô ao apresentar um documento que constava o valor de R$ 346 mil na conta da vítima, quando, na realidade, possuía pouco mais de R$ 2,7 mil.

    Diante de todos os fatos investigados, a suspeita está sendo indiciada por falsa identidade e estelionato, segundo o Tribunal da Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

 

*Metrópoles/Foto: Arte / Metrópoles

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