TCE dá 48 horas para prefeito explicar gastos com show de Zé Vaqueiro

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Sob risco de suspensão do show, o relator das contas de Manacapuru no TCE-AM (Tribunal de Contas do Estado do Amazonas), conselheiro Mario de Mello concedeu, em decisão monocrática, o prazo de 48 horas para que o prefeito de Manacapuru, Beto D’Ângelo, se manifeste sobre o contrato de show do cantor “Zé Vaqueiro”, atração da Feira Agropecuária de Manacapuru.

A contratação do artista custou ao município R$ 490 mil e ocorre em meio a situação de emergência pública causada pela vazante dos rios. O município de Manacapuru, até esta quinta-feira, está em estado de alerta.

O show de Zé Vaqueiro está previsto para ocorrer no próximo dia 14 de outubro, na I Expomanacá 2023 (Feira Agropecuária de Manacapuru).

A decisão do conselheiro Mário de Mello foi publicada no Diário Oficial Eletrônico desta quinta-feira (5), em edição extra, e está disponível em doe.tce.am.gov.br.

O conselheiro não conceder a medida de cautelar com pedido de suspensão do contrato feito pelo Ministério Público de Contas, assinado pelo procurador Roberto Krichanã. Segundo Mário de Mello, não compete ao TCE-AM suspender o contrato de forma imediata, mas, exclusivamente, à Câmara Municipal de Manacapuru.

No entanto, o relator das contas levou em consideração o estado de emergência decretado no Estado do Amazonas devido ao momento de estiagem.

Outro ponto que chama a atenção no contrato é a adoção da dispensa de inexigibilidade, que, apesar de poder ser considerada legal, deve ser investigada dado o cenário emergencial do estado, segundo o despacho

Conforme o relatório, tal cenário é o suficiente para que o caso seja investigado a fundo. “Considerando o interesse público envolvido, bem como a necessidade de obter maiores esclarecimentos sobre a temática em razão das proximidades do evento, entendo prudente e recomendável conceder prazo de dois dias úteis ao Prefeito, a fim de que o gestor apresente esclarecimentos e documentos do processo que celebrou o Termo de Contrato”, destacou o conselheiro Mario de Mello na decisão.

Com a decisão, o prefeito de Manacapuru, Beto D’Ângelo, tem o prazo de 48 horas úteis para apresentar a cópia integral do processo sobre a inexigibilidade da licitação escolhida no termo do contrato do artista e apresentar explicações ao relator. Caso o gestor não encaminhe os autos ou apresente irregularidades na documentação há o risco do show ser suspenso.

Foto: Divulgação/TCE

*Amazonas Atual

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