Trump afirma que acordo com Irã é incerto e cobra Teerã

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta quinta-feira (26/3), que há incerteza sobre a possibilidade de um acordo de paz com o Irã e indicou que a decisão de avançar nas negociações dependerá de Teerã.

Durante reunião de gabinete, Trump declarou que os líderes iranianos estariam pressionando por um entendimento. “Eles estão implorando para chegar a um acordo”, disse.

Apesar disso, o republicano adotou tom cauteloso ao afirmar que não há garantia de que Washington esteja disposto a encerrar o conflito.

“Não sei se seremos capazes de fazer isso. Não sei se estamos dispostos a fazer isso”, completou.

O republicano indicou ainda que não considera prioritário um acordo atualmente, ao afirmar que Washington está preparado para prolongar as operações militares.

Ainda assim, o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, confirmou que há contatos diplomáticos em andamento com mediação do Paquistão.

Na mesma reunião, Trump reforçou o tom contra Teerã e afirmou que, enquanto não houver avanço nas negociações, os EUA devem manter a ofensiva militar. “A responsabilidade de negociar e pôr fim aos combates recai sobre o Irã. Enquanto isso, continuaremos a aniquilá-los sem impedimentos”, declarou.

Escalada e impasse diplomático

  • A guerra no Oriente Médio ganhou novos contornos após o fracasso das negociações mediadas pelo Paquistão.
  • Uma proposta dos EUA com 15 pontos — que incluía o fim do programa nuclear iraniano e a retirada de sanções — foi rejeitada por Teerã, que classificou os termos como “inconsistentes com a realidade”.
  • Teerã, então, apresentou contrapropostas, incluindo o fim imediato dos ataques, garantias contra novas ofensivas, pagamento de indenizações e reconhecimento do controle do Estreito de Ormuz.
  • O conflito, iniciado em 28 de fevereiro, envolve diretamente Estados Unidos, Israel e Irã e tem como principal justificativa a destruição das capacidades nucleares e militares iranianas.
  • Desde então, ataques são registrados em diferentes pontos do Oriente Médio, especialmente em países do Golfo Pérsico que abrigam bases e representações norte-americanas.

Segundo Witkoff, antes da guerra, autoridades iranianas insistiram no direito de enriquecer urânio, o que levou os EUA a concluírem que Teerã não estaria disposto a abandonar suas ambições nucleares.

Trump voltou a pressionar o país a desistir do programa nuclear e disse que o Irã ainda tem a chance de “traçar um novo caminho para o futuro”.

Trump também afirmou que não tem certeza se manterá o prazo estabelecido para a reabertura do Estreito de Ormuz e minimizou os impactos econômicos do conflito, como a alta nos preços da gasolina e oscilações no mercado financeiro. “Francamente, achei que os preços do petróleo subiriam mais e que o mercado de ações cairia mais. Não foi nem de perto tão severo quanto eu imaginava”, disse.

Fonte: Metrópoles/Foto: Win McNamee/Getty Images

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