Caso Henry: Prefeitura do Rio afasta Monique e apura irregularidades

Publicado em

A Prefeitura do Rio de Janeiro afastou Monique Medeiros, ré pela morte do filho, Henry Borel, das funções na Secretaria Municipal de Educação nesta quarta-feira (25/1). A mãe da criança, servidora concursada, obteve na Justiça o direito a voltar a trabalhar no órgão, mas pediu licença médica de 60 dias, e teve a solicitação negada.

Segundo despacho publicado no Diário Oficial do Estado Rio de Janeiro, a medida tem como objetivo evitar que, cumprindo a função, Monique influencie o andamento de um processo administrativo em andamento desde 2021. O texto, assinado pelo prefeito Eduardo Paes (PSB), se baseia no artigo do Estatuto do Servidor que permite que a suspensão se estenda até 90 dias.

Mesmo afastada do cargo, Monique continuará recebendo salário e poderá contar tempo de serviço para aposentadoria.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, a mãe de Henry Borel foi afastada por conta da sindicância que apura o inquérito administrativo de 2021, e uma suspeita de fraude na folha de ponto.

Conforme a investigação, Monique teria preenchido o documento de trabalho irregularmente até o fim de janeiro — como se tivesse cumprido expediente todos os dias —, muito antes do fim do mês.

“Logo após ela ter sido solta pelo STJ, pela Justiça, a secretaria ficou de mãos atadas. Como não há uma sentença condenatória, ela não pode ser impedida de trabalhar, ou ter a remuneração suspensa”, explicou o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha. “Pouco menos de 24 horas após as notícias de seu retorno ao trabalho, a servidora apresentou um atestado médico de 60 dias”, explicou.

Função administrativa

Monique Medeiros é servidora concursada e estava afastada das funções desde abril de 2021, quando foi presa por homicídio duplamente qualificado. Até agosto de 2020, ela exercia o cargo de diretora na Escola Municipal Ariena Vianna da Silva, em Senador Camará, na zona oeste do Rio.

Em 12 de dezembro de 2022, ela voltou a assumir funções na secretaria, após decisão judicial. A prefeitura preferiu tirá-la de qualquer cargo que pudesse ter relação com crianças; por isso, ela foi alocada em um almoxarifado.

*Metrópoles

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe

Assine Grátis!

Popular

Relacionandos
Artigos

Promotor que comparou advogada a cadela é multado em metade da aposentadoria

O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) decidiu, nesta...

Apenas 17% de creches e pré-escolas têm itens básicos para funcionar

Em todo o país, menos de duas em cada...

Após cinco meses, Messias passa por sabatina no Senado nesta quarta

Depois de cinco meses do anúncio da sua indicação...

UEA abre 132 vagas remanescentes para o curso pré-vestibular AprovENS 2026

São 132 vagas remanescentes, distribuídas entre os níveis SIS...