Cachorros e gatos também podem doar sangue; saiba quais as condições

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O ato de doar sangue salva vidas não só entre os humanos: os animais também podem precisar de transfusões. E assim como nós, os bancos de sangue de cachorros e gatos também estão necessitados de reforço.

A doação de sangue não traz nenhum tipo de prejuízo para o animal doador. Existem, no entanto, algumas condições a serem observadas.

Dentre os cachorros, eles devem ter entre 1 e 7 anos, pesar no mínimo 25kg, estar com a vacinação em dia e testar negativo para leishmaniose (também conhecida como calazar) e doença do carrapato, além de não ter pulgas e piolhos. E, é claro, ser dócil.

Já para os gatos, as condições são parecidas: ter entre 1 e 7 anos de idade, peso a partir de 5kg, e estar com a vacinação e vermifugação em dia, além de não ter carrapatos, pulgas ou piolhos. A diferença está nos testes negativos de FIV (imunodeficiência) e FELV (leucemia felina). E, também, ser dócil.

Em Fortaleza, o cão Zeus vestiu uma bandana e ganhou um certificado depois de doar para outro cachorro. A sua tutora, Glória Maria, viu uma campanha na internet e decidiu levar ele e a cachorrinha Mel para ajudar na doação.

“Acho muito interessante que eles poderiam ser doadores, então trouxe eles até a clínica, já que antes de fazer a doação eles têm que passar por um teste”, explica.

Mel (ao fundo) e Zeus foram levados pela tutora Glória Maria para doar sangue em uma clínica veterinária de Fortaleza — Foto: Reprodução/TV Globo

Mel (ao fundo) e Zeus foram levados pela tutora Glória Maria para doar sangue em uma clínica veterinária de Fortaleza — Foto: Reprodução/TV Globo

Cães e gatos tem tipos sanguíneos diferentes, assim como nós humanos. No caso dos gatos, são três tipos sanguíneos – tipo A, tipo B e tipo AB. Já no caso dos cachorros, são mais de dez tipos sanguíneos. Daí a necessidade de doar: pode ser que o animal não tenha bolsas de sangue para o seu tipo sanguíneo específico.

Cada bolsa de sangue pode durar até 30 dias nos refrigeradores. No entanto, muitas vezes a coleta costuma ser utilizada até no mesmo dia. Por isso, é importante a conscientização dos tutores para a doação de sangue entre os animais.

“Na maioria das vezes que o médico veterinário chega para o tutor para falar que o pet precisa receber uma transfusão sanguínea, e que precisa da doação de outro cachorro, as pessoas se surpreendem. Elas não sabem que o cão pode doar para outro cão e que o gato pode doar para outro gato. É muito importante que a população tenha acesso a esse tipo de informação para que se mantenha os estoques de bolsas de sangue na quantidade ideal”, diz Amanda Castelo, coordenadora de uma clínica veterinária na capital cearense.

*g1 / Foto: Reprodução/TV Globo

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