Após a operação militar na Venezuela e a captura do ditador Nicolás Maduro, a situação em Cuba pode se agravar. Historicamente, a relação entre o país cubano e os Estados Unidos é de constantes tensões.
O embargo econômico americano a Cuba está em vigência desde 1962. O movimento dos EUA ocorreu em resposta à Revolução Cubana e ao agravamento das tensões entre os dois países, em meio à Guerra Fria.
Horas após a ação militar americana, o presidente Donald Trump fez um pronunciamento e respondeu a perguntas de jornalistas. Na Flórida, o republicano afirmou que a operação na Venezuela é, sim, uma mensagem para Cuba.
Trump aproveitou para tecer novas críticas à gestão do presidente Miguel Díaz-Canel, que assumiu o governo cubano em 2018. O americano, contudo, não o citou nominalmente.
“Cuba é um caso interessante, não está indo muito bem agora. Esse sistema não tem sido muito bom para Cuba. O povo lá tem sofrido por muitos, muitos anos. Cuba é uma nação falida, e queremos ajudar o povo”, destacou.
“É muito semelhante”, continuou Trump, em relação ao “recado” que a situação na Venezuela passa a Cuba. “Queremos ajudar o povo em Cuba, mas também queremos ajudar as pessoas que foram forçadas a sair de Cuba e vivem neste país”, acrescentou.
‘Recado’ claro
Ao lado do presidente, o secretário de Estado americano, Marco Rubio — que tem origem cubana —, disse que o “recado” deve ser levado a sério.
“Cuba é um desastre. É administrada por homens incompetentes e senis e, em alguns casos, não senis, mas incompetentes. No entanto, não há economia. É um colapso total”, afirmou.
Rubio também acusou Cuba de ajudar a proteger o sistema venezuelano. “Ajudaram a proteger Maduro, isso é bem conhecido, toda a agência de espionagem deles, tudo estava cheio de cubanos”, acusou.
O secretário americano afirmou, ainda, que Maduro recebeu diversas “ofertas generosas” dos EUA para evitar o ataque realizado pelos americanos.
*r7/Foto: REUTERS/Pablo Sanhueza – 03.01.2026




