Chiquinho Brazão diz que foi ‘surpreendido com especulação’ sobre nome citado no caso Marielle

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O deputado federal João Francisco Inácio Brazão (União Brasil-RJ), conhecido como Chiquinho Brazão, afirmou nesta quarta-feira (20) que foi “surpreendido por especulações que buscam lhe envolver no crime que vitimou Marielle Franco e Anderson Gomes”. Ao R7, o parlamentar disse que sempre teve convívio “amistoso e cordial” com a vereadora. Segundo ele, ambos compartilhavam dos mesmos posicionamentos sobre a instalação de condomínios em comunidades carentes na zona oeste do Rio de Janeiro (RJ). 

Como antecipado pelo blog Quarta Instância, fontes ligadas à investigação do assassinato de Marielle e Anderson citam o deputado Chiquinho Brazão. O fato levou o inquérito do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para o STF (Supremo Tribunal Federal), pois o parlamentar tem foro privilegiado.

O irmão do parlamentar, Domingos Brazão, foi apontado como um dos mandantes do atentado pelo atirador Ronnie Lessa em delação premiada, que agora poderá ou não ser homologada pelo STF. Chiquinho também era vereador quando o assassinato ocorreu.

Brazão disse nesta quarta que “causa estranheza que seu nome tenha surgido após muitos meses de tramitação da suposta colaboração, principalmente quando se sabe que o instrumento de investigação deve indicar, desde o início, todos os envolvidos que gozem de foro por prerrogativa de função”.

Nesta terça-feira (19), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, fez um pronunciamento sobre a investigação do caso. O chefe da pasta disse que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), homologou a delação do ex-policial militar Ronnie Lessa nas investigações. O caso está em segredo de justiça. A relatória do processo foi distribuída por sorteio a Moraes, da Primeira Turma, por se tratar de uma ação criminal.

Lewandowski disse que não teve acesso às declarações e que brevemente haverá a solução do assassinato da vereadora. “Em breve teremos os resultados daquilo que foi apurado pela competentíssima PF que em um ano chegou a resultados. Nós sabemos que esta colaboração premiada, que é um meio de obtenção de provas, traz elementos importantíssimos que nos levam a crer que brevemente nós teremos a solução do assassinato da vereadora Marielle Franco. Este é, portanto, o momento processual que gostaríamos de tornar público.”

Morte de Marielle Franco

Na noite de 14 de março de 2018, a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco foi assassinada no centro da cidade junto com o motorista Anderson Gomes. O carro em que ela estava – e que era conduzido por Anderson – foi alvejado por 13 tiros.

Os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz são acusados de matar a vereadora. Os motivos e os mandantes do crime permanecem desconhecidos.

*R7/Foto: MARIO AGRA / CÂMARA DOS DEPUTADOS — 13.03.2024

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