Alexandre manda investigação contra Salles para Justiça Federal do Pará

Publicado em

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, acolheu pedido da Polícia Federal e declinou da competência da investigação contra o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, por suposto envolvimento em um ‘grave esquema de facilitação ao contrabando de produtos florestais’, enviando os autos do inquérito à Justiça Federal de Altamira, no Pará. De acordo com o ministro, o juízo de 1ª instância deverá dar ‘regular continuidade das investigações, preservando a validade de todos os atos praticados e decisões proferidas’ pelo STF.

A investigação que agora será conduzida pela Justiça Federal do Pará foi a que fez buscas contra o aliado do presidente Jair Bolsonaro e o presidente afastado do Ibama, Eduardo Bim, em maio Batizada de Akuanduba, a ofensiva fez 35 buscas contra os investigados para investigar supostos crimes de corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e facilitação de contrabando. Os sigilos bancário e fiscal de Salles foram quebrados no âmbito das apurações.

Em seu despacho, Alexandre indicou que Salles não exerce mais o cargo de ministro do Meio Ambiente, que havia atraído a competência do STF para conduzir a investigação, em razão do foro por prerrogativa por função. Já ao definir o juízo para o qual os autos seriam enviados, o ministro considerou que os elementos de prova produzidos no âmbito das apurações indicavam, pelo menos até o momento, que os crimes sob suspeita teriam ocorrido primordialmente em Altamira.

Nessa linha, o ministro do STF determinou a remessa da investigação ao Pará, entendendo que seria desnecessário aguardar um a finalização de um processo que vai definir se uma outra investigação que atinge Salles, por suposto ‘favorecimento’ de madeireiros’, vai ficar sob a alçada da Justiça Federal no Amazonas ou no Pará.

O conflito de competência em questão tramita Tribunal Regional Federal da 1ª Região, para onde a ministra Cármen Lúcia, colega de Alexandre, remeteu os autos do inquérito contra o ex-ministro do Meio Ambiente por supostos crimes de obstrução de investigação ambiental, advocacia administrativa e organização criminosa. Tal corte vai decidir onde deverão tramitar as investigações abertas a partir da Operação Handroanthus – que registrou apreensão histórica de madeira – devendo, posteriormente, encaminhar as apurações para o juízo declarado competente.

*Estadão Conteúdos

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe

Assine Grátis!

Popular

Relacionandos
Artigos

Atirador que matou estudantes em universidade dos EUA continua em fuga

Continua em fuga o autor de umataque à Universidade...

Estudante do Inatel cria copo que denuncia bebida adulterada com metanol ou drogas

Um copo desenvolvido por uma aluna do Instituto Nacional...

Lutador ex-UFC desaparece após mergulho em rio no Amazonas

O lutador baiano Gerônimo "Mondragon" dos Santos, 45, está...

Manifestantes fazem atos em todo país contra o Congresso neste domingo

Manifestantes de Norte a Sul do país vão às...