Em entrevista à revista Times, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Crimeia, região da Ucrânia controlada pela Rússia, vai permanecer com os russos como parte das negociações de paz na guerra entre os dois países.
‘A Crimeia permanecerá com a Rússia. E ele [Volodymyr] Zelenskyy] entende isso, e todos entendem que isso está com eles há muito tempo. Está com eles muito antes de Trump chegar’, disse.
Na quarta-feira (23), Zelensky e Trump entraram em colisão após o mandatário americano repreender o líder ucraniano a reconhecer a reivindicação da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014. Além disso, Trump pressiona para um acordo, afirmando que desistiria das negociações caso não chegassem em um consenso em breve.
O mandatário americano acusou Zelensky ao prolongar o ‘campo de extermínio’ ao se recusar a entregar a península.
Nesta sexta-feira (25), em entrevista à BBC, o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, afirmou que a Ucrânia pode precisar ceder alguns de seus territórios de forma temporária para gerar um acordo de paz imediato com a Rússia. Porém, ele defendeu que isso ‘não é justo’, mas é uma alternativa para o conflito paralisar.
Klitschko completou dizendo que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pode ser forçado a aceitar essa ‘solução dolorosa’, mesmo que o povo da Ucrânia não aceitasse a ocupação russa.
‘Um dos cenários é… ceder território. Não é justo. Mas para a paz, uma paz temporária, talvez possa ser uma solução, temporária’, afirmou.
Nessa quinta-feira (24), a Rússia atacou Kiev com mísseis e drones matando pelo menos 12 pessoas e deixando mais de 70 feridos. Foi o maior ataque à capital ucraniana em 2025.
Trump pede para que Putin pare
Em publicação na sua rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não estava satisfeito com os novos ataques russos em Kiev e pediu para que um acordo de paz seja concluído o quanto antes.
Veja:
‘Não estou satisfeito com os ataques russos em Kiev. Desnecessários e em péssimo momento. Vladimir, PARE! 5.000 soldados estão morrendo por semana. Vamos CONCLUIR o Acordo de Paz!’, escreveu Trump.
Segundo a Força Aérea Ucraniana, as forças russas dispararam 70 mísseis e 145 drones, dos quais 112 foram interceptados.
Em comunicado, o exército russo alegou que os alvos da operação eram exclusivamente empresas ucranianas ligadas ao setor militar-industrial. No entanto, o impacto sobre áreas civis acirrou ainda mais as tensões no conflito, que se arrasta desde fevereiro de 2022.
Diante da gravidade dos ataques, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, decidiu interromper a visita oficial que fazia à África do Sul e anunciou seu retorno imediato à Ucrânia. Em coletiva de imprensa em Pretória, Zelensky afirmou que os bombardeios representam uma tentativa da Rússia de pressionar os Estados Unidos em meio às recentes divergências entre Kiev e Washington.
Logo após o episódio, a Rússia acusou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de prejudicar a diplomacia que busca chegar a um acordo de paz. Isso ocorreu, segundo os russos, por ele se recusar a reconhecer a anexação da Crimeia pelos russos.
A afirmação foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova. Segundo ela, a cada minuto que passa, fica claro que ‘Zelensky não tem capacidade para negociar acordo para acabar com a guerra’.
Zakharova continuou, afirmando que as decisões dos países europeus de seguir fornecendo armas para Kiev encorajavam as forças armadas do país a seguirem com a guerra e que os países do continente estavam assustados com a chance de uma vitória russa.
Fonte: CBN/Foto: Shealah Craighead/Casa Branca


