Sem sinalização, mortes crescem na rodovia BR-319 e preocupa motoristas e moradores

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Com o aumento do fluxo de veículos e a falta de infraestrutura, a BR-319, que até pouco tempo era considerada intransitável, vive uma rotina de acidentes. A rodovia é a única ligação terrestre entre o Amazonas e o restante do país.

Só nos três primeiros meses de 2025, cinco pessoas morreram em acidentes de trânsito na BR-319, um número que representa quase metade do total de mortes registradas em toda a rodovia no ano passado, quando 11 pessoas perderam a vida.

A estudante Ana Clara foi a única sobrevivente de um trágico acidente ocorrido em março, entre Porto Velho, em Rondônia, e Humaitá. Cinco pessoas morreram no local, após uma caminhonete bater de frente com o carro em que ela viajava.

“Quando você olha o acidente, é difícil pensar que houve um sobrevivente ali, ainda mais quando você vê que não teve nenhuma fratura exposta. Deus cuidou realmente de tudo”.

 

A jovem quebrou três costelas e sofreu lesões neurológicas que afetaram a memória. A família considera um milagre a jovem estar viva e faz um apelo por mais prudência no trânsito na rodovia.

“Eu só acreditei que ela estava viva quando eu cheguei. Eu me joguei no chão, porque não existe presente maior”, disse a mãe da estudante, Songela Moreira.

De janeiro a abril deste ano, a polícia Rodoviária Federal registrou 16 acidentes, número menor que o mesmo período no ano passado, quando foram 49 acidentes. Apesar disso, cresce o medo entre quem depende da rodovia.

“A PRF tem que fazer a parte dela. Eu já vi muita gente morrer, agora ando mais devagar. Saí de Lábrea, almocei, e estou pegando a BR com todo cuidado”, disse o motorista Arnaldo Maia.

 

O comerciante Nilson Junior mantém uma lanchonete às margens da BR-319 há mais de 30 anos. Ele já presenciou inúmeros acidentes e, muitas vezes, ajudou a socorrer vítimas.

“Acidente todo dia tem, as vezes nem é registrado pela PRF. A gente se comunica direto, falando onde tem acidente. Bem perigoso, muito acidente está tendo”.

 

Trechos importantes da rodovia estão sem sinalização horizontal, faixas ou tachas refletivas — os chamados “olhos de gato”. A PRF afirma que tem intensificado a fiscalização na região.

“A gente sempre tá tentando fazer fiscalizações no sentido educativo para que eles andem sempre no limite de velocidade, evitem fazer ultrapassagem em locais proibidos e usem cinto de segurança”, afirmou o agente da PRF, José Perosa.

 

O advogado Francisco Ubiratã, que vive próximo à rodovia, faz um apelo às autoridades.

“Quero aqui chamar atenção das autoridades de trânsito, principalmente federal, porque está faltando uma fiscalização que preserve vidas”.

*G1/AM/Foto: Rede Amazônica

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