A menos de uma semana do segundo turno, o Senado Federal fez uma publicação nas redes sociais na qual afirma que, embora o comparecimento às eleições valha como prova de vida para beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), quem votou no primeiro turno “não precisa votar nos dois turnos”. O post, interpretado por usuários como um desestímulo ao voto de participação dos idosos no segundo turno, foi apagado.
O voto é facultativo para pessoas com mais de 70 anos. Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a abstenção entre eleitores nessa faixa etária foi de 49,1% no primeiro turno. Em 2022, o índice havia sido de 58,8%, uma redução de 9,7 pontos percentuais.
Apesar da queda, os eleitores com mais de 70 anos continuam sendo a faixa etária com maior percentual de abstenção. O grupo reúne cerca de 17,2 milhões de eleitores aptos a votar em 2026, ante 14,9 milhões em 2022.
A possibilidade de usar o comparecimento às eleições como prova de vida foi confirmada pelo TSE em setembro. Segundo o tribunal, os dados podem ser consultados pelo INSS para a comprovação, sem que o beneficiário precise se deslocar a uma agência bancária ou previdenciária exclusivamente para esse fim.
A prova de vida do INSS também valerá para quem não votou no primeiro turno, mas votará no segundo.
Procurado, o Senado não respondeu à reportagem.
*R7/Foto: Reprodução/Instagram @senadofederal



