STF derruba revisão da vida toda, e aposentados podem ter redução no benefício

Publicado em

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) derrubaram, na noite desta terça-feira (25), a chamada “revisão da vida toda” para aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

A revisão é uma ação proposta por aposentados para que, no cálculo do benefício, fossem consideradas contribuições feitas em outras moedas, antes da criação do Plano Real, em 1994.

Com a decisão, segurados que tiveram o valor da aposentadoria aumentado após obterem a revisão, não precisarão devolver o que já receberam.

No entanto, o INSS poderá reduzir o valor do benefício a partir de agora.

Segundo o governo, a adoção da revisão causaria um gasto adicional de R$ 480 bilhões.

Essa estimativa considera não apenas os beneficiários que obtiveram decisões favoráveis, mas também a possibilidade de ampliação do cálculo para todos os segurados.

Os beneficiados não deverão pagar custas processuais nem despesas com perícias judiciais até 5 de abril de 2024, data da publicação da ata que formalizou a derrubada da decisão anterior.

Placar

Contrários à revisão

  • Alexandre de Moraes, relator da ação
  • Cristiano Zanin
  • Gilmar Mendes
  • Luís Roberto Barroso
  • Cármen Lúcia
  • Kassio Nunes Marques
  • Luiz Fux
  • Dias Toffoli

A favor da revisão

  • André Mendonça
  • Rosa Weber (que votou antes de se aposentar)
  • Edson Fachin

Entenda o histórico

O Supremo havia se posicionado a favor da revisão da vida toda em dezembro de 2022.

No entanto, em abril de 2024, ao julgar outra ação, a Corte afastou a aplicação da tese ao entender que a regra que considera apenas salários a partir de 1994 é obrigatória, não permitindo ao aposentado escolher o cálculo mais vantajoso.

Como a decisão que anulou a “revisão da vida toda” foi tomada em outro processo, o STF analisava um recurso na ação original para adequar o entendimento ao novo posicionamento da Corte.

Como ficam as decisões favoráveis a aposentados

Em abril, o Supremo decidiu que aposentados que receberam valores maiores em razão de decisões favoráveis à “revisão da vida toda” até 5 de abril de 2024 não precisarão devolver os recursos ao INSS.

Honorários advocatícios e custas judiciais referentes a ações até essa data também não poderão ser cobrados dos beneficiários.

Até 2024, muitos aposentados obtiveram decisões favoráveis para revisar o benefício.

O STF entendeu que eles não podem ser prejudicados, já que recorreram à Justiça com base em entendimento que vigorava à época.

Segundo dados citados no julgamento, cerca de 140 mil ações sobre o tema ainda tramitam no Judiciário.

O caso é considerado de grande impacto para a União, que estimou um efeito de até R$ 480 bilhões nas contas públicas caso a revisão fosse mantida.

 

 

*r7/Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe

Assine Grátis!

Popular

Relacionandos
Artigos

França: “Mau negócio”, diz Macron sobre acordo entre UE e Mercosul

Em entrevista a jornais franceses nesta terça-feira (10/2), o...

Cantora Ludmilla processa vereador bolsonarista de Manaus

Manaus (AM) – O vereador de primeiro mandato pelo...

Entenda como quebra da patente do Mounjaro pode baratear canetas emagrecedoras

A Câmara dos Deputados aprovou, nessa segunda-feira (9/2), a urgência...

Clima: terça será de calorão e chuvas intensas pelo Brasil; confira

A atuação conjunta da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS)...