A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) abriu processo para investigar dois acidentes com aviões ocorridos no Aeroporto de Flores, em Manaus, nos dias 21 e 24 de março deste ano. Em um deles, o gestor do aeroclube, Fernando Lúcio Moreira dos Santos Filho, morreu.
O procedimento foi aberto após o deputado federal Alberto Neto (PL-AM) solicitar do Ministério de Portos e Aeroportos informações sobre o funcionamento do aeroclube, cujas atividades foram temporariamente suspensas após as ocorrências para realização de perícia.
O primeiro acidente, com um avião modelo Cessna Aircraft 152, ocorreu durante aula de pilotagem no momento da manobra de toque e arremetida. Além de Fernando, estava na aeronave Ulisses de Oliveira, de 36 anos, que ficou gravemente ferido, foi socorrido e levado para o hospital.
No segundo acidente, um avião anfíbio, modelo Cessna 206, deslizou na pista e parou em uma área de mata ao tentar decolar durante forte chuva. Duas pessoas estavam a bordo da aeronave e foram resgatadas, mas sem ferimentos.
Em ofício, a Anac comunicou que o aeroporto recebe fiscalizações regulares, mas que a última vistoria foi realizada em 2024. Na ocasião, segundo a agência, “foi verificado o cumprimento dos requisitos técnicos de acordo com o regulamento vigente”.
Ainda de acordo com a agência, diante dos relatos apresentados no requerimento do deputado, foi aberto um processo de denúncia “para melhor apurar os fatos ora apresentados”. Conforme a Anac, o procedimento é independente da investigação conduzida pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).
“Ressalta-se que a presente apuração não se confunde com o procedimento de investigação de natureza eminentemente técnica e preventiva conduzida pelo Cenipa, cujos resultados, se cabível, podem ser repassados à Anac para providências que se fizerem necessárias”, diz o ofício.
Sobre a regularidade do aeroclube e a qualificação do pessoal, a Anac informou que o Aeroclube do Amazonas “se encontra em situação regular, autorizado a operar no endereço”. “Até o presente momento, não houve qualquer comunicação formal de encerramento ou suspensão das suas atividades”, diz o ofício.
Em relação à infraestrutura aeroportuária, a Anac informou que o local “está regularmente inscrito no cadastro mantido pela Agência e aberto ao tráfego aéreo”. Não há, segundo a agência, até o momento, atos administrativos que impeçam ou restrinjam o pleno funcionamento do aeródromo.
Após a morte de Fernando Santos Filho, a entidade foi notificada a apresentar novo gestor responsável em até 60 dias, com vencimento na quinta-feira (21).
O ATUAL solicitou da Infraero informações a respeito da regular manutenção do local, mas até a publicação desta matéria nenhuma resposta foi enviada.
Fonte: Amazonas Atual/Foto: Reprodução/Redes sociais




