AM é 1º em ranking de homicídios de mulheres entre 2020 e 2021

Publicado em

Em dois anos – 2020 e 2021 – o Amazonas liderou os casos de homicídios de mulheres com 48,2%, segundo o Atlas da Violência, que monitora as ocorrências em todo o país.

Conforme o relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 14 estados registraram crescimento na taxa de homicídios de mulheres. Depois do Amazonas está o Piauí, com 27,7%, seguido e, em terceiro, o Espírito Santo com 22,7%. São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Distrito Federal registraram os menores índices nesse período.

A queda mais expressiva foi registrada em Roraima, onde a taxa de mulheres assassinadas diminuiu 40,8%. Em seguida, está Alagoas com uma redução de 29,2% e o Mato Grosso, com 22,7% de declínio.

Roraima é um caso a parte. apesar da redução no acumulado de 2020 e 2021, o estado registrou o maior índice de homicídios de mulheres em 2021: 7,4 mulheres mortas a cada 100 mil habitantes. O Ceará (7,1) e Acre (6,4) foram o segundo e terceiro lugares, respectivamente.

O Atlas da Violência também revela que, apesar da queda geral de 4,8% na taxa de homicídios no país entre 2020 e 2021, os homicídios de mulheres cresceram 0,3%.

“Somente em 2021, segundo os registros oficiais do Ministério da Saúde, 3.858 mulheres foram assassinadas no Brasil. Durante o período pandêmico, entre 2020 e 2021, 7.691 vidas femininas foram perdidas no país”, diz o Fórum no relatório.

Os dados do estudo apontam que de 2011 a 2021, 49 mil mulheres foram assassinadas no Brasil, sendo 7.691 mortes registradas somente entre 2020 e 2021. A pesquisa inclui três principais causas para o aumento da violência contra as mulheres.

Uma delas é a redução significativa do orçamento público federal destinado às políticas de combate ao problema, que, segundo o levantamento, sofreu uma diminuição de 94% nos recursos previstos no governo Bolsonaro.

De acordo com pesquisa, o radicalismo político também é um dos fatores que reforçou valores patriarcais. Por último, a pandemia de Covid-19 produziu cinco efeitos, incluindo restrição nos serviços protetivos, menor controle social devido ao isolamento, aumento dos conflitos associado à maior convivência, elevação dos divórcios e perda econômica relativa das mulheres na família.

O Atlas mostra uma série de pesquisas que indicam uma diminuição nos registros policiais de crimes relacionados à violência doméstica contra mulheres, como lesões corporais, ameaças e estupros.

Durante esse período, houve maior dificuldade de acesso às delegacias, elementos fundamentais para a proteção das mulheres vítimas de violência doméstica, com um possível resultado sendo a violência letal.

Foto: SSP/Divulgação

*Amazonas Atual

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe

Assine Grátis!

Popular

Relacionandos
Artigos

Alcolumbre dá sinais de bandeira branca a Lula no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez, durante a última semana,...

Explosões em Damasco feriram ao menos 18 pessoas, sendo 4 policiais

Duas explosões em Damasco, capital da Síria, deixaram ao...

GDF terá de fazer contingenciamento “severo” em razão do empréstimo para salvar o BRB

A Secretaria Executiva de Gestão da Estratégia, ligada à...

Benedito Ruy Barbosa, um dos maiores autores de novelas do Brasil, morre aos 95 anos

Benedito Ruy Barbosa, autor de algumas das principais novelas da televisão brasileira, morreu nesta...