Campos Neto elogia Haddad e defende maior revisão de gastos

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O presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, afirmou nesta sexta-feira que a equipe econômica do governo está com esforço ‘enorme’ para o controle de gastos públicos. Ele ponderou, por outro lado, que o país precisa, na avaliação dele, de revisões mais estruturais nas despesas.

— Eu (Brasil) preciso ser mais eficiente nos meus gastos. Ou seja, eu preciso ter revisões nos programas. O ministro (Fernando) Haddad tem feito uma força enorme na parte fiscal. É muito fácil falar sobre corte de gastos, escrever artigos, mas é muito difícil, porque o discricionário é muito pequeno.

O presidente da autarquia monetária defendeu a necessidade de uma redução no grau de indexação dos gastos públicos. O principalmente exemplo desse tipo de vinculação (não citado por ele) é o resto real no salário mínimo, que também vale para benefícios previdenciários do INSS.

Outro exemplo de indexação é piso de saúde que voltou a ser de 15% da Receita Corrente Líquida (RCL) do ano, enquanto o piso da educação passou a ser de 18% da Receita Líquida de Impostos (uma conta diferente, que une uma série de impostos). A despesas obrigatórias do governo passam de 90% do orçamento.

O Executivo fixou como zero (ou seja, receitas iguais às despesas) a meta de resultado das contas em 2024 e também no ano de 2025.

Fonte: O Globo/Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

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