CPI dos Atos Golpistas: sala-cofre recebe primeiros documentos sigilosos; veja lista

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A sala-cofre da CPI dos Atos Golpistas recebeu na segunda-feira (24) os primeiros documentos sigilosos enviados para atender a requerimentos aprovados por congressistas. Os arquivos foram entregues pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Localizado no subsolo da Ala Alexandre Costa, onde acontecem reuniões de comissões do Senado, o espaço abrigará documentos que não podem ser acessados pelo sistema do Senado ou “por sua natureza ou conteúdo, exija rigor ainda maior no controle do sigilo”.

O local possui câmeras de vigilância que monitoram o local de forma contínua. Todos os acessos precisam ser registrados e podem ser acompanhados por policiais do Senado para vigília.

Ao acessar o espaço, além de precisar de credenciamento, a pessoa terá que deixar telefone celular e demais dispositivos eletrônicos ou informáticos numa antessala que dá acesso ao cofre.

Anotações têm de ser feitas à mão e é “vedada a utilização de câmeras, de pen drives, de hard drives ou de qualquer dispositivo que permita o registro dos documentos acessados”.

Além dos documentos do GSI, informações a respeito dos inquéritos do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os ataques de 8 de janeiro também ficarão, obrigatoriamente, dentro da sala-cofre.

Documentos recebidos

Até o momento, dois arquivos do GSI foram encaminhados à comissão. Os documentos foram assinados na sexta (21) pelo secretário-executivo substituto do órgão.

A consulta deverá será liberada pela secretaria da CPI nesta quarta (26) . Somente parlamentares e um assessor cadastrado poderão ter acesso ao local.

Confira a seguir o que tratam os arquivos:

  • Sindicância do GSI

O primeiro documento recebido é sobre sindicância aberta pelo GSI para apurar fatos ocorridos durante os atos golpistas de 8 de janeiro.

O ofício de envio justifica que é necessário sigilo porque “existem documentos cujo conhecimento público poderá ocasionar riscos à segurança orgânica do Palácio do Planalto […] sendo, portanto, documentos classificados como SECRETOS”.

O procedimento foi aberto pelo GSI em 26 de janeiro.

O atual ministro do órgão, general Marcos Antônio Amaro, não houve favorecimento dos militares para a invasão ao Planalto. Amaro assumiu o posto após a queda de Gonçalves Dias, em abril.

“Não me parece que teve facilitação. Houve um esforço grande para conter as invasões, mas o número de homens empregados foi insuficiente”, disse o ministro, em maio, durante audiência da Comissão de Segurança Pública da Câmara.

  • ‘Plano Escudo’

O segundo documento enviado ao colegiado aborda o chamado “Plano Escudo”.

O planejamento traz detalhes sobre como deve ser a proteção do Palácio do Planalto em situações de crise.

O arquivo foi entregue em “invólucro lacrado e rubricado, com a indicação do correspondente grau de sigilo”.

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

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