Secretário de Saúde de Anajás, no Marajó, é afastado após investigações de fraudes licitatórias

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O secretário de Saúde de Anajás, na ilha do Marajó, foi afastado do cargo devido às investigações envolvendo suspeitas de fraudes licitatórias e associação criminosa dentro da gestão municipal.

Nesta quarta-feira (12), o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado (GAECO/MPPA) deflagrou a operação “Mocoões” para cumprir 11 mandados de busca e apreensão em Anajás e em outras cidades do Pará: Belém, Ananindeua, Melgaço e Igarapé-Miri.

A ação, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Inteligência e Segurança Institucional (GSI/MPPA), apreendeu documentos e quase R$160 em dinheiro vivo na residência de um dos alvos da investigação. O nome dos investigados e os endereços não foram informados.

Segundo o MP, a operação decorre de pedido de auxílio ao Gaeco, formulado pelo promotor de Justiça de Anajás, Harrison Bezerra. Até o início da tarde, as buscas ainda continuavam e não havia notícias de prisão.

Os procedimentos investigatórios criminais instaurados pela Promotoria apontam indícios de condutas ilícitas consistentes em fraudes a certames licitatórios para aquisição de medicamentos, produtos hospitalares, combustível e materiais de construção, além de associação criminosa.

São quatro contratos na mira das investigações: contrato nº 94/2021, Contrato 95/2021, contrato nº 96/2021 e contrato nº 30/2022.

O secretário Adjunto de Administração, Marcelo Ruy Secco, informou que “esses contratos são públicos, e estão todos no Portal de Transparência do Município, portanto a Prefeitura está à disposição do MP para fornecer todos os documentos necessários para que se esclareça e sane quaisquer dúvida”.

Em nota, a prefeitura disse que “os servidores forneceram todas as informações necessárias ao referido órgão de Justiça, inclusive cópias de documentos para esclarecer quaisquer fatos ligados à denúncia”.

“A gestão informa que sempre zelou pela total transparência e reafirma que está de portas abertas para que qualquer cidadão ou órgão fiscalizador possa analisar os processos e contas públicas”, conclui.

*g1 / Foto: Reprodução / MPPA

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